ABPA comemora novo pré-listing para o Brasil, agora por Singapura

É a quarta aprovação de equivalência do sistema brasileiro no ano

São Paulo, 08 de dezembro de 2023 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou o novo anúncio feito hoje pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, sobre o reconhecimento de equivalência de sistemas e consequente pré-listing para as carnes exportadas pelo Brasil. Agora é Singapura, um dos maiores importadores de carne suína e de frango do Brasil. A autorização é válida tanto para produtos in natura como processados.

O pré-listing autoriza todas as empresas habilitadas pelo Sistema de Inspeção Federal (ou seja, autorizadas pelo ministério brasileiro) a requererem a habilitação para exportar seus produtos para este destino. Antes, a habilitação era realizada individualmente, com análise documental das autoridades do país asiático. Agora, as missões singapurianas serão focadas na validação do sistema de inspeção do Brasil.

Na prática, mais empresas poderão acessar este mercado, já que desburocratiza e democratiza as exportações para este mercado que é de alto valor agregado e está entre um dos mais importantes destinos de nossas exportações. No caso da carne suína, é o quinto principal destino em 2023, com importações totais de 57,9 mil toneladas entre janeiro e novembro, gerando receita de US$ 148 milhões. O país também é o décimo primeiro maior importador da carne de frango do Brasil, com 121 mil toneladas nos onze primeiros meses deste ano, com receita de US$ 264,8 milhões.

“Singapura é um mercado estratégico e de alto valor agregado para a proteína animal do Brasil. Esperamos ganhar ainda mais competitividade por lá, ampliando o número de players que atuarão nas exportações”, analisa o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Neste ano, antes de Singapura, o Reino Unido, Chile e Cuba estabeleceram o mesmo sistema de equivalência.

“Há um sólido aumento na adoção de pré-listing para as exportações brasileiras. Este é um reconhecimento importante à credibilidade de nosso sistema e do nosso país quanto à preservação de processos, o atendimento aos critérios e a elevada qualidade da produção e da inspeção, permitindo avanços sem precedentes nas exportações do país. É, também, o resultado de um amplo trabalho estratégico do Ministério da Agricultura, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores, para a abertura e ampliação de novos mercados para o país”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Curiosidade: o correto é Singapura ou Cingapura? Veja a explicação do governo do país asiático:
https://www.mfa.gov.sg/Overseas-Mission/Brasilia/BP/Brasilia-BP/Mission-Updates/2015/12/Emb_new_port_29122015#:~:text=Ent%C3%A3o%2C%20a%20partir%20de%201%C2%BA,ser%C3%A1%20correta%3A%20%22Singapura%22!

Exportações de carne de frango acumulam alta de 5,6% em 2023

Receita de exportações repete desempenho registrado nos onze meses de 2022

São Paulo, 07 de dezembro de 2023 – Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) acumulam alta de 5,6% nos embarques realizados entre janeiro e novembro deste ano. Ao todo, foram exportadas 4,684 milhões de toneladas em 2023, contra 4,436 milhões de toneladas no mesmo período de 2022.

O resultado acumulado nas exportações dos onze primeiros meses deste ano chegou a US$ 8,977 bilhões, número equivalente ao registrado entre janeiro e novembro de 2022, com US$ 8,976 bilhões.

Considerando apenas o resultado de novembro, foram embarcadas 377,4 mil toneladas de carne de frango, número 0,5% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, com 375,6 mil toneladas. Em receita, houve decréscimo de 13,5% no período comparativo, com US$ 676,1 milhões em novembro de 2023, contra US$ 781,3 milhões em 2022.

“O fluxo positivo registrado no mês passado e que se repetiu em praticamente todo o ano indica a confirmação das projeções da ABPA para embarques que deverão superar 5 milhões de toneladas em 2023, reforçando a posição brasileira pela segurança alimentar global, complementando as produções locais”, avalia o presidente da ABPA.

Principal destino das exportações de carne de frango, a China importou entre janeiro e novembro deste ano o equivalente a 632,2 mil toneladas, volume 28% superior ao registrado no mesmo período de 2022. Outros destaques no período foram a Arábia Saudita, com 337,4 mil toneladas (+7,2%), África do Sul, com 309,2 mil toneladas (+20,9%), Coreia do Sul, com 184,4 mil toneladas (+9,8%) e México, com 172,5 mil toneladas (+28,4%).

“Diversos destinos do Oriente Médio e Norte da África têm aumentado os volumes importados do Brasil. Inclusive a Argélia, um dos países da região, abriu recentemente o mercado para as exportações brasileiras, reforçando o papel do Brasil como maior exportador de proteína halal do mundo. Por sua vez, a China, nosso principal comprador, vem ao longo do ano aumentando em 28% as compras de carne de frango brasileira, em um ambiente de diminuição da produção chinesa neste ano”, analisa Luis Rua, diretor de Mercados da ABPA.

Entre os principais estados exportadores, o Paraná segue líder, com produção total de 1,923 milhão de toneladas entre janeiro e novembro deste ano, volume 9,34% superior ao registrado no mesmo período de 2022. na sequência e completando o ranking dos cinco principais exportadores estão Santa Catarina, com 994,4 mil toneladas (+6,90%), Rio Grande do Sul, com 672,3 mil toneladas (-3,38%), São Paulo, com 268,9 mil toneladas (+6,43%) e Goiás, com 213,1 mil toneladas (+19,90%).

Exportações de carne suína crescem 13,2% em novembro

Vendas mensais voltam a superar o patamar de 100 mil toneladas

São Paulo, 06 de dezembro de 2023 – As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 105,7 mil toneladas em novembro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 13,2% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com 93,4 mil toneladas.

Em receita, as vendas do setor alcançaram em novembro US$ 225,8 milhões, saldo 2,3% menor que o resultado registrado no décimo primeiro mês de 2022, com US$ 230,5 milhões.

Considerando o acumulado do ano (janeiro a novembro), as exportações do setor registram alta de 10%, com 1,118 milhão de toneladas exportadas em 2023, contra 1,017 milhão de toneladas no ano passado.

No mesmo período, a receita acumulada chega a US$ 2,586 bilhões, saldo 11,5% superior ao total registrado em 2022, com US$ 2,319 bilhões.

“As exportações neste mês voltaram a superar o patamar de 100 mil toneladas. As exportações acumuladas até novembro já igualam em volume e superam em receita o total registrado ao longo de todo o ano de 2022. Os números confirmam as projeções iniciais nas exportações para este ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Principal destino das exportações de carne suína do Brasil neste ano, a China importou entre janeiro e novembro o total de 362,1 mil toneladas, volume 11% menor que o total importado no mesmo período de 2022. No segundo posto está Hong Kong, com 114,2 mil toneladas, volume 27,3% superior ao registrado em 2022. Também em movimento positivo estão Filipinas, com 113,1 mil toneladas (+46,9%), Chile, com 76,4 mil toneladas (+39,3%), Singapura, com 57,9 mil toneladas (+13,7%), Vietnã, com 45,3 mil toneladas (+3,7%), Uruguai, com 43,8 mil toneladas (+11,2%) e Japão, com 35,3 mil toneladas (+47,7), entre outros.

“Salvo as vendas para a China, todos os outros países importadores registraram alta nas importações da carne suína do Brasil neste ano, confirmando uma tendência já prevista pelo setor de ampliação da capilaridade das exportações, fortalecendo a presença do produto em destinos de mercados de alto valor agregado, como o Japão, a Coreia do Sul e os Estados Unidos”, avalia o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Principal estado exportador, Santa Catarina embarcou 599,9 mil toneladas de carne suína entre janeiro e novembro deste ano, número 9,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em segundo lugar, o Rio Grande do Sul exportou 258,5 mil toneladas (-3,1%), seguido por Paraná, com 155,3 mil toneladas (+20,3%), Mato Grosso, com 27,9 mil toneladas (+83,7%) e Mato Grosso do Sul, com 23,1 mil toneladas (-24,9%).

Ricardo Santin é o novo presidente do International Poultry Council

Presidente da ABPA liderará entidade máxima da avicultura mundial em um momento de superação

São Paulo, 04 de dezembro de 2023 – O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, é o novo presidente do International Poultry Council (IPC, sigla em inglês), entidade máxima da avicultura mundial. A eleição ocorreu na sexta-feira (01/12), durante reunião do comitê executivo da entidade.

Santin é o primeiro brasileiro a comandar a entidade máxima da avicultura mundial, que reúne 54 integrantes (entre associações e empresas) de 30 países, responsáveis por mais de 73% da produção mundial de carne de aves e de mais de 86% de toda a exportação avícola global. Em números concretos, são 130 milhões de toneladas anualmente produzidas, com um Produto Interno Bruto na cadeia produtiva global superior a US$ 220 bilhões. É o palco dos grandes debates setoriais, envolvendo temas sanitários, de promoção de imagem entre outros tópicos relevantes para o desenvolvimento do setor.

Como novo presidente do IPC, além de dar continuidade ao trabalho promovido pelos seus antecessores – o canadense Robin Horel e Jim Sumner, dos Estados Unidos -, Santin buscará reforçar a presença global do conselho, focado em questões relativas aos desafios sanitários globais (especialmente em relação à Influenza Aviária), fortalecimento da imagem da cadeia avícola e da representatividade do conselho junto aos principais órgãos internacionais, entre outros pontos.

“É uma honra e um grande desafio assumir a presidência do IPC, em um momento especialmente importante para os rumos da avicultura global. Temos questões intrassetoriais a serem superadas e temas que avançam sobre a cadeia alimentar global. Neste sentido, trabalharemos para construir, de forma uníssona, soluções que alcancem todos os elos da cadeia produtiva dentro de seu propósito de produzir alimentos de forma ampla e democrática, auxiliando a segurança alimentar global e reafirmando o papel desta fundamental proteína”, avalia Santin.

Junto com Santin, foram eleitos para o comando do IPC Richard Griffiths (British Poultry Council – BPC), como vice-presidente e Jim Sumner (USA Poultry and Egg Export Council – USAPPEC) como tesoureiro.

DESONERAÇÃO DA FOLHA – POSICIONAMENTO SETORIAL

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lamenta a decisão da Presidência da República de vetar integralmente o Projeto de Lei 334/23, de autoria do Senador Efraim Filho, que prorroga a Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), mais conhecida como Desoneração da Folha de Pagamento até 31 de dezembro de 2027.

O veto causa preocupação sobre a manutenção de milhares de empregos na cadeia agroindustrial da avicultura e da suinocultura do Brasil, com efeitos sobre os custos de produção e, consequentemente, sobre o preço dos produtos nas gôndolas.

Diante disto, a ABPA confia que o Congresso Nacional se mobilizará pela derrubada do veto, evitando os efeitos nocivos da não continuidade do formato de contribuição dos 17 setores que mais geram empregos no país.

Embarques de genética avícola crescem 74,6% em 2023

São Paulo, 21 de novembro de 2023 – As exportações de material genético avícola (ovos embrionados e pintos de 01 dia) totalizaram 2,448 mil toneladas em outubro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 67,2% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 1,464 mil toneladas.

Em receita, a alta é de 33,7%, com US$ 20,567 milhões neste ano, contra US$ 15,384 milhões no mesmo período de 2022.

Considerando o período entre janeiro e outubro, as exportações de material genético avícola totalizaram 21,572 mil toneladas, número 74,6% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, com 12,358 mil toneladas.

Em receita, a alta é de 43,8%, com US$ 200,567 milhões em 2023, contra US$ 139,474 milhões em 2022.

Entre os principais destinos das exportações em outubro, o México segue líder, com 615 toneladas importadas. O número, no entanto, é 31,6% menor que o registrado no mesmo período do ano passado. Por outro lado, Senegal ampliou suas importações em 281,2%, com a importação de 568 toneladas no mês.

“Um dos destaques é a África do Sul, país que tem buscado superar os efeitos de focos de Influenza Aviária em sua produção, e que neste mês retomou suas importações de genética avícola do Brasil, com o total de 465 toneladas em outubro, assumindo o terceiro posto”, detalha o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Exportações de ovos mantém alta de 173,7% em 2023

Chile se torna maior destino das exportações em outubro

São Paulo, 17 de novembro de 2023 – As exportações brasileiras de ovos (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 1,026 mil toneladas em outubro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 74,8% o total embarcado no mesmo período de 2022, com 587 toneladas.

Em receita, a alta é de 38,5%, com US$ 2,389 milhões gerados no décimo mês deste ano, contra US$ 1,725 milhões no mesmo período de 2022.

Ao longo dos 10 meses de 2023, foram exportadas 23,669 mil toneladas, volume 173,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 8,649 mil toneladas. No mesmo período, as exportações de ovos geraram receita de US$ 58,715 milhões, saldo 198,7% maior que o total acumulado no mesmo período de 2022, com US$ 19,657 milhões.

“Os embarques de ovos seguem em patamares notavelmente superiores ao histórico dos últimos 10 anos, e devem encerrar este ano representando volumes de embarques que devem superar 1% do total da produção nacional, ganhando mercados e receitas para o país, mas assegurando quantia suficiente dessa proteína altamente versátil e nutritiva para os consumidores brasileiros”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Entre os destinos de exportações, houve uma inversão de posições entre os principais importadores. O Chile, mercado que, até recentemente, não havia realizado importações de ovos do Brasil, iniciou os embarques e já assumiu a dianteira entre os principais destinos, com o total de 385 toneladas importadas em outubro. Em seguida está o Japão, com 218 toneladas importadas no mesmo período, número 99,6% maior que o realizado no mesmo período de 2022.

“Cada vez mais os produtores brasileiros têm olhado para o mercado internacional como mais uma alternativa de vendas, inclusive aumentando as vendas de ovos processados que são de alto valor agregado”, analisa o diretor de mercados, Luís Rua.

Embarques brasileiros de carne suína acumulam alta de 9,6% em 2023

Receita das exportações cresce 13,1% no ano

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) já acumulam alta de 9,6% em 2023, conforme levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ao todo, foram 1,013 milhão de toneladas embarcadas entre janeiro e outubro deste ano, contra 924,2 mil toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

Em receita, a alta acumulada chega a 13,1%, com US$ 2,361 bilhões nos dez primeiros meses de 2023, contra US$ 2,088 bilhões no mesmo período comparativo do ano anterior.

Considerando apenas o mês de outubro, as exportações de carne suína chegaram a 93 mil toneladas, número 5,7% menor que o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 98,6 mil toneladas. A receita registrada no mês chegou a US$ 200,3 milhões, saldo 15,5% menor que o total registrado no ano anterior, com US$ 237,1 milhões.

Entre os principais destinos das exportações do setor, a China segue na liderança, com 336,5 mil toneladas exportadas entre janeiro e outubro, 8% menor que o total registrado nos 10 primeiros meses de 2022. Em seguida estão Hong Kong, com 101,3 mil toneladas (+23%), Filipinas, também com 101,3 mil toneladas (+40%), Chile, com 69,1 mil toneladas (+47%), Singapura, com 53,4 mil toneladas (+12%) e Vietnã, com 41,9 mil toneladas (+

“Com este desempenho acumulado, que já ultrapassou a casa de um milhão de toneladas somente nos primeiros 10 meses do ano, as projeções do setor mantêm indicativos de embarques em torno de 1,2 milhão de toneladas em 2023. A maior diversificação de mercados além da China, com a viabilização das exportações para outros destinos com boa  demanda, como é o caso do México, sustentam boas perspectivas para este e para o próximo ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Santa Catarina, principal estado exportador de carne suína do Brasil, embarcou 542,7 de toneladas entre janeiro e outubro, número 8,9% maior do que o registrado no mesmo período de 2022.  Em seguida estão o Rio Grande do Sul, com 235,7 mil toneladas (+9,6%), Paraná, com 141,7 mil toneladas (+5,2%), Mato Grosso, com 24,8 mil toneladas (+39,2%) e Mato Grosso do Sul, com 21,5 mil toneladas (+29,8%).

“Além da abertura de 5 (cinco) novos relevantes mercados em 2023, países como Chile e Filipinas têm demandado mais a proteína brasileira. Acresce-se a isto o aumento das exportações para o Japão e Coreia, consolidando o Brasil como um importante fornecedor nestes que são talvez os mercados de mais valor agregado nos dias atuais” salientou Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

Exportações de carne de frango crescem 2% em outubro

No ano, alta acumulada chega a 6,1%

São Paulo, 08 de novembro de 2023 – Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 401,7 mil toneladas em outubro, número que supera em 2% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 394 mil toneladas.

Em receita, as exportações de carne de frango do mês de outubro chegaram a US$ 723,5 milhões, número 12% menor que o resultado alcançado no mesmo período do ano passado, com US$ 822,6 milhões.

No acumulado do ano (janeiro a outubro), as exportações de carne de frango chegaram a 4,307 milhões de toneladas, volume 6,1% maior que o registrado no mesmo período de 2022, com 4,060 milhões de toneladas.

Considerando ainda os 10 primeiros meses de 2023, a receita resultante das exportações chegou a US$ 8,301 bilhões, número 1,3% maior que o total registrado no ano passado, com US$ 8,195 bilhões.

“A manutenção do fluxo de exportação acima das 400 mil toneladas em outubro reforça as projeções da ABPA para embarques recordes em 2023, superiores a 5 milhões de toneladas, tendência esta que traz expectativas positivas também para o próximo ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Entre os principais destinos das exportações de carne de frango em 2023 (considerando o período entre janeiro e outubro), foram destaques as vendas para a China, com 592,6 mil toneladas (+31% em relação ao mesmo período do ano anterior), Arábia Saudita, com 305 mil toneladas (+5%), África do Sul, com 286 mil toneladas (+25%), Coreia do Sul, com 166,5 mil toneladas (+9%) e México, com 155,6 mil toneladas (+22%).

Principal exportador de carne de frango do Brasil, o Paraná exportou 1,778 milhão de toneladas entre janeiro e outubro, número 9,6% maior que o registrado no mesmo período de 2022. No ranking de exportadores, em seguida estão Santa Catarina, com 903 mil toneladas (+6,6%), Rio Grande do Sul, com 616,4 mil toneladas (-1,93%), São Paulo, com 246,1 mil toneladas (+7,9%) e Goiás, com 195,6 mil toneladas (+20,5%).

“Somado ao fato da China e outros mercados seguirem demandantes pelo produto brasileiro, neste ano, para além da abertura de 4 (quatro) novos mercados e da ampliação do número de estabelecimentos habilitados para alguns países para carne de aves, tivemos também recentemente o retorno do pré-listing para o Reino Unido e a formalização do mesmo mecanismo para países como Chile e Cuba. Isso deverá refletir nos embarques futuros” reforçou o diretor de mercados, Luis Rua.

ABPA lança nova etapa de campanha de prevenção à Influenza Aviária

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou hoje a nova etapa da campanha nacional setorial de prevenção à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), ação que integrará esforços de toda a cadeia produtiva em uma mobilização para ampliar a difusão das informações sobre os cuidados contra a enfermidade no Brasil.

Nesta nova etapa, a campanha setorial ampliará seu escopo, contemplando também produções não comerciais, as chamadas subsistência ou “fundo de quintal” e o público em geral.  Para isso, serão produzidos novos materiais para distribuição por Whatsapp e outras redes sociais, incluindo vídeos, cards, e arquivos para impressão.

O vídeo principal da campanha pode ser conferido aqui: https://youtu.be/d2W0g0VJ1f0

A nova etapa da campanha de prevenção também subsidiará entidades estaduais do setor para ações regionais.  Folders e cartazes em formato eletrônico serão disponibilizados para distribuição em locais mais sensíveis ao tema, como áreas litorâneas e núcleos de produção. 

A ABPA também mantém informações gerais sobre cuidados, orientações sobre notificação e outros dados no site oficial da campanha, o www.brasilivredeia.com.br.

“O trabalho de preservação da biosseguridade na avicultura nacional segue intensificado, o que permitiu ao Brasil manter a avicultura industrial livre de Influenza Aviária.  Por outro lado, todos devem se manter em total atenção, considerando o período de migração das aves para o Hemisfério Sul.  Exatamente por isso, ampliamos o foco da nossa campanha para públicos que, embora não se voltem à produção industrial e não tenham influência no abastecimento nacional e nas exportações, devem também ser agentes de preservação do status sanitário do Brasil”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin. 

O Brasil é o único país entre os grandes produtores a nunca registrar casos de Influenza Aviária na produção industrial. Por isso, o país é reconhecido como livre da enfermidade perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).