SIAVS inicia programação com otimismo sobre futuro da proteína animal brasileira

27/08/2019

Maior feira da avicultura e suinocultura do país será realizada até quinta-feira (29)

Um dos maiores eventos do agronegócio no Brasil, o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS) iniciou sua programação nesta terça-feira (27) buscando convergência em ações que fortaleçam a imagem e a competitividade dos setores. Até quinta-feira (29), mais de 15 mil empresários, produtores e demais profissionais da cadeia produtiva estarão reunidos em São Paulo para uma série de palestras e encontros. Os visitantes também participam de uma feira com mais de 170 expositores.

Promovida pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esta edição do evento é 30% maior do que a anterior, realizada há dois anos. “Nos reunimos para celebrar um setor vitorioso, que é sinônimo de desenvolvimento. São quatro milhões de empregos diretos e indiretos, e mais de 160 países dos cinco continentes que recebem nossos produtos”, destacou o presidente da ABPA, Francisco Turra.

Para o ex-ministro, mesmo com toda a excelência “da porteira para dentro”, há um gargalo novo e desafiador no agronegócio: a desinformação. Fazendo referência às consequências imediatas da Operação Carne Fraca, Turra lamentou “absurdos que ganharam projeção internacional”. “Com isso, 70 mercados fecharam. Mas todos eles foram reabertos passo a passo, e novos países passaram a importar”, ressaltou.

Na avaliação do presidente da ABPA, é preciso mostrar ao mundo toda a capacidade produtiva do país. E a realização do SIAVS, que recebe dezenas de delegações estrangeiras, é uma oportunidade importante para isso. “Não medimos esforços para entregar produtos de cada vez mais qualidade.  O Brasil é líder mundial por nossa capacidade de trabalho”, concluiu.

Presença de ministra e governadores
A abertura do evento foi marcada por uma ampla representatividade política. Seis governadores participaram da solenidade: João Doria (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais), Renato Casagrande (Espírito Santo), Ratinho Júnior (Paraná), Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Parlamentares e executivos de agências governamentais, como o presidente da Apex-Brasil, Sergio Segovia, também integraram o palco. O painel finalizou com uma homenagem à ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Segundo ela, o papel da pasta tem sido facilitar a vida dos empreendedores, mas também garantir aos países importadores que o serviço sanitário brasileiro é de excelência. Com esse trabalho, segundo a ministra, novas portas estão sendo abertas para o produto nacional no exterior. “Há vários países que podemos alcançar, e estamos trabalhando fortemente para que novos acordos sejam feitos”, sublinhou, citando o fechamento do pacto entre a União Europeia e o Mercosul, além do acordo com a Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), fechado na última semana.

Em sintonia com os demais participantes do painel, Tereza Cristina ressaltou a preocupação do setor com o meio ambiente. “Damos sustentabilidade a tudo aquilo que produzimos”, indicou. “Seguiremos produzindo, usando cada vez menos área e com mais eficiência.”

Integração para novas oportunidades
No primeiro dia da programação, o SIAVS também oportunizou um debate sobre os rumos e os desafios da economia para as próximas décadas. Secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo contextualizou o papel do Brasil no cenário internacional. E alertou: “O Brasil vai ter de construir seu lugar ao sol em um mundo com risco de desglobalização”.

Dois grandes movimentos – chamados por Troyjo de “eclipses” – devem ocorrer nos próximos dez anos, interferindo diretamente no agronegócio. “A China vai superar os Estados Unidos na condição de maior economia do mundo. E a Índia ultrapassará a China como o país mais populoso”, antecipou, em painel mediado pelo consultor da ABPA em Bruxelas, Emiliano Alonso.

“Haverá um deslocamento estrutural da demanda global por commodities agrícolas e alimentos. O boom do setor agroalimentar ainda nem começou”, disse Troyjo. Para o secretário, o país precisa se tornar mais rápido e leve, adaptando-se às tendências que surgem. “Não construiremos o Brasil que a gente quer fugindo da globalização. Precisamos de muito comércio internacional,”, concluiu.

Debate e fomento de negócios
Estratégia para aumento das exportações, manejo sanitário para controle de Salmonela, sustentabilidade, inovação e tendências dos alimentos do futuro foram outros dos assuntos tratados ao longo da terça-feira, no SIAVS. O salão reuniu executivos, empresários, líderes setoriais, acadêmicos e diversos atores do ecossistema dos setores em debates e palestras. Até quinta-feira, mais de 100 palestrantes do Brasil e de outros países compartilharão seus conhecimentos, suas experiências e visões de mercado.

A feira, com 37 expositores, estará disponível para os visitantes. Empresas de aves, ovos, material genético e de suínos mostrarão produtos e serviços, além de participar de encontros com importadores, compradores do mercado interno e fornecedores. “Vamos fomentar negócios, dialogar e ter a oportunidade de mostrar nossos produtos para milhares de visitantes, que verão a qualidade do produto verde e amarelo”, apontou o presidente Francisco Turra.

https://www.flickr.com/photos/abpabr/albums/72157710578628602

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