ABPA destaca trabalho dos serviços oficiais após avaliação favorável da União Europeia sobre carne de aves

Relatório reconhece controles brasileiros; retomada das exportações depende da conclusão do processo regulatório europeu

Análise do presidente da ABPA, Ricardo Santin: https://drive.google.com/file/d/1dYnEd_QhueWOEoGl_ZsdhsWDrxozMdGa/view?usp=sharing

São Paulo, 29 de setembro de 2026 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) recebeu positivamente a publicação do relatório final da Comissão Europeia sobre a auditoria realizada no Brasil nas cadeias de carne de aves e mel. O documento considera que o sistema oficial brasileiro é capaz de oferecer as garantias exigidas pelas regras europeias relativas ao uso de antimicrobianos.

Para a ABPA, o resultado reconhece o trabalho conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelos Serviços Oficiais Estaduais, especialmente a atuação de suas equipes na estruturação dos procedimentos, na capacitação dos fiscais, na execução dos controles oficiais e na apresentação das evidências solicitadas durante a missão europeia. A entidade destaca também o diálogo técnico mantido pelo Mapa com as autoridades da União Europeia ao longo do processo.

“O relatório é um reconhecimento importante do trabalho sério e consistente do Ministério da Agricultura e Pecuária, das Secretarias Estaduais e de seus profissionais, em conjunto com a cadeia produtiva brasileira. A avaliação favorável demonstra a capacidade do nosso sistema oficial de oferecer as garantias requeridas pela União Europeia e representa um avanço concreto para a retomada das exportações de carne de aves”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA.

A publicação do relatório, contudo, ainda não autoriza a retomada dos embarques. A reinclusão do Brasil na lista de fornecedores depende da conclusão das etapas regulatórias europeias. O Mapa aguarda a apreciação do tema pelo Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (Scopaff), em reunião a ser definida pelas autoridades europeias.

A ABPA seguirá acompanhando o processo em articulação com o Mapa, os Serviços Oficiais Estaduais e o setor produtivo, com expectativa de que a avaliação técnica favorável permita avançar para a decisão sobre o restabelecimento do comércio.

 

ABPA e ApexBrasil projetam US$ 36,45 milhões em negócios na Expoalimentaria Peru

Ação contribui para o fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e o mercado peruano

São Paulo, 28 de setembro de 2026 – Terminou bem-sucedida a ação organizada pela  Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), durante a Expoalimentaria Peru 2026, realizada na semana passada, em Lima (Peru).

A partir dos encontros de negócios ocorridos apenas nos três dias de evento, as empresas projetam mais de US$ 36 milhões em negócios para os próximos 12 meses. Somente durante a feira, foram realizados US$ 2,87 milhões em negócios, com compradores e importadores de seis países.

É a segunda participação da ABPA na Expoalimentaria Peru. Neste ano, a associação contou com um espaço exclusivo de 80 m², dedicado à promoção internacional da proteína animal brasileira. A iniciativa reuniu as empresas Bello Alimentos, Netto Alimentos, Friato, MBRF, Somave, Jaguafrangos e Avenorte.

Além dos negócios, a participação da ABPA, em Lima, focou a promoção das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, com destaque para atributos como qualidade, segurança sanitária, sustentabilidade, escala e regularidade de fornecimento.

“Os resultados demonstram a importância da Expoalimentaria para a ampliação das relações comerciais entre o Brasil e o Peru. A presença de compradores de diferentes mercados reforça o interesse internacional pela proteína animal brasileira e abre novas oportunidades para nossas empresas exportadoras”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

O Peru é um mercado estratégico e cada vez mais relevante para as proteínas animais brasileiras. Entre janeiro e agosto de 2026, o Brasil exportou 40,7 mil toneladas de carne de frango ao país, com receita de US$ 68,5 milhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 59,9% no volume e de 57,8% na receita.

No mesmo período, foram embarcadas 12,7 mil toneladas de carne suína ao Peru, que geraram US$ 32 milhões. Os embarques cresceram 142% em volume e 112,2% em receita na comparação com janeiro a agosto de 2025.

ABPA celebra assinatura de protocolo para exportação de miúdos suínos à China

São Paulo, 26 de setembro de 2026 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a assinatura, pelas autoridades chinesas, do protocolo que amplia o acesso da carne suína brasileira ao mercado da China, com a inclusão de miúdos suínos entre os produtos autorizados para exportação ao país asiático.

A formalização é resultado de um longo trabalho de negociação conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) junto às autoridades chinesas e representa uma das mais relevantes ampliações recentes de acesso a mercado para a suinocultura brasileira.

De acordo com estimativas da ABPA, mais de 100 mil toneladas anuais de miúdos suínos brasileiros poderão ter destinação qualificada ao mercado chinês a partir do novo acesso. A expectativa é de que o direcionamento desses produtos a um mercado de maior valor agregado possa representar incremento superior a US$ 100 milhões em receita para o setor.

“É uma conquista de grande relevância para a suinocultura brasileira e resultado de um trabalho técnico consistente e muito bem conduzido pelo ministro André de Paula e por toda a equipe do Ministério da Agricultura e Pecuária, em permanente diálogo com as autoridades chinesas. Mais do que ampliar nossas possibilidades comerciais, este protocolo qualifica a destinação dos produtos brasileiros, agrega valor à produção e gera novas oportunidades para toda a cadeia”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

O Brasil mantém uma relação consolidada com o mercado chinês de carne suína. Entre 2013 e 2024, o país exportou 2,7 milhões de toneladas do produto para a China, que se consolidou ao longo dos últimos anos entre os principais destinos dos embarques brasileiros.

Até então, entretanto, o acesso brasileiro ao mercado chinês de miúdos era limitado. O estado de Santa Catarina estava autorizado a exportar determinados miúdos externos, como pés, orelhas e rabos, mas não miúdos internos. Somente para o estado catarinense, a ABPA estima potencial de destinação de 65,9 mil toneladas anuais de miúdos internos ao mercado chinês com o novo protocolo.

No Rio Grande do Sul, as estimativas da ABPA apontam potencial de mais de 40 mil toneladas anuais de miúdos suínos para o mercado chinês, além das oportunidades relacionadas à carne suína com osso. Somados, os potenciais identificados para Santa Catarina e Rio Grande do Sul superam 100 mil toneladas anuais de miúdos.

“Estamos falando de produtos que já têm valor e encontram destinação em outros mercados, mas que possuem demanda especialmente forte na China. O ganho está justamente na qualificação dessa destinação. Há uma complementaridade muito importante entre os hábitos de consumo brasileiro e chinês, que permite melhorar o aproveitamento da carcaça e agregar receita à produção. Estimamos que esse movimento possa representar mais de US$ 100 milhões adicionais para o setor”, ressalta Santin.

Os entendimentos técnicos para a revisão do protocolo avançaram ao longo dos últimos anos, em um trabalho desenvolvido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária junto às autoridades chinesas.

Em maio deste ano, durante missão oficial brasileira a Pequim, o ministro André de Paula participou de reunião bilateral com autoridades chinesas, quando foram confirmados os termos técnicos do protocolo revisado para carne suína e subprodutos, abrindo caminho para a formalização agora concretizada.

O avanço ocorre também em um contexto de fortalecimento do status sanitário brasileiro. Em maio de 2025, o Brasil recebeu da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o reconhecimento de todo o território nacional como livre de febre aftosa sem vacinação, ampliando as possibilidades de acesso internacional da produção brasileira.

“A relação entre Brasil e China foi construída sobre confiança, segurança sanitária e complementaridade. Esta assinatura coroa um trabalho de longo prazo do Ministério da Agricultura e Pecuária e das autoridades chinesas. É uma conquista construída com capacidade técnica, persistência e diálogo, e que chega agora a um resultado concreto. O setor brasileiro está preparado para transformar este novo acesso em comércio, agregação de valor e geração de renda”, conclui Santin.

ABPA & ApexBrasil promovem ação na Expoalimentaria Peru

Ampliação das relações comerciais com o mercado peruano está na pauta de ação.

 

São Paulo, 21 de setembro de 2026 –  A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), promoverá uma ampla ação de promoção de negócios em meio à Expoalimentaria Peru, uma das maiores feiras de alimentos da região andina, programada entre 23 e 25 de setembro, em Lima (Peru).

No espaço exclusivo da proteína animal do Brasil no evento estarão empresas exportadoras do setor, como Bello Alimentos, Netto Alimentos, Friato, MBRF, Somave, Jaguafrangos e Avenorte.

Na iniciativa organizada por meio das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, além dos encontros de negócios, o espaço do setor será dedicado à divulgação dos atributos da proteína animal de aves, suínos, ovos do Brasil, como qualidade, sanidade e sustentabilidade. A difusão ocorrerá por meio da distribuição de materiais promocionais, com informações setoriais e os contatos das empresas exportadoras.

“A Expoalimentaria é uma importante oportunidade para avançar ainda mais na parceria com o mercado peruano, um dos mais relevantes da América do Sul e com perspectivas de fortalecimento em parcerias em prol da segurança alimentar local, em complementariedade à produção local”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Com consumo per capita que supera os 50 quilos de carne de frango anuais, o Peru é, hoje, um dos mais importantes destinos das exportações avícolas do Brasil.  Ao todo, o país importou, entre janeiro e julho, 35,4 mil toneladas de carne de frango e  cerca de 255 toneladas em genética.  As receitas das exportações para o país andino se aproximaram nos sete primeiros meses deste ano, da marca de US$ 70 milhões.

 

SOBRE A ABPA – A ABPA é a representação político-institucional da avicultura e da suinocultura do Brasil. Congrega mais de 140 empresas e entidades dos vários elos das cadeias produtivas, responsáveis por uma pauta exportadora superior a US$ 12 bilhões. Em parceria com a ApexBrasil, a entidade gerencia as marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork e promove ações de imagem e comerciais em mercados estratégicos, destacando atributos como qualidade, status sanitário e sustentabilidade da produção brasileira.

 

SOBRE A APEXBRASIL – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira.

Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.

A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

 

SOBRE AS MARCAS SETORIAIS – Os projetos setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork são mantidos pela ABPA em parceria com a ApexBrasil com o objetivo de promover, no mercado internacional, as carnes de frango, suínos e patos, os ovos e o material genético avícola produzidos no Brasil.

Por meio da participação em feiras, realização de workshops e outras ações especiais de promoção comercial, os projetos destacam atributos desses setores produtivos — como qualidade, status sanitário e sustentabilidade da produção —, valorizam as marcas internacionais dos produtos e fomentam novos negócios para os exportadores brasileiros. Cerca de 62 empresas participam atualmente dos projetos. Informações sobre como fazer parte das marcas setoriais podem ser obtidas pelo e-mail isis.sardella@abpa-br.org.

Em Tóquio, ABPA promove experiência gastronômica com importadores e stakeholders japoneses

Ação busca fortalecer relações com o segundo maior destino das exportações de carne de frango, carne suína e de ovos em 2026; ação teve, entre seus objetivos, buscar expansão do envio de carne suína brasileira ao mercado japonês

 

São Paulo, 17 de setembro de 2026 – Para fortalecer laços com um dos mais tradicionais destinos da proteína animal do Brasil, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) promoveu uma ação gastronômica com importadores e stakeholders japoneses na noite desta quarta-feira (16), em Tóquio.

Realizada em uma filial da rede de churrascarias brasileira Barbacoa, na capital japonesa, a iniciativa contou com o serviço de cortes e pratos à base de carne de frango e de carne suína produzidas no Brasil.

A ação trouxe à pauta, entre outros temas, a oportunidade de expandir o comércio de carne suína do Brasil com o Japão.  Atualmente, as autoridades brasileiras buscam o reconhecimento de estados extra-Santa Catarina (único autorizado a embarcar o produto para o destino) como livre de aftosa sem vacinação (status já alcançado junto à Organização Mundial de Saúde Animal, e que também é exigido pelas autoridades japonesas).

O evento com a presença do Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura brasileiro, Augusto Billi, além de representantes da Embaixada Brasileira em Tóquio e de empresas exportadoras de proteínas animais para o destino asiático.

Atualmente, o Japão é o segundo maior importador de carne de frango, de carne suína e de ovos brasileiros. Ao longo dos oito primeiros meses de 2026 (janeiro a agosto), o país importou 451,9 mil toneladas  (sendo 322,2 mil toneladas de carne de frango, 127,2 mil toneladas de carne suína e 2,5 mil toneladas de ovos), gerando receita total de US$ 1,268 bilhão no período.

“Foi uma ótima oportunidade de integração entre os principais importadores de produtos brasileiros com as empresas e os entes brasileiros.  A relação entre os dois países é marcada pela tradição, seja em relação aos laços culturais como também comerciais, já que o mercado japonês demanda nossos produtos há mais de três décadas.  É uma relação que reforça a posição brasileira em relação aos mais elevados padrões de qualidade, sanitário e de confiabilidade em oferta e customização em proteínas animais”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA promove diálogo sobre parceria com Coreia do Sul para a segurança alimentar, em Seul

Ação realizada com o apoio da ApexBrasil e da Embaixada do Brasil destaca a complementaridade entre os países, os avanços sanitários e a capacidade brasileira de contribuir para o abastecimento sul-coreano

 

São Paulo, 16 de setembro de 2026 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e da Embaixada do Brasil em Seul,  realizou nesta segunda-feira (14) o seminário bilateral “South Korea–Brazil: Improving a Successful Partnership in Food Security”, na capital sul-coreana.

O encontro reuniu autoridades, representantes do setor produtivo e outros públicos estratégicos para discutir o fortalecimento da parceria entre Brasil e Coreia do Sul no comércio de proteína animal, com foco na segurança alimentar e na complementaridade entre a produção sul-coreana e a capacidade brasileira de fornecimento.

O reconhecimento dos demais estados brasileiros como Livre de Aftosa Sem Vacinação também foi pauta do encontro – atualmente, somente Santa Catarina detém este status junto às autoridades sul-coreanas, que é requisito obrigatório para exportações de carne suína ao destino.

A programação contou com apresentações do ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil em Seul, Romero Gonçalves Ferreira Maia Filho; do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Augusto Billi; e do presidente da ABPA, Ricardo Santin.

As apresentações destacaram a importância do diálogo permanente entre os setores público e privado dos dois países, o papel do comércio internacional na diversificação das fontes de abastecimento e a contribuição que fornecedores confiáveis podem oferecer para a previsibilidade e a segurança das cadeias alimentares.

Em sua apresentação, Santin abordou a complementaridade entre Brasil e Coreia do Sul e ressaltou a capacidade da produção brasileira de atender às especificações sanitárias, técnicas e comerciais exigidas pelo mercado sul-coreano.

“O Brasil não busca substituir a produção local. Nosso papel é complementar o abastecimento, oferecendo produtos seguros, sustentáveis e de alta qualidade. Temos escala, diversidade produtiva e capacidade para atender aos requisitos específicos da Coreia do Sul, contribuindo para a previsibilidade do fornecimento e para a segurança alimentar do país”, afirmou Santin.

Entre os avanços apresentados esteve o reconhecimento de todo o território brasileiro pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livre de febre aftosa sem vacinação. O status reforça a evolução sanitária do país, a solidez de seus sistemas de vigilância e a confiabilidade do Brasil como fornecedor internacional de proteína animal.

A Coreia do Sul ocupa posição estratégica no comércio internacional de alimentos. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país foi o quinto maior importador mundial de carne suína em 2025, com 723 mil toneladas em equivalente-carcaça.

A presença brasileira nesse mercado vem avançando. Entre janeiro e agosto de 2026, a Coreia do Sul importou 139,267 mil toneladas de carne de frango do Brasil, crescimento de 42,1% em relação ao mesmo período de 2025. A receita gerada pelos embarques alcançou US$ 304,714 milhões, alta de 61,8%. Apenas em agosto, foram exportadas 17,335 mil toneladas, avanço de 13,2%, com receita de US$ 37,447 milhões, crescimento de 15,1%.

As exportações brasileiras de carne suína para o mercado sul-coreano também apresentaram crescimento. Nos oito primeiros meses de 2026, os embarques totalizaram 19,798 mil toneladas, volume 33,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. A receita alcançou US$ 46,992 milhões, alta de 32,9%. Em agosto, foram exportadas 3,722 mil toneladas, crescimento de 41,7%, com receita de US$ 8,482 milhões, avanço de 34,3%.

Os resultados demonstram o fortalecimento da relação comercial entre os dois países e o espaço para ampliar a participação brasileira no abastecimento sul-coreano, tanto em carne de frango quanto em carne suína.

“A Coreia do Sul é um dos mercados consumidores mais relevantes e exigentes do mundo. O fortalecimento dessa parceria permite combinar a eficiência e a escala da produção brasileira com as necessidades de um mercado que valoriza segurança, qualidade e regularidade de fornecimento. É uma relação que pode avançar com ganhos para os dois países”, concluiu Santin.

Após as apresentações, o seminário foi encerrado com um encontro de relacionamento entre autoridades, representantes do setor produtivo e convidados locais. Promovida pela ABPA, com o apoio da ApexBrasil e da Embaixada do Brasil em Seul, a iniciativa integrou as ações internacionais das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck.

Exportações de ovos crescem 9,1% em agosto e alcançam 2,3 mil toneladas

São Paulo, 10 de setembro de 2026 – As exportações brasileiras de ovos, considerando produtos in natura e processados, totalizaram 2,322 mil toneladas em agosto, volume 9,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 2,129 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita obtida com as vendas internacionais chegou a US$ 4,868 milhões, resultado 15% inferior aos US$ 5,729 milhões registrados em agosto de 2025.

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações alcançaram 19,982 mil toneladas, volume 38,1% menor que as 32,303 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. A receita acumulada totalizou US$ 43,903 milhões, retração de 41,7% em relação aos US$ 75,295 milhões registrados nos oito primeiros meses de 2025.

O Chile foi o principal destino das exportações brasileiras de ovos em agosto, com 1,213 mil toneladas, volume 605,1% superior às 172 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Vietnã, com 275 toneladas; Serra Leoa, com 160 toneladas; México, com 144 toneladas (-52,6%); e Japão, com 140 toneladas (-75,8%).

“O resultado de agosto mostra uma recuperação dos embarques de ovos brasileiros em diferentes mercados. O desempenho do Chile e o início de vendas para novos destinos no comparativo mensal reforçam a capacidade do setor de diversificar suas exportações. Ao mesmo tempo, o acumulado permanece abaixo do resultado excepcional registrado em 2025, quando houve uma conjuntura internacional atípica, especialmente no mercado norte-americano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Exportações de carne suína crescem 8% em agosto e alcançam 131,1 mil toneladas

São Paulo, 8 de setembro de 2026 – As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 131,126 mil toneladas em agosto, volume 8% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 121,469 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita dos embarques alcançou US$ 289,898 milhões, resultado 1,7% inferior aos US$ 294,931 milhões obtidos em agosto do ano passado. 

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações chegaram a 1,057 milhão de toneladas, crescimento de 8,9% em relação às 970,331 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada alcançou US$ 2,447 bilhões, avanço de 4,8% sobre os US$ 2,335 bilhões registrados no ano anterior.

As Filipinas foram o principal destino das exportações brasileiras de carne suína em agosto, com 23,314 mil toneladas, volume 30,4% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem o Japão, com 16,472 mil toneladas, alta de 92,9%; China, com 15,174 mil toneladas, crescimento de 45,9%; Vietnã, com 8,274 mil toneladas, avanço de 38,3%; Chile, com 8,035 mil toneladas, retração de 40%; e Singapura, com 6,552 mil toneladas, elevação de 25,2%.

No levantamento das exportações por Estado, Santa Catarina manteve a liderança em agosto, com 64,091 mil toneladas, volume 12,6% superior às 56,914 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 30,369 mil toneladas (-3,3%, ante 31,408 mil toneladas); Paraná, com 22,828 mil toneladas (+24,3%, ante 18,358 mil toneladas); Mato Grosso, com 3,965 mil toneladas (+25,3%, ante 3,163 mil toneladas); e Minas Gerais, com 3,162 mil toneladas (+25,7%, ante 2,517 mil toneladas).

“O crescimento registrado em agosto e a superação de 1 milhão de toneladas exportadas no acumulado do ano demonstram a consistência da demanda internacional pela carne suína brasileira. A ampliação dos embarques para mercados como Japão, China e Vietnã reforça a diversificação dos destinos e a competitividade do produto brasileiro”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Exportações de carne de frango crescem 24,8% em agosto e chegam a 492,6 mil toneladas

São Paulo, 8 de setembro de 2026 – As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, incluindo in natura e processados) totalizaram 492,634 mil toneladas em agosto, volume 24,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 394,637 mil toneladas, segundo a *ssociação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita dos embarques alcançou US$ 997,870 milhões, resultado 42,7% superior aos US$ 699,458 milhões obtidos em agosto do ano passado.  É o segundo melhor resultado da série histórica, superado apenas por maio deste ano.  

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações chegaram a 3,921 milhões de toneladas, crescimento de 15,5% em relação às 3,395 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada alcançou US$ 7,689 bilhões, avanço de 21,9% sobre os US$ 6,308 bilhões registrados no ano anterior.

A China foi o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango em agosto, com 50,988 mil toneladas. O resultado supera amplamente as 83 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025, período afetado pelas suspensões temporárias decorrentes do único foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) registrado na produção comercial brasileira, situação rapidamente solucionada no primeiro semestre do ano passado.

Na sequência entre os principais destinos aparecem os Emirados Árabes Unidos, com 44,279 mil toneladas, alta de 35,9%; União Europeia, com 42,432 mil toneladas, avanço de 1.469,1% (situação equivalente ao comparativo com a China); Japão, com 41,795 mil toneladas, crescimento de 37,8%; Arábia Saudita, com 35,195 mil toneladas, elevação de 29,9%; e África do Sul, com 25,590 mil toneladas, volume 0,8% inferior ao registrado em agosto de 2025.

Entre os Estados exportadores, o Paraná manteve a liderança em agosto, com 200,585 mil toneladas, volume 26,4% superior às 158,744 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 105,993 mil toneladas (+18,1%, ante 89,763 mil toneladas); Rio Grande do Sul, com 61,202 mil toneladas (+38,7%, ante 44,115 mil toneladas); São Paulo, com 29,531 mil toneladas (+20,3%, ante 24,539 mil toneladas); e Goiás, com 24,836 mil toneladas (+15,4%, ante 21,515 mil toneladas).

“Os resultados de agosto reforçam a retomada dos embarques e a capacidade de resposta da avicultura brasileira. Parte das altas registradas na comparação mensal, especialmente em mercados como China e União Europeia, ocorre sobre uma base impactada pelas suspensões temporárias verificadas após o episódio sanitário de 2025, já superado. Ao mesmo tempo, o crescimento consistente no acumulado do ano demonstra a força da demanda internacional, a diversificação dos destinos e a confiança dos mercados na qualidade e na segurança da carne de frango brasileira.  No caso da UE, também há a demanda elevada que antecedeu a suspensão temporária dos embarques, desde 3 de setembro”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA reforça biosseguridade na suinocultura com nova campanha

Iniciativa usa experiência de produtores para orientar sobre cuidados nas granjas

 

São Paulo, 1º de setembro de 2026 – Em nova ação para a proteção do status sanitário brasileiro, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou hoje uma campanha de conscientização sobre os cuidados que devem ser adotados por suinocultores de todo o país para a proteção do plantel nacional.

O vídeo da campanha pode ser conferido aqui: https://youtu.be/xMOIkKV3nZk

A campanha contou com a participação de produtores integrados a empresas produtoras e exportadoras de carne suína do Brasil, e apresenta cuidados nos detalhes com a saúde e o bem-estar dos animais nas granjas. 

Entre os cuidados apontados na campanha estão questões como acesso de pessoas às granjas, cuidados com higienização e uso de roupas exclusivas nas granjas, controle total de circulação de veículos e pessoas nas propriedades, cuidados com a estrutura geral nas unidades produtoras, questões de alimentação, cuidados com animais externos à produção, e outros pontos.

A ação contará com ações em redes sociais e distribuição de materiais pelas empresas associadas do setor junto aos seus produtores.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a iniciativa busca fortalecer cuidados no planejamento e na rotina da produção, blindando o país de enfermidades que hoje afetam unidades produtivas na Ásia, África, Europa e em regiões da América do Norte. 

“O Brasil é livre de Peste Suína Africana, de Diarreia Suína Epidêmica, entre outras enfermidades.  Isso é resultado, em grande parte, dos cuidados adotados pelos produtores da suinocultura nacional na rotina de produção.  São estes cuidados que queremos reforçar, lembrando a todos da responsabilidade que cada um carrega em nosso papel pela segurança alimentar do Brasil e das nações importadoras de nosso produto”, ressalta. 

Acompanhe a ação nas redes sociais da ABPA (@AbpaBR).