ABPA e ApexBrasil promovem ação de imagem da avicultura do Brasil em Londres

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) promoveram na última semana um dia especial para exaltar os atributos da cadeia produtiva da avicultura do País.  A ação ocorreu na Casa Brasil, espaço mantido pela ApexBrasil em Londres.

Contando com a participação do diretor de mercados da ABPA, Luís Rua, o Chicken Day – como foi nomeada a ação – realizou uma exposição de imagens da obra fotográfica “Da Nossa Mesa para a Sua Mesa”, de autoria de Manoel Petry, que relata a rotina de produtores que dedicam os seus dias a produzir alimentos para famílias do Brasil e de nações dos cinco continentes

A ação também contou com a realização de uma experiência em realidade virtual, com vídeo em 360°, realizando uma imersão na rotina dentro das granjas. A sustentabilidade também esteve na pauta da ação, com o vídeo da campanha internacional “Da Nossa Mesa para a sua Mesa”, produzida pela ABPA com o objetivo de destacar o papel do Brasil como grande auxiliador global pela segurança alimentar.

Os preceitos de sustentabilidade da produção brasileira também foram destaques na ação, com a apresentação da campanha internacional “Good Food for the People and the Planet”, uma ação global da ABPA que aborda atributos setoriais e ações que reforçam o alinhamento setorial com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

O sabor e a versatilidade da carne de frango do Brasil também foi destaque no evento, com a realização de um “cooking show”, com o preparo de pratos à base de carne de frango made in Brasil. Cerca de 60 de formadores de opinião e visitantes do espaço participaram da ação, que exaltou a qualidade dos produtos.

“Buscamos reforçar, para as mais de 350 pessoas que nos visitaram no Chicken Day, o nosso compromisso com a sustentabilidade setorial, bem como com a segurança alimentar global e o nosso apoio ao Reino Unido no suprimento de seu mercado com proteína de alta qualidade”, ressaltou Rua.

Destaque entre os principais importadores de carne de frango do Brasil, o Reino Unido importou entre janeiro e agosto deste ano 64,7 mil toneladas de carne de frango brasileira, com receita gerada de US$ 188,7 milhões.  É o 10° principal destino no ranking cambial dos principais importadores do produto brasileiro.

Exportações de carne suína registram recorde histórico mensal

Embarque total de agosto alcançou 116,3 mil toneladas

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram em agosto 116,3 mil toneladas, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). É o maior volume já exportado pela suinocultura brasileira em um único mês, e supera em 27,7% o resultado alcançado em 2021, com 91 mil toneladas.

Em receita, as exportações de agosto alcançaram US$ 269 milhões, número 28,7% superior ao registrado no oitavo mês de 2021, com US$ 209 milhões.

No acumulado de 2022 (janeiro a agosto), as vendas internacionais de carne suína totalizaram 722,8 mil toneladas, volume 4,5% menor que o registrado no ano passado, com 756,5 mil toneladas. A receita acumulada neste ano alcançou US$ 1,607 bilhão, resultado 11% menor do que o alcançado em 2021, com US$ 1,805 bilhão.

No levantamento por país, a China, principal destino das exportações do setor, importaram 49,2 mil toneladas em agosto, volume 16% superior ao registrado no mesmo período de 2021. Também foram destaques os embarques para Filipinas, com 11,5 mil toneladas (+381%), Vietnam, com 6,3 mil toneladas (+48%), Chile, com 6 mil toneladas (+6%) e Tailândia, com 4,8 mil toneladas (+8376%).

“A significativa alta das vendas de carne suína para a China em agosto se soma aos bons resultados em mercados como Chile, Tailândia, Vietnam e as Filipinas, que assumiu o segundo posto no ranking de principais destinos das exportações brasileiras em agosto. Os dados reforçam a perspectiva da ABPA de que o segundo semestre terá desempenho significativamente melhor que o registrado nos seis primeiros meses deste ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Brazilian Chicken promove exposição na Casa Brasil, em Londres

Produtores brasileiros buscam fortalecer parcerias para segurança alimentar com Reino Unido

O Brasil é hoje um dos maiores produtores de carne de frango do mundo. Com empresas de pequeno, médio e grande portes, a avicultura brasileira exporta produtos para mais de 150 países, e tem em sua base produtora mais de 100 mil famílias integradas.

Essa enorme cadeia produtiva, que gera emprego, renda e desenvolvimento para pequenos municípios pela nação Sul-americana é o tema da exposição que será realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) hoje, dia 05 de setembro, na Casa Brasil, em Londres.

Nomeada como Chicken Day, a ação contará com uma exposição de imagens da obra “Da Nossa Mesa para a Sua Mesa”, de autoria de Manoel Petry. A obra relata a rotina de produtores que dedicam os seus dias a produzir alimentos para famílias do Brasil e de nações dos cinco continentes, ao mesmo tempo que reforça que os alimentos que chegam às famílias no Brasil e no mundo é o mesmo servido nas mesas das famílias de quem produz.

Também haverá um mergulho virtual na produção, com a realização de uma experiência em realidade virtual, com vídeo em 360°, mostrando a rotina dentro das granjas. Os diferenciais de sustentabilidade também estarão demonstrados em um vídeo da campanha internacional “Da Nossa Mesa para a sua Mesa”, produzida pela ABPA com o objetivo de desfazer mitos e reforçar ao mundo a transparência setorial.

No mesmo espaço, um chef brasileiro promoverá um “cooking show”, elaborando pratos à base de carne de frango produzida no Brasil. O objetivo é apresentar ao público visitante o produto vindo das granjas brasileiras, e que conquistou o mundo pela qualidade e sabor, entre outros atributos como o status sanitário brasileiro – livre de Influenza Aviária – e o perfil sustentável da produção.

A sustentabilidade, aliás, estará em pauta com a apresentação da campanha internacional Good Food for the People and the Planet, ação global da ABPA que ganhará palco na ação, em Londres. Atributos setoriais e ações pelo desenvolvimento sustentável mantidas pelo setor produtivo brasileiro são apresentados na campanha, reforçando o alinhamento setorial com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

A exposição será acompanhada pelo diretor de mercados da ABPA, Luís Rua,  que estará disponível ao público para esclarecer dúvidas sobre o sistema brasileiro de produção.

O objetivo é reforçar os laços com o mercado do Reino Unido, que está entre os quinze principais destinos dos produtos avícolas brasileiros. Apenas nos sete meses de 2022, o país importou 55,2 mil toneladas de carne de frango do Brasil.

“A ação é parte dos esforços da marca setorial Brazilian Chicken, com o objetivo de levar aos parceiros do Reino Unido informações e detalhes que vão além das análises técnicas das exportações. Queremos mostrar as familias que movem a avicultura brasileira. Temos um compromisso de manter constante evolução para ampliar nossas parcerias pela segurança alimentar com todos os cuidados pela sustentabilidade e o bem-estar animal, o que reforçaremos neste Chicken Day”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Exportações de carne de frango crescem 15,3% em agosto

Média anual de exportações supera 400 mil toneladas

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram em agosto 437,8 mil toneladas, volume que supera em 15,3% o total exportado no mesmo mês de 2021, com 379,8 mil toneladas.

A receita obtida pelas exportações no oitavo mês de 2022 alcançou US$ 922,1 milhões, número que é recorde histórico nas exportações do setor e que supera em 36,1% o total realizado em 2021, com US$ 677,3 milhões.

No acumulado do ano (janeiro a agosto), as exportações de carne de frango do Brasil totalizaram 3,266 milhões de toneladas, volume 7,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 3,048milhões de toneladas.

Em receita, a alta das exportações chega a 33,7%, com US$ 6,542 bilhões em 2022, contra US$ 4,893 bilhões nos oito primeiros meses de 2021.

“O quadro global está altamente demandante por proteínas do Brasil, com especial efeito nas exportações de carne de frango, o que tem pressionado os preços internacionais dos produtos em todo o mundo. Neste contexto, com quadro sanitário sensível em diversos mercados, o Brasil tem colhido frutos por se manter livre de Influenza Aviária, prevendo embarques recordes em 2022, próximo de 5 milhões de toneladas nos doze meses do ano.  Isto, sem deixar de suprir o mercado brasileiro”, analisa Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Entre os principais destinos das exportações de carne de frango entre janeiro e agosto, destaque para os Emirados Árabes Unidos, com 319 mil toneladas (+45%), Japão, com 277,6 mil toneladas (+2%), Filipinas, com 165 mil toneladas (+47%), União Europeia, com 163,2 mil toneladas (+29%) e Coreia do Sul, com 124,3 mil toneladas (+63%).

“Os mercados asiáticos vem incrementando sua participação nas exportações de carne de frango brasileira. Países como Filipinas e Coreia do Sul, por exemplo, ampliaram suas importações em volumes significativamente superiores às médias históricas,  juntando-se a outros importantes e históricos parceiros comerciais do Brasil na região como o Japão e a China na lista dos principais importadores”, analisa o diretor de mercados da ABPA, Luis Rua.

DIA DO AVICULTOR: produtores mantém esforços para oferta ao mercado brasileiro

Neste domingo, 28 de agosto, é celebrado o Dia do Avicultor, data em que toda a cadeia produtiva da avicultura exalta os esforços realizados para garantir a oferta de produtos avícolas para o Brasil e para 150 nações pelo mundo. As comemorações deste ano, entretanto, carregam um sentimento de superação, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

Segundo Santin, há dois anos os produtores avícolas brasileiros têm enfrentado grandes desafios para manter a produção de alimentos, diante das altas históricas dos custos de produção. Mesmo assim, conforme a ABPA, a expectativa é que a oferta interna de produtos seja mantida nos mesmo patamares, garantindo acesso à população de duas das proteínas mais consumidas pelo brasileiro: a carne de frango e os ovos.

No caso da carne de frango, de acordo com a ABPA, a disponibilidade de produtos no mercado interno deverá registrar elevação de até 0,5% em 2022, na comparação com o ano anterior, alcançando 9,78 milhões de toneladas. Isto, graças à alta prevista na produção para este ano, que deve ser até 1% maior em relação ao registrado em 2021, totalizando 14,5 milhões de toneladas em 2022.

Também a produção de ovos deverá se manter elevada este ano. Conforme as projeções da ABPA, a produção de ovos brasileira deverá se manter próximo a 53 bilhões de unidades, estabelecendo um consumo per capita anual nos patamares de 250 unidades.

“As dificuldades foram grandes, mas produtores e indústrias mantiveram a resiliência e garantiram a oferta de produtos, que encontrou fluxo em um mercado que está em recuperação econômica”, analisa o presidente da ABPA.

A elevada oferta de produtos para o consumidor brasileiro foi mantida, em parte, graças aos recursos provenientes das exportações, explica Santin. A entrada de divisas por meio dos negócios internacionais equilibram o balanço financeiro das empresas e ajudam a reduzir os impactos gerados pelos custos para a produção interna. Apenas neste ano, as exportações de carne de frango trouxeram para o país US$ 5,620 bilhões, resultado que é 33,3% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 4,216 bilhões. A alta ilustra a forte demanda internacional pelo produto brasileiro.

“Os elevados cuidados sanitários estabelecidos pelos produtores brasileiros nas granjas foram determinantes para o Brasil expandir sua presença global, especialmente neste ano em que vemos uma forte crise sanitária alcançar quase todos os grandes produtores avícolas na Europa, Ásia, África e América do Norte. Ao mesmo tempo, seguimos sem nunca registrar um caso de Influenza Aviária em nosso território, o que é resultado da elevada competência técnica empregada em nossas granjas pelas famílias avicultoras em todo o Brasil”, ressalta Santin.

Com isto, as expectativas são de novo recorde nas exportações. Conforme as projeções da ABPA, as vendas internacionais de carne de frango deverão alcançar neste ano até 4,9 milhões de toneladas, número 6% maior que o registrado no ano anterior.

“A avicultura brasileira é um expoente mundial que se reflete em números. A liderança mundial nas vendas de carne de frango conquistada em 2004 cresceu exponencialmente ao longo dos anos, e hoje um em cada três quilos de frango exportado pelo mundo têm origem brasileira. No mercado interno, a avicultura assumiu protagonismo socioeconômico para o País, com 100 mil famílias produtoras gerando produtos que impactam em 3,5 milhões de postos de trabalho diretos e indiretos, ao mesmo tempo em que ampliou a oferta de duas das proteínas mais consumidas pela população brasileira. Por isso, são justas todas as homenagens prestadas às famílias avicultoras”, avalia o presidente da ABPA.

Receita de exportações de material genético cresce 14,4% em 2022

As exportações brasileiras de material genético avícola alcançaram entre janeiro e julho US$ 94,6 milhões, segundo dados levantados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 14,4% os resultados alcançados no mesmo período de 2021, com US$ 82,6 milhões.

Apenas em julho, os embarques de pintos de 01 dia e ovos férteis alcançaram US$ 14 milhões, resultado 17,5% superior ao efetuado no sétimo mês de 2021, com US$ 11,9 milhões.

Em volume, as vendas internacionais de material genético manteve alta de 0,4% em 2022, com 8,398 mil toneladas nos sete primeiros meses deste ano, contra 8,365 mil toneladas em 2021.

Considerando apenas o mês de julho, houve retração de 20,2%, com 1,123 mil toneladas em 2022 e 1,408 mil toneladas no ano passado.

Entre os principais destinos de exportação, destaque para o México, que lidera os embarques de 2022 com US$ 16,5 milhões (+102,7%), seguido por Peru US$ 11,2 milhões (+3,1%) e Senegal, com US$ 10,5 milhões (-8,6%).

“Estamos acompanhando uma mudança nas vendas internacionais de genética avícola, com ampliação das vendas em nações das Américas. Neste contexto, o Brasil tem ampliado a sua participação internacional no setor de genética avícola, reforçando seu papel como plataforma exportadora do segmento”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Após #SIAVS2022, agroindústrias projetam negócios superiores a US$ 800 milhões

Números tratam, exclusivamente, de vendas fechadas por produtores de carnes, leite, peixes de cultivo,  ovos e genética no maior evento dos setores no Brasil

O maior evento da avicultura e da suinocultura do Brasil se encerrou na última quinta-feira, mas a contabilização de negócios não para.  Levantamentos feitos pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que as projeções de negócios realizados durante o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS) devem ultrapassar os US$ 800 milhões.

Os números resultam exclusivamente da participação de 48 agroindústrias produtoras e exportadoras de carne de aves, suínos, ovos, lácteos, pato, peixes de cultivo e material genético, em ação inserida no SIAVS a partir da parceria entre a ABPA e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Não são considerados negócios fechados por expositores de equipamentos, ração, insumos biológicos, certificadoras e outros participantes do evento.

Segundo as empresas consultadas, os negócios realizados e os contatos estabelecidos durante o evento deverão resultar em US$ 880,3 milhões nos próximos 12 meses em exportações. Apenas nos três dias do evento, de acordo com as empresas associadas, os negócios estabelecidos alcançaram US$ 544,3 milhões.

Conforme a ABPA, o SIAVS atraiu para a capital paulista importadores dos mercados da Colômbia, Peru, Dinamarca, Coreia do Sul, Malásia, África do Sul, Filipinas, México, Tailândia, Nigéria, Iraque, Catar, República Dominicana, Alemanha e Estados Unidos, além de traders e outros tradicionais clientes dos produtos exportados pelo Brasil.

Além disso, durante o SIAVS deste ano, a parceria ABPA e ApexBrasil levou para São Paulo 28 jornalistas estrangeiros por meio do Projeto Imagem, 15 importadores através do Projeto Comprador e 15 formadores de opinião de mercados estratégicos via Projeto Formadores de Opinião.

“O SIAVS foi um marco histórico para a cadeia produtiva de proteína animal sob diversos aspectos, seja político, técnico e comercial. Os números e as consultas mostraram que a promoção de negócios e o fomento à geração de receitas cambiais para as cadeias produtivas superou, e muito, as expectativas. O volume de negócios projetados e realizados nos corredores do Anhembi terá significativo impacto positivo na balança comercial da avicultura e da suinocultura do Brasil”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

O SIAVS 2022 foi promovido entre os dias 09 e 11 de agosto, no Anhembi Parque, em São Paulo (SP). Saiba mais pelo site www.siavs.com.br.

Exportações de carne de frango crescem 6% em 2022

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 2,828 milhões de toneladas nos sete primeiros meses de 2022, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)*. O número supera em 6% o total embarcado pelo país no mesmo período de 2021, com 2,668 milhões de toneladas.

O resultado em dólares das exportações do ano alcançou US$ 5,620 bilhões, número 33,3% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 4,216 bilhões.

Em julho, as vendas internacionais de carne de frango totalizaram 405,3 mil toneladas, volume 4,5% menor que o total exportado no sétimo mês de 2021, com 424,4 mil toneladas.  Em receita, houve aumento de 20,7%, com US$ 892 milhões neste ano, contra US$ 739,2 milhões em 2021.

Os Emirados Árabes Unidos assumiram, novamente, a liderança nas exportações de carne de frango do Brasil, com 37,8 mil toneladas exportadas em julho, número 11% superior ao alcançado no mesmo período de 2021. A China, no segundo posto, importou 37,5 mil toneladas (-40,5%). Em terceiro lugar, a Árabia Saudita importou 37,2 mil toneladas (+52,7%).

Outros destaques do mês foram Filipinas, com 21,8 mil toneladas (+16,1%), Coreia do Sul, com 18,8 mil toneladas (+79,4%) e Singapura, com 15,4 mil toneladas (+93,2%).

“O resultado confirma as expectativas da ABPA de manutenção das exportações em patamares acima de 400 mil toneladas mensais até o final do ano, mostrando a forte demanda global pelo produto brasileiro.” destacou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

CARNE SUÍNA* – As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 606,5 mil toneladas nos primeiros sete meses de 2022, informa a ABPA. O volume é 8,9% menor ao registrado no mesmo período de 2021, quando foram embarcadas 665,4 mil toneladas.

A receita acumulada entre janeiro e julho deste ano chegou a US$ 1,337 bilhão, número 16,2% menor que o efetuado no mesmo período de 2021, quando foram obtidos US$ 1,596 bilhão.

Considerando apenas o mês de julho, as vendas do setor chegaram a 96,3 mil toneladas, volume 6,2% menor que as 102,7 mil toneladas exportadas em julho de 2021. O saldo em dólares dos embarques do mês totalizaram US$ 222,4 milhões, número 9,7% menor que o resultado de julho do ano passado, com US$ 246,4 milhões.

Principal destino das exportações brasileiras de carne suína, a China importou em julho deste ano 38,4 mil toneladas (-24,4%). Em segundo lugar, as Filipinas importaram no período 8,2 mil toneladas (+238,2%). Outros destaques foram a Tailândia, com 5 mil toneladas (+2149,7%) e Uruguai, com 4,1 mil toneladas (+7,8%).

“Há um novo patamar nas vendas de carne suína para a China, em torno de 40 mil toneladas, o que deve se manter nos próximos meses e acima dos volumes praticados no primeiro semestre deste ano. Ao mesmo tempo, vemos que outros mercados ganharam protagonismo em 2022, como Filipinas, EUA, Tailândia e Japão.  Para estes países, temos destinado produtos de valor agregado mais elevado, o que manteve as exportações acima de 90 mil toneladas mensais desde março, dando um indicativo de tendência até o fim de 2022”, analisa Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

ABPA projeta desempenho da produção, consumo e exportações para o ano

Em coletiva de imprensa, ABPA adiantou aspectos de estudo de competitividade que será entregue ao Governo no SIAVS 2022

A avicultura e a suinocultura do Brasil deverão registrar novos avanços neste ano. As informações são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) que apresentou hoje, em coletiva de imprensa, as projeções do setor para produção, exportações e consumo de carne de frango e de carne suína do Brasil para 2022 e 2023.

Segundo as perspectivas da ABPA, a produção brasileira de carne de frango poderá crescer até 1% este ano na comparação com 2021, alcançando até 14,5 milhões de toneladas em 2022. A alta deve seguir em 2023, quando se projeta uma alta de até 5% na produção, podendo a produção chegar a 15 milhões de toneladas.

A disponibilidade de produtos no mercado interno também deverá terminar em níveis positivos, com elevação de até 0,5% em 2022, alcançando 9,78 milhões de toneladas, sendo a disponibilidade interna esperada para 2023 de 9,8 milhões de toneladas.

“Os produtores têm mantido a disponibilidade interna de produtos, o que sustentou os níveis per capita. Os programas de auxílio à renda que chegarão ao mercado ainda este ano deverão incrementar o poder de compra da população, com consequente impacto nas vendas internas de produtos avícolas”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Já as exportações do setor, conforme a ABPA, deverão alcançar neste ano até 4,9 milhões de toneladas, número 6% maior que o registrado no ano anterior. Em 2023, a expectativa é de exportações novamente 6% superiores, alcançando até 5,2 milhões de toneladas.

“A questão sanitária internacional ainda deve pressionar o comércio global de carne de frango. Novos focos de influenza aviária foram identificados entre os grandes produtores, sustentando a demanda de grandes exportadores livres da enfermidade, como é o caso do Brasil. Adicionalmente, a já sentida redução da participação da Ucrânia no comércio internacional, a retirada das tarifas de importação do México até o próximo ano, a forte demanda filipina e a redução temporária das tarifas sul-coreanas de importação também impactarão no saldo das exportações”, completa Santin.

Já em carne suína, as projeções da ABPA indicam crescimento de até 5% na produção em 2022, podendo alcançar 4,95 milhões de toneladas. Em 2023, a produção deverá chegar a até 5,1 milhões de toneladas, com elevação de 3%.

A disponibilidade de produtos para o mercado interno neste ano deverá ser até 9% maior, com 3,9 milhões de toneladas. Para 2023, a expectativa é de nova elevação, chegando a 3,95 milhões de toneladas, número 2% maior.

“A carne suína está mais competitiva que as demais proteínas, o que tem gerado um considerável impulso no consumo interno que deverá pela primeira vez atingir os 18 quilos per capita. Neste contexto, a diversificação e customização de produtos pelas agroindústrias vem gerando oportunidades interessantes e possibilitando ao consumidor descobrir a qualidade e a variedade proporcionada pela carne suína que combina com praticamente tudo. Pelo lado da produção, tivemos um primeiro semestre bastante complicado, mas tudo indica que a segunda parte do ano seja melhor, tanto no mercado interno quanto nas exportações”, analisa Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

Por fim, as exportações projetadas pelo setor para o ano deverão alcançar até 1,1 milhão de toneladas, número 3% menor que o registrado em 2022, mas mesmo assim o segundo melhor resultado da história da suinocultura brasileira. Em 2023, entretanto, é esperada nova elevação, de até 9%, com volumes que podem alcançar 1,2 milhão de toneladas.

“Há expectativa de incremento nas importações chinesas de carne suína ao longo do segundo semestre, o que deverá favorecer as exportações do setor, conforme já temos notado. Soma-se a isto a abertura do mercado do Canadá, as reduções tarifárias da Coreia do Sul e Vietnã, além da ampliação das vendas para novos mercados, como a Tailândia. Muito possivelmente a média mensal de exportações ficará próxima das 100 mil toneladas a partir de agora”, completa Rua.

Estudo de competitividade setorial – Durante a coletiva, a ABPA apresentou pontos de um amplo estudo que detalha fatores da capacidade competitiva da avicultura e da suinocultura do Brasil.

Um dos pontos abordados no estudo foi o aumento dos insumos que compõem a produção. O polietileno utilizado na produção de embalagens acumulou alta de 61% entre 2018 e 2021, segundo o estudo.

A energia elétrica aumentou, no mesmo período, 32% – mantendo o Brasil entre os países com custos energéticos menos competitivos, em comparação com outros grandes exportadores mundiais de proteínas.

Os custos também se tornaram mais elevados na logística de exportação.  A média do frete internacional por contêiner saltou de US$ 3,89 mil dólares em 2018, para mais de US$ 7 mil em 2021.

“O estudo nos mostrou que, além de repensarmos questões fundamentais para o país como a carga tributária que recai sobre os insumos, é preciso fortalecer as políticas de oferta destes elementos fundamentais para produção.  Ao mesmo tempo, é fundamental aprofundar a posição do país como grande exportador, por meio da ampliação de acordos comerciais que nos tornem mais competitivos em mercados onde a taxação e outras barreiras nos acometem de forma mais severa, em relação aos nossos competidores, assim como questões logísticas que impactem o potencial exportador do país”, conclui Ricardo Santin.

O estudo será apresentado durante o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), maior evento dos setores no país, que será realizado entre 09 e 11 de agosto, no Anhembi Parque, em São Paulo (SP).

ABPA e ApexBrasil promovem ação de imagem internacional durante o SIAVS

Dezenas de jornalistas estrangeiros estarão em missão no Brasil entre os dias 09 e 11 de agosto, por meio de ação organizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) durante o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), em São Paulo (SP).

Denominado como Projeto Imagem, a ação tem a confirmação de cerca de 30 jornalistas vindos de mercados estratégicos para a proteína animal brasileira, como nações da União Europeia, Américas, Ásia e África.

A ação contará com apresentações sobre o setor produtivo, participação em palestras específicas do SIAVS – como o painel dos CEOs, com lideranças de agroindústrias – e visitas às instalações de empresas do setor. A programação também contará com experiências gastronômicas na capital paulistana, em um mergulho na culinária brasileira.

Entre os temas abordados nas apresentações estarão informações produtivas, questões de qualidade e sustentabilidade, além de desafios para o setor produtivo, como player global no abastecimento de alimentos.

“O Projeto Imagem é uma de nossas mais relevantes plataformas de imagem, com o propósito de reforçar a posição brasileira contra as fronteiras aos alimentos, pela desmistificação de questões que deturpam a imagem da cadeia produtiva, entre outros pontos.  Com transparência e informações, queremos fortalecer junto às nações importadoras os valores que norteiam a produção de proteína animal do Brasil”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

IMAGEM DO AGRO – A imagem do agronegócio do Brasil também estará na pauta da programação do SIAVS, em painel mediado pela jornalista do Canal Rural, Sara Kirchof.

O painel contará com a apresentação das estratégias brasileiras para o fortalecimento da imagem do campo brasileiro junto ao mercado global, em apresentação comandada pelo presidente da ApexBrasil, Augusto Pestana.

Em seguida, haverá um debate sobre os desafios e caminhos para o fortalecimento da percepção brasileira como nação sustentável para a produção de alimentos e transmitir estes valores corretos para a sociedade, com a participação do diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Neto, além do diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

. Veja mais detalhes sobre a programação no site www.siavs.com.br.