Ação da ABPA na SIAL Paris Projeta US$ 1 bi em negócios

Empresas participantes consolidaram US$ 452 milhões em negócios durante a feira e projetam mais de US$ 1 bilhão em exportações nos próximos 12 meses

 

São Paulo, 22 de outubro de 2026 – Em um cenário internacional marcado por desafios sanitários, comerciais e geopolíticos, a participação brasileira na SIAL Paris 2026 reafirmou a posição do Brasil como fornecedor global, confiável e diversificado de proteína animal. A ação promovida pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), foi encerrada nesta quarta-feira (21), com resultados expressivos para as agroindústrias participantes.

Ao longo dos cinco dias da feira, as empresas instaladas nos espaços da ABPA consolidaram US$ 451,992 milhões em negócios, resultado 256,7% superior ao registrado na edição anterior do evento. Para os próximos 12 meses, a perspectiva é de US$ 1,017 bilhão em exportações a partir dos contatos e das negociações iniciadas durante a SIAL Paris, valor 15,6% maior que o projetado na edição anterior.

As negociações envolveram 40 mercados, países e regiões, evidenciando a amplitude e a diversidade geográfica alcançadas pela ação. Os contatos incluíram mercados consolidados e de alto valor agregado da Europa e da Ásia; grandes importadores do Oriente Médio; destinos em expansão na África; parceiros tradicionais da América Latina; e mercados com potencial crescente no Sudeste Asiático e na Oceania.

A pluralidade dos perfis também demonstrou a capacidade da produção brasileira de atender a diferentes demandas, desde grandes volumes destinados ao abastecimento até produtos customizados e de maior valor agregado, ajustados às exigências comerciais, culturais e de consumo de cada destino.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho alcançado na SIAL Paris demonstra a confiança internacional na capacidade brasileira de fornecer alimentos com qualidade, segurança, escala e regularidade.

“A diversidade dos mercados envolvidos e o volume de negócios alcançado mostram que a demanda internacional por proteínas de aves e suínos segue forte. Mesmo diante de um ambiente global desafiador, compradores de diferentes regiões continuam buscando fornecedores confiáveis, capazes de oferecer qualidade, escala e regularidade. O Brasil reúne esses atributos e a presença na SIAL Paris reafirmou nossa posição como parceiro estratégico para a segurança alimentar mundial”, avalia Santin.

A ação reuniu 25 empresas e cooperativas em quatro espaços exclusivos, que totalizaram mais de 670 metros quadrados: Avenorte, Bello Alimentos, MBRF, C.Vale, Coasul, Copacol, Dália, Ecofrigo, Frigoestrela, Frimesa, GTF, Jaguafrangos, Cooperativa Lar Agroindustrial, Naturovos, Netto Alimentos, Pioneiro, RPF, Saudali, Somave, SSA, Suinco, Vibra Agroindustrial, Villa Germania, Vossko e Zanchetta Alimentos.  Também participaram da SIAL, com espaços próprios, as associadas Seara Alimentos, Pamplona Alimentos e Aurora Alimentos.

Além das reuniões comerciais, os espaços receberam importadores, distribuidores, autoridades, lideranças e outros stakeholders da cadeia internacional de alimentos. A programação também contou com degustações de pratos preparados com carne de frango e ovos produzidos no Brasil, além da distribuição de materiais sobre as empresas exportadoras e os diferenciais da produção nacional.

A participação promoveu as marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Pork, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, destacando atributos como sustentabilidade, status sanitário, qualidade, diversidade e capacidade de customização dos produtos brasileiros.

“A SIAL Paris concentrou compradores de diferentes perfis e regiões, permitindo que as empresas fortalecessem relações já estabelecidas e abrissem novas frentes comerciais. Os resultados demonstram a eficiência de uma ação estruturada para combinar geração de negócios, promoção dos produtos e fortalecimento da imagem da proteína animal brasileira”, destaca a gerente de marketing e promoção comercial da ABPA, Isis Sardella.

Nota Setorial: Sobre avanços nas tratativas de ocorrência de Newcastle no Brasil

20 de outubro de 2026 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destaca o trabalho de preparação conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em conjunto com o setor produtivo e os serviços estaduais de defesa sanitária, para responder a eventuais ocorrências sanitárias, como o registro de Doença de Newcastle em Santa Catarina, identificado sem manifestação clínica nos animais.

A experiência acumulada e a preparação prévia permitiram uma resposta rápida e coordenada. As medidas sanitárias necessárias já foram adotadas ou estão em execução, acompanhadas da comunicação às autoridades competentes e aos parceiros comerciais.

Ao mesmo tempo, o trabalho prévio de negociação dos certificados sanitários e a rapidez na comunicação à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e às autoridades dos países importadores contribuíram para dar maior previsibilidade e eficiência às tratativas. O alcance limitado das suspensões registradas até o momento reflete a importância dessa preparação e a confiança no sistema sanitário brasileiro. A ABPA mantém a expectativa de agilidade nas negociações para preservar e restabelecer os fluxos comerciais, conforme os requisitos de cada mercado.

A transparência e a organização da resposta fortalecem a confiança internacional na cadeia de proteína animal do Brasil e reforçam a posição do País como parceiro estratégico para a segurança alimentar de nações nos cinco continentes.

Nota Setorial: Ocorrência de Doença de Newcastle no Brasil

19 de outubro de 2026 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado de Santa Catarina (Sindicarne-SC) informam que acompanham, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, a ocorrência de Doença de Newcastle em um estabelecimento de produção comercial de perus na cidade de Nova Itaberaba, em Santa Catarina.

Cabe esclarecer: a ocorrência não apresenta manifestação clínica. Ou seja, houve a detecção do vírus, mas não da doença nos animais confinados.

As entidades ressaltam que o Brasil dispõe de um sistema de defesa sanitária estruturado, com protocolos de vigilância, prevenção e resposta a ocorrências dessa natureza, incluindo medidas de contenção e controle sanitário previstas na legislação vigente.

A ABPA, a ACAV e o Sindicarne-SC enfatizam que essa é uma questão de sanidade animal, restrita ao âmbito da produção, e não de segurança dos alimentos.  Ou seja: não há qualquer relação ou risco no consumo do produto.  Trata-se de uma ocorrência sanitária que demanda medidas no ambiente produtivo.

As entidades reforçam sua confiança na atuação das autoridades sanitárias brasileiras e no compromisso do setor produtivo com a biosseguridade, a transparência e o cumprimento dos protocolos estabelecidos, fundamentais para a preservação da sanidade avícola nacional.

A ABPA, a ACAV e o Sindicarne-SC seguirão acompanhando a situação e apoiando as ações das autoridades competentes.

LUIS RUA ASSUME ÁREA INTERNACIONAL DA ABPA

Rua atuará em mercados estratégicos para a proteína animal, como União Europeia, Ásia e África

São Paulo, 16 de outubro de 2026 – Luís Rua assume a partir desta sexta-feira, 16 de outubro, a posição de diretor internacional da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), informa a entidade.

Ex-secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Rua possui larga experiência ligada às negociações internacionais nos âmbitos público e privado, relações institucionais, inteligência e acesso a mercados.

Formado em Economia e em Relações Internacionais pelas Faculdades de Campinas, com mestrado em Economia Internacional pela Universidade do Porto e especialização em Agronegócios pela ESALQ/USP, atuou como gerente de Relações Corporativas Internacionais para a América Latina da MBRF em posições no Brasil e na Argentina.

De 2019 a setembro de 2024, foi diretor de Mercados da ABPA, com atuação destacada na construção de estratégias e de avanços para os setores brasileiros de aves, ovos e suínos, na interlocução com governos estrangeiros e na consolidação de relações com autoridades sanitárias, corpo diplomático, representantes empresariais e organizações internacionais.

Em outubro de 2024, foi nomeado secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária. À frente da Secretaria, até julho de 2026, coordenou esforços voltados à abertura e à ampliação de mercados, à promoção comercial, ao fortalecimento da rede de adidos agrícolas e à integração das ações de comércio exterior com outras áreas do governo e instituições do setor produtivo, tendo sido o secretário com o maior número de aberturas de mercado (408) da história. Foi uma das lideranças, no âmbito governamental, no enfrentamento de crises, como a superação dos embargos após a ocorrência do único caso de Influenza Aviária registrado em produção comercial, em maio de 2025.

Agora, Luís Rua retorna à ABPA para comandar o novo posto avançado da associação para tratativas em mercados estratégicos, como União Europeia, África e Ásia.

“Rua tem profundo conhecimento dos diversos lados que envolvem negociações críticas do comércio internacional. Foi uma liderança fundamental, no âmbito do setor público, para os avanços obtidos pelo Agro nos últimos 2 anos. Agora, de volta ao setor, Rua se voltará a temas complexos para a indústria exportadora de proteína animal do Brasil no mercado global”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Para Luís Rua, “é uma alegria retornar a um dos setores mais organizados e competitivos da economia brasileira e o grande desafio será apoiar ainda mais o processo de internacionalização do setor em um mundo cada vez mais complexo e incerto, que exige diálogo constante, capacidade de adaptação e construção de confiança”.

Posicionamento setorial – Jornada de Trabalho

São Paulo, 15 de outubro de 2026 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informa que o setor de proteína animal cumprirá a nova legislação que estabelece as novas escalas e a jornada de trabalho.

A ABPA ressalta que o setor já enfrentava grandes dificuldades para preencher o quadro de colaboradores sob a antiga legislação — o que demandou, inclusive, a adoção de mão de obra imigrante.

Com o novo quadro, a capacidade produtiva será impactada, ocasionando a adaptação ao novo sistema com eventuais reduções na oferta de alguns produtos e aumento do custo médio produtivo, com o inevitável repasse ao consumidor final.

ABPA leva agroindústrias de proteína animal para a SIAL Paris 2026

Ao todo, 25 agroindústrias estarão no espaço exclusivo da proteína animal do Brasil em uma das maiores feiras de alimentos do mundo

 

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), levará dezenas de agroindústrias brasileiras produtoras e exportadoras dos setores de avicultura e suinocultura à SIAL Paris 2026, uma das maiores feiras de alimentos do mundo. O evento será realizado de 17 a 21 de outubro, nos arredores da capital francesa.

A ABPA contará com quatro espaços exclusivos no evento que, juntos, totalizam mais de 670 metros quadrados dedicados à ação. Vinte e cinco empresas e cooperativas confirmaram participação: Avenorte, Bello Alimentos, MBRF, C.Vale, Coasul, Copacol, Dália, Ecofrigo, Frigoestrela, Frimesa, GTF, Jaguafrangos, Cooperativa Lar Agroindustrial, Naturovos, Netto Alimentos, Pioneiro, RPF, Saudali, Somave, SSA, Suinco, Vibra Agroindustrial, Villa Germania, Vossko e Zanchetta Alimentos.

Além da promoção de negócios e dos encontros com lideranças e stakeholders, o espaço da ABPA contará com degustações de pratos preparados com carne de frango e ovos produzidos no Brasil, incluindo opções típicas nacionais, como frango com polenta, entre outras.

A ação contará, ainda, com a distribuição de materiais promocionais com informações sobre as empresas exportadoras e os diferenciais produtivos dos setores nacionais, como sustentabilidade, status sanitário, qualidade e capacidade de customização dos produtos — atributos reforçados no âmbito das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Pork, Brazilian Breeders e Brazilian Duck.

“A SIAL Paris é uma das maiores vitrines globais para a indústria de alimentos. A ação tem especial relevância estratégica para a avicultura e a suinocultura do Brasil justamente por se tratar de uma feira com a presença de importadores de dezenas de mercados. A forte adesão setorial ao espaço da ABPA é um sinal importante das boas expectativas das empresas do setor em relação aos resultados do evento”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 

SOBRE A ABPA – A ABPA é a representação político-institucional da avicultura e da suinocultura do Brasil. Congrega mais de 140 empresas e entidades dos vários elos das cadeias produtivas, responsáveis por uma pauta exportadora superior a US$ 12 bilhões. Em parceria com a ApexBrasil, a entidade gerencia as marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork e promove ações de imagem e comerciais em mercados estratégicos, destacando atributos como qualidade, status sanitário e sustentabilidade da produção brasileira.

SOBRE A APEXBRASIL – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira.

Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.

A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

SOBRE AS MARCAS SETORIAIS – Os projetos setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork são mantidos pela ABPA em parceria com a ApexBrasil com o objetivo de promover, no mercado internacional, as carnes de frango, suínos e patos, os ovos e o material genético avícola produzidos no Brasil.

Por meio da participação em feiras, realização de workshops e outras ações especiais de promoção comercial, os projetos destacam atributos desses setores produtivos — como qualidade, status sanitário e sustentabilidade da produção —, valorizam as marcas internacionais dos produtos e fomentam novos negócios para os exportadores brasileiros. Cerca de 62 empresas participam atualmente dos projetos. Informações sobre como fazer parte das marcas setoriais podem ser obtidas pelo e-mail isis.sardella@abpa-br.org.

 

Dia Mundial do Ovo: alimento versátil, nutritivo e acessível ganha cada vez mais espaço na mesa dos brasileiros

Data celebra a importância do produto para a alimentação e a segurança alimentar; consumo nacional deverá alcançar 301 unidades por habitante em 2026

Vídeo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin: https://drive.google.com/file/d/1M6lxGmlmpF525dJBqgnXL-1tYsC2K1ES/view?usp=sharing

 

São Paulo, 9 de outubro de 2026 – Celebrado nesta sexta-feira (9), o Dia Mundial do Ovo destaca a importância nutricional, social e econômica de um dos alimentos mais presentes na mesa da população. Versátil, acessível e de alta aceitação, o ovo integra diferentes hábitos alimentares e preparações culinárias, contribuindo para a segurança alimentar no Brasil e no mundo.

A data também valoriza o trabalho de produtores, trabalhadores, técnicos, cooperativas e empresas que compõem a cadeia produtiva. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil é o quinto maior produtor mundial de ovos. Em 2025, o segmento registrou Valor Bruto da Produção de R$ 29,2 bilhões, evidenciando sua relevância para a economia, a geração de renda e o desenvolvimento de diversas regiões do país.

O crescimento do consumo confirma a presença cada vez maior do produto na alimentação dos brasileiros. O consumo per capita chegou a 288 unidades por habitante em 2025 e, de acordo com as projeções da ABPA, deverá alcançar 301 unidades por habitante em 2026, crescimento de até 4,5%. Para 2027, a estimativa é de 312 unidades por habitante, nova alta de até 3,5%.

O avanço está relacionado não apenas ao custo de acesso, mas também à elevada aceitação do produto, à praticidade e à versatilidade culinária. O ovo pode estar presente nas diferentes refeições do dia e ser preparado de inúmeras formas, além de desempenhar papel fundamental em receitas domésticas, na gastronomia e na indústria de alimentos.

Sob o aspecto nutricional, o produto reúne proteínas de alta qualidade, vitaminas, minerais e outros nutrientes importantes para uma alimentação equilibrada. Conforme informações do Instituto Ovos Brasil (IOB), o ovo pode fazer parte da alimentação nas diferentes fases da vida, dentro de uma dieta adequada às necessidades individuais.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a ampliação do consumo reflete uma percepção cada vez mais completa sobre os atributos do alimento.

“O ovo reúne qualidades que fazem a diferença na alimentação das famílias: é nutritivo, saboroso, prático, acessível e extremamente versátil. Seu consumo crescente mostra que o brasileiro reconhece cada vez mais esses atributos. Neste Dia Mundial do Ovo, celebramos também uma cadeia produtiva moderna, responsável e essencial para ampliar o acesso da população a alimentos de qualidade”, destaca Santin.

A relevância do setor ultrapassa os indicadores econômicos. Por sua capilaridade e capacidade de oferecer proteína de qualidade em diferentes regiões e faixas de renda, a produção de ovos exerce papel estratégico na segurança alimentar e nutricional, contribuindo para uma alimentação mais diversificada e acessível.

“Celebrar o Dia Mundial do Ovo é reconhecer um produto que conecta nutrição, gastronomia, desenvolvimento econômico e inclusão alimentar. É também homenagear todos os profissionais que trabalham diariamente para que esse alimento chegue com qualidade e segurança à mesa dos brasileiros”, conclui Santin.

 

Exportações de ovos crescem 29,4% em setembro e alcançam 2,7 mil toneladas

Embarques geraram US$ 5,9 milhões no mês; resultado acumulado reflete a base excepcional das compras dos Estados Unidos em 2025

São Paulo, 8 de outubro de 2026 – As exportações brasileiras de ovos, considerando produtos in natura e processados, totalizaram 2,686 mil toneladas em setembro, volume 29,4% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 2,076 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita alcançou US$ 5,866 milhões, resultado 6% superior aos US$ 5,536 milhões registrados em setembro do ano passado.

No acumulado de janeiro a setembro, as exportações chegaram a 22,669 mil toneladas, volume 34,1% inferior às 34,378 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada totalizou US$ 49,769 milhões, retração de 38,4% em relação aos US$ 80,832 milhões registrados no ano anterior.

A comparação acumulada é influenciada especialmente pelas compras realizadas pelos Estados Unidos em 2025, quando o país enfrentou impactos da Influenza Aviária sobre a oferta doméstica. Entre janeiro e setembro daquele ano, o mercado norte-americano importou 19,515 mil toneladas de ovos brasileiros, ante 168 toneladas no mesmo período de 2026.

Desconsiderando os embarques para os Estados Unidos nos dois períodos, as exportações brasileiras cresceram 51,4% entre janeiro e setembro, passando de 14,863 mil toneladas em 2025 para 22,501 mil toneladas em 2026.

O Chile foi o principal destino das exportações brasileiras de ovos em setembro, com 1,204 mil toneladas, volume 201,3% superior às 400 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Japão, com 351 toneladas (-49,3%, ante 692 toneladas); Equador, com 300 toneladas, sem registros no mesmo mês do ano anterior; México, com 244 toneladas (-2,6%, ante 251 toneladas); e Serra Leoa, com 135 toneladas, também sem embarques registrados em setembro de 2025.

“O crescimento registrado em setembro e a expansão das vendas para mercados como Chile e Equador demonstram a diversificação dos destinos dos ovos brasileiros. A retração acumulada decorre, essencialmente, da excepcionalidade das compras realizadas pelos Estados Unidos em 2025. Quando retiramos esse efeito da comparação, observamos crescimento superior a 50%, o que confirma o avanço consistente da presença internacional do produto brasileiro”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 

Exportações de carne suína se aproximam de 1,2 milhão de toneladas no acumulado de 2026

Volume embarcado entre janeiro e setembro cresce 6,2%; em setembro, vendas totalizaram 135 mil toneladas

 

São Paulo, 7 de outubro de 2026 – As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) chegaram a 1,192 milhão de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 6,2% em relação às 1,122 milhão de toneladas exportadas no mesmo período do ano passado, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

No mesmo período comparativo, a receita acumulada atingiu US$ 2,737 bilhões, avanço de 1,3% sobre os US$ 2,703 bilhões registrados no ano anterior.

Considerando apenas o mês de setembro, foram embarcadas 135 mil toneladas, volume 11% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 151,6 mil toneladas. A receita alcançou US$ 289,3 milhões, resultado 21,5% inferior aos US$ 368,4 milhões registrados em setembro do ano passado.

As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em setembro, com 25,691 mil toneladas, volume 47,7% inferior às 49,078 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Japão, com 15,916 mil toneladas (+38,9%, ante 11,458 mil toneladas); Chile, com 14,431 mil toneladas (+72%, ante 8,392 mil toneladas); China, com 11,418 mil toneladas (-16,4%, ante 13,665 mil toneladas); e Vietnã, com 7,392 mil toneladas (-23,2%, ante 9,627 mil toneladas).

Entre os destaques do mês também estão os embarques para a Argentina, que cresceram 73,8%, alcançando 7,312 mil toneladas; República Dominicana, com alta de 53,6%, para 2,129 mil toneladas; Peru, com avanço de 104,6%, para 1,054 mil toneladas; e África do Sul, com crescimento de 99,4%, totalizando 822 toneladas. A Malásia, mercado recentemente aberto para a carne suína brasileira, importou 1,918 mil toneladas em setembro.

“O resultado mensal ocorre sobre uma base elevada de comparação e em um cenário de pressão sobre os preços médios internacionais. Ainda assim, o desempenho acumulado permanece positivo com médias mensais acima de 130 mil toneladas e com crescimento superior a 6% em volume. Os avanços registrados em mercados como Japão, Chile e Argentina, além do início dos embarques para a Malásia, demonstram a diversificação e a competitividade da carne suína brasileira”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

No levantamento das exportações por Estado, Santa Catarina manteve a liderança em setembro, com 64,479 mil toneladas, volume 11,4% inferior às 72,784 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, com 33,779 mil toneladas (-5,5%, ante 35,763 mil toneladas); Paraná, com 22,737 mil toneladas (-10,1%, ante 25,305 mil toneladas); Mato Grosso, com 3,762 mil toneladas (-3,7%, ante 3,906 mil toneladas); e Minas Gerais, com 3,477 mil toneladas (+19,4%, ante 2,912 mil toneladas).

Exportações de carne de frango crescem 3,7% em setembro e superam 500 mil toneladas

Embarques geraram US$ 984,2 milhões no mês; no acumulado do ano, volume avançou 14% e receita cresceu 21%

 

São Paulo, 7 de outubro de 2026 – As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 500,3 mil toneladas em setembro, volume 3,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 482,3 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita alcançou US$ 984,2 milhões, resultado 14,7% superior aos US$ 857,9 milhões registrados em setembro do ano passado.

No acumulado de janeiro a setembro, os embarques chegaram a 4,421 milhões de toneladas, crescimento de 14% em relação às 3,877 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada atingiu US$ 8,673 bilhões, avanço de 21% sobre os US$ 7,166 bilhões registrados no ano anterior.

Os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino da carne de frango brasileira em setembro, com 45,9 mil toneladas, volume 23,3% superior às 37,2 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem a União Europeia, com 43,5 mil toneladas (+1.007%, ante 3,9 mil toneladas); China, com 40,9 mil toneladas (+79.663,1%, ante 51 toneladas); Arábia Saudita, com 38,3 mil toneladas (+7,4%, ante 35,7 mil toneladas); e Japão, com 33,6 mil toneladas (-7,7%, ante 36,4 mil toneladas).

As expressivas variações nos embarques para a China e a União Europeia refletem, especialmente, a baixa base comparativa de setembro de 2025, período influenciado pelas suspensões temporárias adotadas após o único registro de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade na história da produção comercial brasileira, ocorrência rapidamente superada no ano passado.

No caso da União Europeia, explica o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o resultado de setembro de 2026 inclui cargas produzidas e certificadas até 2 de setembro. A suspensão temporária da emissão de novos certificados entrou em vigor no dia 3, sem impedir o embarque dos produtos que já haviam cumprido essa etapa. A antecipação de volumes por exportadores e importadores também contribuiu para reduzir os efeitos imediatos da medida.

“O resultado de setembro mantém as exportações brasileiras em patamar elevado, com mais de 500 mil toneladas embarcadas e crescimento expressivo da receita. A comparação anual deve considerar que setembro de 2025 ainda foi influenciado pelas suspensões decorrentes da ocorrência de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, situação já superada. Ao mesmo tempo, a diversificação dos destinos e o trabalho de antecipação de embarques viabilizadas pelo trabalho dos Ministérios da Agricultura e Pecuária e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, contribuíram para preservar o desempenho neste ano”, analisa Santin.

No levantamento das exportações por Estado, o Paraná manteve a liderança em setembro, com 199,7 mil toneladas, volume 9,5% superior às 182,3 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 111 mil toneladas (-4,8%, ante 116,7 mil toneladas); Rio Grande do Sul, com 67,9 mil toneladas (+4,2%, ante 65,2 mil toneladas); São Paulo, com 28,3 mil toneladas (-9,1%, ante 31,1 mil toneladas); e Goiás, com 27,2 mil toneladas (+25,8%, ante 21,6 mil toneladas).