Santin é reeleito vice-presidente do IPC

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, foi reeleito vice-presidente do Conselho Mundial da Avicultura (IPC, sigla em inglês). A nomeação ocorreu em encontro realizado na última semana de janeiro, em Atlanta (EUA).

Membro da diretoria do conselho desde 2012, Santin renovará seus esforços em prol do desenvolvimento da avicultura mundial juntamente com Robin Horel, do Canadá, também reeleito para o cargo de presidente da entidade. Jim Sumner, que já presidiu o IPC, será o tesoureiro.

De acordo com Santin, a estratégia do trabalho do IPC se manterá focado na valorização da imagem setorial e dos alicerces sustentáveis da cadeia produtiva global.

“Por ser tão grande e presente na vida das pessoas, a produção avícola desperta o interesse e, infelizmente, também a produção de fake news.  Por isso, devemos envidar esforços no desenvolvimento de estratégias comunicacionais que amplie ao mundo a correta imagem do nosso setor, que promove desenvolvimento e segurança alimentar, com produtos de alta qualdiade”, avalia.

Sobre o IPC – Fundado em 7 de outubro de 2005, o  IPC é a associação global de produtores de carne de aves.

A missão do IPC é fortalecer as comunicações entre os países, desenvolver e implementar políticas para organizações internacionais que afetam a indústria avícola mundial e promover um entendimento comum e confiança nos produtos avícolas no mundo.

Atualmente, o IPC tem 31 países membros e 55 membros associados, representando 88% da produção global de carne de aves e quase 95% do comércio global de carne de aves. Organizações internacionais como OIE, FAO e Codex Alimentarius Commission reconhecem oficialmente o IPC como a associação global que representa o setor de carne de aves.

Exportações de carne suína aumentam 18,2% em janeiro

Impulsionada pelos custos de produção, receita dos embarques cresce 9,7%

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 74,6 mil toneladas em janeiro, o que supera em 18,2% os embarques registrados no mesmo período de 2021, com 63,1 mil toneladas, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

As vendas internacionais do primeiro mês de 2022 geraram receita de US$ 160,7 milhões, saldo 9,7% maior que o total obtido em janeiro de 2021, com US$ 146,5 milhões.

“O bom ritmo dos embarques em janeiro ajudou a reduzir a pressão sobre os custos de produção, que têm impactado severamente a atividade frente à soma de custos que seguem em alta este ano, como o milho, a soja, embalagens e outros itens. O setor está reforçando o trabalho institucional com campanhas e ações em feiras para ampliar ainda mais as vendas internacionais”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Entre os mercados importadores de carne suína, a China segue como principal destino, com 31,4 mil toneladas importadas em janeiro (-3,5%). Outros destaques são Filipinas, com 4,4 mil toneladas (+569,2%), Argentina, com 4,1 mil toneladas (+58,8%), Singapura, com 3,4 mil toneladas (+40,2%), Uruguai, com 3 mil toneladas (+4,1%), Japão, com 2,1 mil toneladas (+216,7%) e Rússia, com 1,6 mil toneladas (no caso do mercado russo, não há registros comparativos em relação a janeiro de 2021).

“O ano começou aquecido para as exportações de carne suína do Brasil, que aumentaram a sua presença em mercados estratégicos para o setor, como é o caso do Japão e outras nações da Ásia. Há expectativa de incremento das vendas, também, para o Leste Europeu”, analisa Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.