Ação realizada com o apoio da ApexBrasil e da Embaixada do Brasil destaca a complementaridade entre os países, os avanços sanitários e a capacidade brasileira de contribuir para o abastecimento sul-coreano
São Paulo, 16 de setembro de 2026 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e da Embaixada do Brasil em Seul, realizou nesta segunda-feira (14) o seminário bilateral “South Korea–Brazil: Improving a Successful Partnership in Food Security”, na capital sul-coreana.
O encontro reuniu autoridades, representantes do setor produtivo e outros públicos estratégicos para discutir o fortalecimento da parceria entre Brasil e Coreia do Sul no comércio de proteína animal, com foco na segurança alimentar e na complementaridade entre a produção sul-coreana e a capacidade brasileira de fornecimento.
O reconhecimento dos demais estados brasileiros como Livre de Aftosa Sem Vacinação também foi pauta do encontro – atualmente, somente Santa Catarina detém este status junto às autoridades sul-coreanas, que é requisito obrigatório para exportações de carne suína ao destino.
A programação contou com apresentações do ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil em Seul, Romero Gonçalves Ferreira Maia Filho; do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Augusto Billi; e do presidente da ABPA, Ricardo Santin.
As apresentações destacaram a importância do diálogo permanente entre os setores público e privado dos dois países, o papel do comércio internacional na diversificação das fontes de abastecimento e a contribuição que fornecedores confiáveis podem oferecer para a previsibilidade e a segurança das cadeias alimentares.
Em sua apresentação, Santin abordou a complementaridade entre Brasil e Coreia do Sul e ressaltou a capacidade da produção brasileira de atender às especificações sanitárias, técnicas e comerciais exigidas pelo mercado sul-coreano.
“O Brasil não busca substituir a produção local. Nosso papel é complementar o abastecimento, oferecendo produtos seguros, sustentáveis e de alta qualidade. Temos escala, diversidade produtiva e capacidade para atender aos requisitos específicos da Coreia do Sul, contribuindo para a previsibilidade do fornecimento e para a segurança alimentar do país”, afirmou Santin.
Entre os avanços apresentados esteve o reconhecimento de todo o território brasileiro pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livre de febre aftosa sem vacinação. O status reforça a evolução sanitária do país, a solidez de seus sistemas de vigilância e a confiabilidade do Brasil como fornecedor internacional de proteína animal.
A Coreia do Sul ocupa posição estratégica no comércio internacional de alimentos. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país foi o quinto maior importador mundial de carne suína em 2025, com 723 mil toneladas em equivalente-carcaça.
A presença brasileira nesse mercado vem avançando. Entre janeiro e agosto de 2026, a Coreia do Sul importou 139,267 mil toneladas de carne de frango do Brasil, crescimento de 42,1% em relação ao mesmo período de 2025. A receita gerada pelos embarques alcançou US$ 304,714 milhões, alta de 61,8%. Apenas em agosto, foram exportadas 17,335 mil toneladas, avanço de 13,2%, com receita de US$ 37,447 milhões, crescimento de 15,1%.
As exportações brasileiras de carne suína para o mercado sul-coreano também apresentaram crescimento. Nos oito primeiros meses de 2026, os embarques totalizaram 19,798 mil toneladas, volume 33,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. A receita alcançou US$ 46,992 milhões, alta de 32,9%. Em agosto, foram exportadas 3,722 mil toneladas, crescimento de 41,7%, com receita de US$ 8,482 milhões, avanço de 34,3%.
Os resultados demonstram o fortalecimento da relação comercial entre os dois países e o espaço para ampliar a participação brasileira no abastecimento sul-coreano, tanto em carne de frango quanto em carne suína.
“A Coreia do Sul é um dos mercados consumidores mais relevantes e exigentes do mundo. O fortalecimento dessa parceria permite combinar a eficiência e a escala da produção brasileira com as necessidades de um mercado que valoriza segurança, qualidade e regularidade de fornecimento. É uma relação que pode avançar com ganhos para os dois países”, concluiu Santin.
Após as apresentações, o seminário foi encerrado com um encontro de relacionamento entre autoridades, representantes do setor produtivo e convidados locais. Promovida pela ABPA, com o apoio da ApexBrasil e da Embaixada do Brasil em Seul, a iniciativa integrou as ações internacionais das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck.