Exportações de ovos crescem 9,1% em agosto e alcançam 2,3 mil toneladas

São Paulo, 10 de setembro de 2026 – As exportações brasileiras de ovos, considerando produtos in natura e processados, totalizaram 2,322 mil toneladas em agosto, volume 9,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 2,129 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita obtida com as vendas internacionais chegou a US$ 4,868 milhões, resultado 15% inferior aos US$ 5,729 milhões registrados em agosto de 2025.

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações alcançaram 19,982 mil toneladas, volume 38,1% menor que as 32,303 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. A receita acumulada totalizou US$ 43,903 milhões, retração de 41,7% em relação aos US$ 75,295 milhões registrados nos oito primeiros meses de 2025.

O Chile foi o principal destino das exportações brasileiras de ovos em agosto, com 1,213 mil toneladas, volume 605,1% superior às 172 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Vietnã, com 275 toneladas; Serra Leoa, com 160 toneladas; México, com 144 toneladas (-52,6%); e Japão, com 140 toneladas (-75,8%).

“O resultado de agosto mostra uma recuperação dos embarques de ovos brasileiros em diferentes mercados. O desempenho do Chile e o início de vendas para novos destinos no comparativo mensal reforçam a capacidade do setor de diversificar suas exportações. Ao mesmo tempo, o acumulado permanece abaixo do resultado excepcional registrado em 2025, quando houve uma conjuntura internacional atípica, especialmente no mercado norte-americano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Exportações de carne suína crescem 8% em agosto e alcançam 131,1 mil toneladas

São Paulo, 8 de setembro de 2026 – As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 131,126 mil toneladas em agosto, volume 8% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 121,469 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita dos embarques alcançou US$ 289,898 milhões, resultado 1,7% inferior aos US$ 294,931 milhões obtidos em agosto do ano passado. 

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações chegaram a 1,057 milhão de toneladas, crescimento de 8,9% em relação às 970,331 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada alcançou US$ 2,447 bilhões, avanço de 4,8% sobre os US$ 2,335 bilhões registrados no ano anterior.

As Filipinas foram o principal destino das exportações brasileiras de carne suína em agosto, com 23,314 mil toneladas, volume 30,4% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem o Japão, com 16,472 mil toneladas, alta de 92,9%; China, com 15,174 mil toneladas, crescimento de 45,9%; Vietnã, com 8,274 mil toneladas, avanço de 38,3%; Chile, com 8,035 mil toneladas, retração de 40%; e Singapura, com 6,552 mil toneladas, elevação de 25,2%.

No levantamento das exportações por Estado, Santa Catarina manteve a liderança em agosto, com 64,091 mil toneladas, volume 12,6% superior às 56,914 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 30,369 mil toneladas (-3,3%, ante 31,408 mil toneladas); Paraná, com 22,828 mil toneladas (+24,3%, ante 18,358 mil toneladas); Mato Grosso, com 3,965 mil toneladas (+25,3%, ante 3,163 mil toneladas); e Minas Gerais, com 3,162 mil toneladas (+25,7%, ante 2,517 mil toneladas).

“O crescimento registrado em agosto e a superação de 1 milhão de toneladas exportadas no acumulado do ano demonstram a consistência da demanda internacional pela carne suína brasileira. A ampliação dos embarques para mercados como Japão, China e Vietnã reforça a diversificação dos destinos e a competitividade do produto brasileiro”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Exportações de carne de frango crescem 24,8% em agosto e chegam a 492,6 mil toneladas

São Paulo, 8 de setembro de 2026 – As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, incluindo in natura e processados) totalizaram 492,634 mil toneladas em agosto, volume 24,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 394,637 mil toneladas, segundo a *ssociação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita dos embarques alcançou US$ 997,870 milhões, resultado 42,7% superior aos US$ 699,458 milhões obtidos em agosto do ano passado.  É o segundo melhor resultado da série histórica, superado apenas por maio deste ano.  

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações chegaram a 3,921 milhões de toneladas, crescimento de 15,5% em relação às 3,395 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada alcançou US$ 7,689 bilhões, avanço de 21,9% sobre os US$ 6,308 bilhões registrados no ano anterior.

A China foi o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango em agosto, com 50,988 mil toneladas. O resultado supera amplamente as 83 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025, período afetado pelas suspensões temporárias decorrentes do único foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) registrado na produção comercial brasileira, situação rapidamente solucionada no primeiro semestre do ano passado.

Na sequência entre os principais destinos aparecem os Emirados Árabes Unidos, com 44,279 mil toneladas, alta de 35,9%; União Europeia, com 42,432 mil toneladas, avanço de 1.469,1% (situação equivalente ao comparativo com a China); Japão, com 41,795 mil toneladas, crescimento de 37,8%; Arábia Saudita, com 35,195 mil toneladas, elevação de 29,9%; e África do Sul, com 25,590 mil toneladas, volume 0,8% inferior ao registrado em agosto de 2025.

Entre os Estados exportadores, o Paraná manteve a liderança em agosto, com 200,585 mil toneladas, volume 26,4% superior às 158,744 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 105,993 mil toneladas (+18,1%, ante 89,763 mil toneladas); Rio Grande do Sul, com 61,202 mil toneladas (+38,7%, ante 44,115 mil toneladas); São Paulo, com 29,531 mil toneladas (+20,3%, ante 24,539 mil toneladas); e Goiás, com 24,836 mil toneladas (+15,4%, ante 21,515 mil toneladas).

“Os resultados de agosto reforçam a retomada dos embarques e a capacidade de resposta da avicultura brasileira. Parte das altas registradas na comparação mensal, especialmente em mercados como China e União Europeia, ocorre sobre uma base impactada pelas suspensões temporárias verificadas após o episódio sanitário de 2025, já superado. Ao mesmo tempo, o crescimento consistente no acumulado do ano demonstra a força da demanda internacional, a diversificação dos destinos e a confiança dos mercados na qualidade e na segurança da carne de frango brasileira.  No caso da UE, também há a demanda elevada que antecedeu a suspensão temporária dos embarques, desde 3 de setembro”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA reforça biosseguridade na suinocultura com nova campanha

Iniciativa usa experiência de produtores para orientar sobre cuidados nas granjas

 

São Paulo, 1º de setembro de 2026 – Em nova ação para a proteção do status sanitário brasileiro, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou hoje uma campanha de conscientização sobre os cuidados que devem ser adotados por suinocultores de todo o país para a proteção do plantel nacional.

O vídeo da campanha pode ser conferido aqui: https://youtu.be/xMOIkKV3nZk

A campanha contou com a participação de produtores integrados a empresas produtoras e exportadoras de carne suína do Brasil, e apresenta cuidados nos detalhes com a saúde e o bem-estar dos animais nas granjas. 

Entre os cuidados apontados na campanha estão questões como acesso de pessoas às granjas, cuidados com higienização e uso de roupas exclusivas nas granjas, controle total de circulação de veículos e pessoas nas propriedades, cuidados com a estrutura geral nas unidades produtoras, questões de alimentação, cuidados com animais externos à produção, e outros pontos.

A ação contará com ações em redes sociais e distribuição de materiais pelas empresas associadas do setor junto aos seus produtores.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a iniciativa busca fortalecer cuidados no planejamento e na rotina da produção, blindando o país de enfermidades que hoje afetam unidades produtivas na Ásia, África, Europa e em regiões da América do Norte. 

“O Brasil é livre de Peste Suína Africana, de Diarreia Suína Epidêmica, entre outras enfermidades.  Isso é resultado, em grande parte, dos cuidados adotados pelos produtores da suinocultura nacional na rotina de produção.  São estes cuidados que queremos reforçar, lembrando a todos da responsabilidade que cada um carrega em nosso papel pela segurança alimentar do Brasil e das nações importadoras de nosso produto”, ressalta. 

Acompanhe a ação nas redes sociais da ABPA (@AbpaBR).