Exportações de carne suína registram recorde histórico em março

Embarques superam 150 mil toneladas, e crescem 32,2%

Análise do presidente da ABPA, Ricardo Santin https://drive.google.com/file/d/1E8Cw1NfY-onB-3b8uoRDk6efL_5ysmMT/view?usp=sharing

 

São Paulo, 08 de abril de 2026 – Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) registraram recorde histórico em março, com total de 153,8 mil toneladas embarcadas, número que supera em 32,2% o registrado no mesmo período do ano passado, com 116,3 mil toneladas.

A receita dos embarques de março também é recorde, com US$ 361,6 milhões registrados no período, saldo 30,1% maior em relação aos US$ 278 milhões no terceiro mês de 2025.

No ano (janeiro a março), o crescimento em volumes é de 16,5% em volumes, com 392,2 mil toneladas embarcadas no primeiro trimestre deste ano, contra 336,8 mil toneladas no mesmo período do ano passado. A receita registrada no período chegou a US$ 916 milhões, saldo 16,1% maior em relação ao ano anterior, com US$ 788,9 milhões.

Principal destino das exportações de carne suína, as Filipinas foram destino de 48,9 mil toneladas em março (volume 80,7% maior em relação ao mesmo período do ano anterior), seguido pelo Japão, com 18,2 mil toneladas (+85,8%), China, com 12,7 mil toneladas (-9,5%), Chile, com 10,6 mil toneladas (+26,1%) e Hong Kong, com 8,8 mil toneladas (-29,4%).

“A demanda global por carne suína do Brasil segue elevada, em especial, em mercados como Filipinas, Japão e outros países da Ásia e da América do Sul.  O comportamento das exportações neste início de ano deve persistir ao longo dos próximos meses, confirmando a projeção de alta para os embarques de 2026”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Santa Catarina segue como maior exportador de carne suína do Brasil, com 71 mil toneladas exportadas em março (+21,5% em relação ao mesmo período do ano passado), seguido pelo Rio Grande do Sul, com 43,3 mil toneladas (+71,4%), Paraná, com 21,4 mil toneladas (+10,5%), Minas Gerais, com 4,8 mil toneladas (+69,%) e Mato Grosso, com 4,2 mil toneladas (+37,8%).

Mesmo com crise no Oriente Médio, exportações de carne de frango crescem 6% em março

Embarques para países impactados pelo Conflito do Oriente Médio seguem recebendo produtos, ainda que parcialmente, mesmo com fechamento do Estreito de Ormuz

 

Análise do presidente da ABPA, Ricardo Santin. Link: https://drive.google.com/file/d/1cpcLwurnM7EivDfRWfoW4cTG9HnbHv2v/view?usp=sharing

São Paulo, 08 de abril de 2026 – As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 504,3 mil toneladas em março, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 6% o total exportado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 476 mil toneladas.

A receita mensal das exportações também registrou recorde. Ao todo, foram US$ 944,7 milhões em março deste ano, número 6,2% maior em relação aos US$ 889,9 milhões no mesmo período de 2025.

No ano (janeiro a março), o volume embarcado pelo setor chegou a 1,456 milhão de toneladas, superando em 5% o total exportado no primeiro trimestre de 2025, com 1,387 milhão de toneladas. O crescimento é ainda mais expressivo em receita, com US$ 2,764 bilhões neste ano, resultado 6,9% maior em relação ao ano anterior, com US$ 2,586 bilhões no ano passado.

China retomou o ritmo das importações praticadas antes de maio de 2025 (quando ocorreu um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade na produção comercial do Brasil, situação que já foi superada), com total de 51,8 mil toneladas em março deste ano (+11,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior). No ranking dos principais destinos estão o Japão, com 42,1 mil toneladas (+41,3%), a Arábia Saudita, com 38,7 mil toneladas (-5,3%), a África do Sul (+21,4%), com 33,1 mil toneladas e a União Europeia, com 30,7 mil toneladas (+33,7%).

Em uma análise dos efeitos da Guerra no Golfo Pérsico e o fechamento do estreito de Ormuz, as exportações para os países do Oriente Médio que são destinos da carne de frango do Brasil registraram queda de 18,5% nos volumes embarcados em março deste ano na comparação com o mês de fevereiro, anterior ao conflito.

“Apesar da queda comparativa registrada no Oriente Médio, os expressivos volumes comprovam que o fluxo de exportações segue acessando a região por meio das rotas alternativas.  São mais de 100 mil toneladas enviadas aos mercados da região no mês de março, com mais de 45 mil toneladas destinadas aos países diretamente impactados pelo fechamento do Estreito de Ormuz.  As gestões de facilitação realizadas pelo Ministério da Agricultura e pelo setor têm sido efetivas, garantindo oferta de alimentos para as áreas hoje atingidas pela Guerra do Golfo.  No restante dos mercados, a demanda segue crescente, em especial, nos principais destinos da Ásia”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin. 

Principal estado exportador, o Paraná embarcou 202 mil toneladas, número 5,1% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida estão Santa Catarina, com 109 mil toneladas (+2,7%), Rio Grande do Sul, com 70,7 mil toneladas (+11,9%), São Paulo, com 32,5 mil toneladas (+22,6%) e Goiás, com 26 mil toneladas (+14,8%).