Exportações de carne suína se aproximam de 1,2 milhão de toneladas no acumulado de 2026

Volume embarcado entre janeiro e setembro cresce 6,2%; em setembro, vendas totalizaram 135 mil toneladas

 

São Paulo, 7 de outubro de 2026 – As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) chegaram a 1,192 milhão de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 6,2% em relação às 1,122 milhão de toneladas exportadas no mesmo período do ano passado, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

No mesmo período comparativo, a receita acumulada atingiu US$ 2,737 bilhões, avanço de 1,3% sobre os US$ 2,703 bilhões registrados no ano anterior.

Considerando apenas o mês de setembro, foram embarcadas 135 mil toneladas, volume 11% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 151,6 mil toneladas. A receita alcançou US$ 289,3 milhões, resultado 21,5% inferior aos US$ 368,4 milhões registrados em setembro do ano passado.

As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em setembro, com 25,691 mil toneladas, volume 47,7% inferior às 49,078 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Japão, com 15,916 mil toneladas (+38,9%, ante 11,458 mil toneladas); Chile, com 14,431 mil toneladas (+72%, ante 8,392 mil toneladas); China, com 11,418 mil toneladas (-16,4%, ante 13,665 mil toneladas); e Vietnã, com 7,392 mil toneladas (-23,2%, ante 9,627 mil toneladas).

Entre os destaques do mês também estão os embarques para a Argentina, que cresceram 73,8%, alcançando 7,312 mil toneladas; República Dominicana, com alta de 53,6%, para 2,129 mil toneladas; Peru, com avanço de 104,6%, para 1,054 mil toneladas; e África do Sul, com crescimento de 99,4%, totalizando 822 toneladas. A Malásia, mercado recentemente aberto para a carne suína brasileira, importou 1,918 mil toneladas em setembro.

“O resultado mensal ocorre sobre uma base elevada de comparação e em um cenário de pressão sobre os preços médios internacionais. Ainda assim, o desempenho acumulado permanece positivo com médias mensais acima de 130 mil toneladas e com crescimento superior a 6% em volume. Os avanços registrados em mercados como Japão, Chile e Argentina, além do início dos embarques para a Malásia, demonstram a diversificação e a competitividade da carne suína brasileira”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

No levantamento das exportações por Estado, Santa Catarina manteve a liderança em setembro, com 64,479 mil toneladas, volume 11,4% inferior às 72,784 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, com 33,779 mil toneladas (-5,5%, ante 35,763 mil toneladas); Paraná, com 22,737 mil toneladas (-10,1%, ante 25,305 mil toneladas); Mato Grosso, com 3,762 mil toneladas (-3,7%, ante 3,906 mil toneladas); e Minas Gerais, com 3,477 mil toneladas (+19,4%, ante 2,912 mil toneladas).

Exportações de carne de frango crescem 3,7% em setembro e superam 500 mil toneladas

Embarques geraram US$ 984,2 milhões no mês; no acumulado do ano, volume avançou 14% e receita cresceu 21%

 

São Paulo, 7 de outubro de 2026 – As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 500,3 mil toneladas em setembro, volume 3,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 482,3 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita alcançou US$ 984,2 milhões, resultado 14,7% superior aos US$ 857,9 milhões registrados em setembro do ano passado.

No acumulado de janeiro a setembro, os embarques chegaram a 4,421 milhões de toneladas, crescimento de 14% em relação às 3,877 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada atingiu US$ 8,673 bilhões, avanço de 21% sobre os US$ 7,166 bilhões registrados no ano anterior.

Os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino da carne de frango brasileira em setembro, com 45,9 mil toneladas, volume 23,3% superior às 37,2 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem a União Europeia, com 43,5 mil toneladas (+1.007%, ante 3,9 mil toneladas); China, com 40,9 mil toneladas (+79.663,1%, ante 51 toneladas); Arábia Saudita, com 38,3 mil toneladas (+7,4%, ante 35,7 mil toneladas); e Japão, com 33,6 mil toneladas (-7,7%, ante 36,4 mil toneladas).

As expressivas variações nos embarques para a China e a União Europeia refletem, especialmente, a baixa base comparativa de setembro de 2025, período influenciado pelas suspensões temporárias adotadas após o único registro de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade na história da produção comercial brasileira, ocorrência rapidamente superada no ano passado.

No caso da União Europeia, explica o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o resultado de setembro de 2026 inclui cargas produzidas e certificadas até 2 de setembro. A suspensão temporária da emissão de novos certificados entrou em vigor no dia 3, sem impedir o embarque dos produtos que já haviam cumprido essa etapa. A antecipação de volumes por exportadores e importadores também contribuiu para reduzir os efeitos imediatos da medida.

“O resultado de setembro mantém as exportações brasileiras em patamar elevado, com mais de 500 mil toneladas embarcadas e crescimento expressivo da receita. A comparação anual deve considerar que setembro de 2025 ainda foi influenciado pelas suspensões decorrentes da ocorrência de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, situação já superada. Ao mesmo tempo, a diversificação dos destinos e o trabalho de antecipação de embarques viabilizadas pelo trabalho dos Ministérios da Agricultura e Pecuária e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, contribuíram para preservar o desempenho neste ano”, analisa Santin.

No levantamento das exportações por Estado, o Paraná manteve a liderança em setembro, com 199,7 mil toneladas, volume 9,5% superior às 182,3 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 111 mil toneladas (-4,8%, ante 116,7 mil toneladas); Rio Grande do Sul, com 67,9 mil toneladas (+4,2%, ante 65,2 mil toneladas); São Paulo, com 28,3 mil toneladas (-9,1%, ante 31,1 mil toneladas); e Goiás, com 27,2 mil toneladas (+25,8%, ante 21,6 mil toneladas).

 

Semana Mundial do Ovo: consumo da proteína mais que dobra em 20 anos no Brasil

Consumo per capita deverá alcançar 301 unidades em 2026, crescimento de 111,5% em duas décadas; produção brasileira poderá atingir o recorde de 64,8 bilhões de unidades

 

São Paulo, 5 de outubro de 2026 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebra, ao longo desta semana, a Semana Mundial do Ovo, cujo ponto alto será o Dia Mundial do Ovo, comemorado nesta sexta-feira (9), com números que demonstram a crescente presença da proteína na alimentação dos brasileiros.

Celebrada internacionalmente, a data tem como propósito destacar a importância do ovo na alimentação, ampliar o conhecimento sobre seus atributos e reconhecer o trabalho de produtores, profissionais, empresas e demais elos responsáveis por levar o alimento à mesa da população.

No Brasil, a celebração ocorre em um momento de expansão da produção e do consumo. Conforme as projeções da ABPA, a produção brasileira deverá alcançar 64,8 bilhões de unidades em 2026, volume até 4,1% superior às 62,253 bilhões de unidades produzidas em 2025.

O consumo per capita também deverá estabelecer um novo patamar, passando de 288 unidades por habitante em 2025 para 301 unidades em 2026, crescimento de até 4,5%. Na prática, a média nacional projetada já se aproxima de seis ovos consumidos semanalmente por habitante.

A evolução do consumo brasileiro torna-se ainda mais expressiva quando observada em perspectiva histórica. Em 2006, o consumo per capita era de 142,3 ovos por habitante. Com a projeção de 301 unidades para 2026, o indicador terá crescido 111,5% em 20 anos, mais que dobrando no período.

A trajetória foi marcada por avanços sucessivos. O consumo chegou a 148 unidades em 2010, alcançou 191 unidades em 2015 e atingiu 251 unidades em 2020. Em 2025, chegou a 288 unidades por habitante, resultado 102,4% superior ao registrado em 2006.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a evolução reflete a consolidação do ovo como um alimento presente em diferentes momentos de consumo e acessível aos diversos perfis de famílias brasileiras.

“Em duas décadas, o consumo de ovos mais que dobrou no Brasil. Esse avanço demonstra a confiança da população em uma proteína versátil, nutritiva e acessível. Também é resultado de um amplo trabalho realizado pelo setor para difundir informações, diversificar produtos, aprimorar processos e ampliar a oferta de alimentos de qualidade à população”, destaca Santin.

O crescimento da demanda foi acompanhado pela modernização da cadeia produtiva. Ao longo dos últimos anos, o setor ampliou investimentos em tecnologia, genética, nutrição, ambiência, manejo, sanidade, bem-estar animal e biosseguridade, fortalecendo a capacidade brasileira de atender ao mercado interno.

A diversificação da oferta também contribuiu para ampliar as possibilidades de consumo. Além dos produtos tradicionais, o mercado brasileiro passou a contar com diferentes sistemas de produção, apresentações e produtos processados, acompanhando as demandas dos consumidores e da indústria de alimentos.

Perspectivas para 2027 – As primeiras projeções da ABPA indicam continuidade do crescimento. A produção brasileira poderá alcançar 66,5 bilhões de unidades em 2027, alta de até 2,6% em relação a 2026.

O consumo per capita poderá chegar a 312 ovos por habitante, crescimento de até 3,5% sobre a projeção de 2026. Caso o resultado se confirme, o consumo terá avançado 119,3% em comparação com 2006.

“As projeções mostram que o ovo continuará ampliando sua presença na alimentação dos brasileiros. Celebrar o Dia Mundial do Ovo é reconhecer essa evolução e, especialmente, o trabalho de uma cadeia produtiva tecnificada e comprometida com a sanidade, a qualidade e a segurança dos alimentos. São produtores e profissionais que trabalham diariamente para garantir o abastecimento e contribuir para a segurança alimentar do país”, conclui Santin.

 

ABPA destaca trabalho dos serviços oficiais após avaliação favorável da União Europeia sobre carne de aves

Relatório reconhece controles brasileiros; retomada das exportações depende da conclusão do processo regulatório europeu

Análise do presidente da ABPA, Ricardo Santin: https://drive.google.com/file/d/1dYnEd_QhueWOEoGl_ZsdhsWDrxozMdGa/view?usp=sharing

São Paulo, 29 de setembro de 2026 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) recebeu positivamente a publicação do relatório final da Comissão Europeia sobre a auditoria realizada no Brasil nas cadeias de carne de aves e mel. O documento considera que o sistema oficial brasileiro é capaz de oferecer as garantias exigidas pelas regras europeias relativas ao uso de antimicrobianos.

Para a ABPA, o resultado reconhece o trabalho conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelos Serviços Oficiais Estaduais, especialmente a atuação de suas equipes na estruturação dos procedimentos, na capacitação dos fiscais, na execução dos controles oficiais e na apresentação das evidências solicitadas durante a missão europeia. A entidade destaca também o diálogo técnico mantido pelo Mapa com as autoridades da União Europeia ao longo do processo.

“O relatório é um reconhecimento importante do trabalho sério e consistente do Ministério da Agricultura e Pecuária, das Secretarias Estaduais e de seus profissionais, em conjunto com a cadeia produtiva brasileira. A avaliação favorável demonstra a capacidade do nosso sistema oficial de oferecer as garantias requeridas pela União Europeia e representa um avanço concreto para a retomada das exportações de carne de aves”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA.

A publicação do relatório, contudo, ainda não autoriza a retomada dos embarques. A reinclusão do Brasil na lista de fornecedores depende da conclusão das etapas regulatórias europeias. O Mapa aguarda a apreciação do tema pelo Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (Scopaff), em reunião a ser definida pelas autoridades europeias.

A ABPA seguirá acompanhando o processo em articulação com o Mapa, os Serviços Oficiais Estaduais e o setor produtivo, com expectativa de que a avaliação técnica favorável permita avançar para a decisão sobre o restabelecimento do comércio.

 

ABPA e ApexBrasil projetam US$ 36,45 milhões em negócios na Expoalimentaria Peru

Ação contribui para o fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e o mercado peruano

São Paulo, 28 de setembro de 2026 – Terminou bem-sucedida a ação organizada pela  Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), durante a Expoalimentaria Peru 2026, realizada na semana passada, em Lima (Peru).

A partir dos encontros de negócios ocorridos apenas nos três dias de evento, as empresas projetam mais de US$ 36 milhões em negócios para os próximos 12 meses. Somente durante a feira, foram realizados US$ 2,87 milhões em negócios, com compradores e importadores de seis países.

É a segunda participação da ABPA na Expoalimentaria Peru. Neste ano, a associação contou com um espaço exclusivo de 80 m², dedicado à promoção internacional da proteína animal brasileira. A iniciativa reuniu as empresas Bello Alimentos, Netto Alimentos, Friato, MBRF, Somave, Jaguafrangos e Avenorte.

Além dos negócios, a participação da ABPA, em Lima, focou a promoção das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, com destaque para atributos como qualidade, segurança sanitária, sustentabilidade, escala e regularidade de fornecimento.

“Os resultados demonstram a importância da Expoalimentaria para a ampliação das relações comerciais entre o Brasil e o Peru. A presença de compradores de diferentes mercados reforça o interesse internacional pela proteína animal brasileira e abre novas oportunidades para nossas empresas exportadoras”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

O Peru é um mercado estratégico e cada vez mais relevante para as proteínas animais brasileiras. Entre janeiro e agosto de 2026, o Brasil exportou 40,7 mil toneladas de carne de frango ao país, com receita de US$ 68,5 milhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 59,9% no volume e de 57,8% na receita.

No mesmo período, foram embarcadas 12,7 mil toneladas de carne suína ao Peru, que geraram US$ 32 milhões. Os embarques cresceram 142% em volume e 112,2% em receita na comparação com janeiro a agosto de 2025.

ABPA celebra assinatura de protocolo para exportação de miúdos suínos à China

São Paulo, 26 de setembro de 2026 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a assinatura, pelas autoridades chinesas, do protocolo que amplia o acesso da carne suína brasileira ao mercado da China, com a inclusão de miúdos suínos entre os produtos autorizados para exportação ao país asiático.

A formalização é resultado de um longo trabalho de negociação conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) junto às autoridades chinesas e representa uma das mais relevantes ampliações recentes de acesso a mercado para a suinocultura brasileira.

De acordo com estimativas da ABPA, mais de 100 mil toneladas anuais de miúdos suínos brasileiros poderão ter destinação qualificada ao mercado chinês a partir do novo acesso. A expectativa é de que o direcionamento desses produtos a um mercado de maior valor agregado possa representar incremento superior a US$ 100 milhões em receita para o setor.

“É uma conquista de grande relevância para a suinocultura brasileira e resultado de um trabalho técnico consistente e muito bem conduzido pelo ministro André de Paula e por toda a equipe do Ministério da Agricultura e Pecuária, em permanente diálogo com as autoridades chinesas. Mais do que ampliar nossas possibilidades comerciais, este protocolo qualifica a destinação dos produtos brasileiros, agrega valor à produção e gera novas oportunidades para toda a cadeia”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

O Brasil mantém uma relação consolidada com o mercado chinês de carne suína. Entre 2013 e 2024, o país exportou 2,7 milhões de toneladas do produto para a China, que se consolidou ao longo dos últimos anos entre os principais destinos dos embarques brasileiros.

Até então, entretanto, o acesso brasileiro ao mercado chinês de miúdos era limitado. O estado de Santa Catarina estava autorizado a exportar determinados miúdos externos, como pés, orelhas e rabos, mas não miúdos internos. Somente para o estado catarinense, a ABPA estima potencial de destinação de 65,9 mil toneladas anuais de miúdos internos ao mercado chinês com o novo protocolo.

No Rio Grande do Sul, as estimativas da ABPA apontam potencial de mais de 40 mil toneladas anuais de miúdos suínos para o mercado chinês, além das oportunidades relacionadas à carne suína com osso. Somados, os potenciais identificados para Santa Catarina e Rio Grande do Sul superam 100 mil toneladas anuais de miúdos.

“Estamos falando de produtos que já têm valor e encontram destinação em outros mercados, mas que possuem demanda especialmente forte na China. O ganho está justamente na qualificação dessa destinação. Há uma complementaridade muito importante entre os hábitos de consumo brasileiro e chinês, que permite melhorar o aproveitamento da carcaça e agregar receita à produção. Estimamos que esse movimento possa representar mais de US$ 100 milhões adicionais para o setor”, ressalta Santin.

Os entendimentos técnicos para a revisão do protocolo avançaram ao longo dos últimos anos, em um trabalho desenvolvido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária junto às autoridades chinesas.

Em maio deste ano, durante missão oficial brasileira a Pequim, o ministro André de Paula participou de reunião bilateral com autoridades chinesas, quando foram confirmados os termos técnicos do protocolo revisado para carne suína e subprodutos, abrindo caminho para a formalização agora concretizada.

O avanço ocorre também em um contexto de fortalecimento do status sanitário brasileiro. Em maio de 2025, o Brasil recebeu da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o reconhecimento de todo o território nacional como livre de febre aftosa sem vacinação, ampliando as possibilidades de acesso internacional da produção brasileira.

“A relação entre Brasil e China foi construída sobre confiança, segurança sanitária e complementaridade. Esta assinatura coroa um trabalho de longo prazo do Ministério da Agricultura e Pecuária e das autoridades chinesas. É uma conquista construída com capacidade técnica, persistência e diálogo, e que chega agora a um resultado concreto. O setor brasileiro está preparado para transformar este novo acesso em comércio, agregação de valor e geração de renda”, conclui Santin.

ABPA & ApexBrasil promovem ação na Expoalimentaria Peru

Ampliação das relações comerciais com o mercado peruano está na pauta de ação.

 

São Paulo, 21 de setembro de 2026 –  A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), promoverá uma ampla ação de promoção de negócios em meio à Expoalimentaria Peru, uma das maiores feiras de alimentos da região andina, programada entre 23 e 25 de setembro, em Lima (Peru).

No espaço exclusivo da proteína animal do Brasil no evento estarão empresas exportadoras do setor, como Bello Alimentos, Netto Alimentos, Friato, MBRF, Somave, Jaguafrangos e Avenorte.

Na iniciativa organizada por meio das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, além dos encontros de negócios, o espaço do setor será dedicado à divulgação dos atributos da proteína animal de aves, suínos, ovos do Brasil, como qualidade, sanidade e sustentabilidade. A difusão ocorrerá por meio da distribuição de materiais promocionais, com informações setoriais e os contatos das empresas exportadoras.

“A Expoalimentaria é uma importante oportunidade para avançar ainda mais na parceria com o mercado peruano, um dos mais relevantes da América do Sul e com perspectivas de fortalecimento em parcerias em prol da segurança alimentar local, em complementariedade à produção local”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Com consumo per capita que supera os 50 quilos de carne de frango anuais, o Peru é, hoje, um dos mais importantes destinos das exportações avícolas do Brasil.  Ao todo, o país importou, entre janeiro e julho, 35,4 mil toneladas de carne de frango e  cerca de 255 toneladas em genética.  As receitas das exportações para o país andino se aproximaram nos sete primeiros meses deste ano, da marca de US$ 70 milhões.

 

SOBRE A ABPA – A ABPA é a representação político-institucional da avicultura e da suinocultura do Brasil. Congrega mais de 140 empresas e entidades dos vários elos das cadeias produtivas, responsáveis por uma pauta exportadora superior a US$ 12 bilhões. Em parceria com a ApexBrasil, a entidade gerencia as marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork e promove ações de imagem e comerciais em mercados estratégicos, destacando atributos como qualidade, status sanitário e sustentabilidade da produção brasileira.

 

SOBRE A APEXBRASIL – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira.

Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.

A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

 

SOBRE AS MARCAS SETORIAIS – Os projetos setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork são mantidos pela ABPA em parceria com a ApexBrasil com o objetivo de promover, no mercado internacional, as carnes de frango, suínos e patos, os ovos e o material genético avícola produzidos no Brasil.

Por meio da participação em feiras, realização de workshops e outras ações especiais de promoção comercial, os projetos destacam atributos desses setores produtivos — como qualidade, status sanitário e sustentabilidade da produção —, valorizam as marcas internacionais dos produtos e fomentam novos negócios para os exportadores brasileiros. Cerca de 62 empresas participam atualmente dos projetos. Informações sobre como fazer parte das marcas setoriais podem ser obtidas pelo e-mail isis.sardella@abpa-br.org.

Em Tóquio, ABPA promove experiência gastronômica com importadores e stakeholders japoneses

Ação busca fortalecer relações com o segundo maior destino das exportações de carne de frango, carne suína e de ovos em 2026; ação teve, entre seus objetivos, buscar expansão do envio de carne suína brasileira ao mercado japonês

 

São Paulo, 17 de setembro de 2026 – Para fortalecer laços com um dos mais tradicionais destinos da proteína animal do Brasil, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) promoveu uma ação gastronômica com importadores e stakeholders japoneses na noite desta quarta-feira (16), em Tóquio.

Realizada em uma filial da rede de churrascarias brasileira Barbacoa, na capital japonesa, a iniciativa contou com o serviço de cortes e pratos à base de carne de frango e de carne suína produzidas no Brasil.

A ação trouxe à pauta, entre outros temas, a oportunidade de expandir o comércio de carne suína do Brasil com o Japão.  Atualmente, as autoridades brasileiras buscam o reconhecimento de estados extra-Santa Catarina (único autorizado a embarcar o produto para o destino) como livre de aftosa sem vacinação (status já alcançado junto à Organização Mundial de Saúde Animal, e que também é exigido pelas autoridades japonesas).

O evento com a presença do Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura brasileiro, Augusto Billi, além de representantes da Embaixada Brasileira em Tóquio e de empresas exportadoras de proteínas animais para o destino asiático.

Atualmente, o Japão é o segundo maior importador de carne de frango, de carne suína e de ovos brasileiros. Ao longo dos oito primeiros meses de 2026 (janeiro a agosto), o país importou 451,9 mil toneladas  (sendo 322,2 mil toneladas de carne de frango, 127,2 mil toneladas de carne suína e 2,5 mil toneladas de ovos), gerando receita total de US$ 1,268 bilhão no período.

“Foi uma ótima oportunidade de integração entre os principais importadores de produtos brasileiros com as empresas e os entes brasileiros.  A relação entre os dois países é marcada pela tradição, seja em relação aos laços culturais como também comerciais, já que o mercado japonês demanda nossos produtos há mais de três décadas.  É uma relação que reforça a posição brasileira em relação aos mais elevados padrões de qualidade, sanitário e de confiabilidade em oferta e customização em proteínas animais”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA promove diálogo sobre parceria com Coreia do Sul para a segurança alimentar, em Seul

Ação realizada com o apoio da ApexBrasil e da Embaixada do Brasil destaca a complementaridade entre os países, os avanços sanitários e a capacidade brasileira de contribuir para o abastecimento sul-coreano

 

São Paulo, 16 de setembro de 2026 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e da Embaixada do Brasil em Seul,  realizou nesta segunda-feira (14) o seminário bilateral “South Korea–Brazil: Improving a Successful Partnership in Food Security”, na capital sul-coreana.

O encontro reuniu autoridades, representantes do setor produtivo e outros públicos estratégicos para discutir o fortalecimento da parceria entre Brasil e Coreia do Sul no comércio de proteína animal, com foco na segurança alimentar e na complementaridade entre a produção sul-coreana e a capacidade brasileira de fornecimento.

O reconhecimento dos demais estados brasileiros como Livre de Aftosa Sem Vacinação também foi pauta do encontro – atualmente, somente Santa Catarina detém este status junto às autoridades sul-coreanas, que é requisito obrigatório para exportações de carne suína ao destino.

A programação contou com apresentações do ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil em Seul, Romero Gonçalves Ferreira Maia Filho; do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Augusto Billi; e do presidente da ABPA, Ricardo Santin.

As apresentações destacaram a importância do diálogo permanente entre os setores público e privado dos dois países, o papel do comércio internacional na diversificação das fontes de abastecimento e a contribuição que fornecedores confiáveis podem oferecer para a previsibilidade e a segurança das cadeias alimentares.

Em sua apresentação, Santin abordou a complementaridade entre Brasil e Coreia do Sul e ressaltou a capacidade da produção brasileira de atender às especificações sanitárias, técnicas e comerciais exigidas pelo mercado sul-coreano.

“O Brasil não busca substituir a produção local. Nosso papel é complementar o abastecimento, oferecendo produtos seguros, sustentáveis e de alta qualidade. Temos escala, diversidade produtiva e capacidade para atender aos requisitos específicos da Coreia do Sul, contribuindo para a previsibilidade do fornecimento e para a segurança alimentar do país”, afirmou Santin.

Entre os avanços apresentados esteve o reconhecimento de todo o território brasileiro pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livre de febre aftosa sem vacinação. O status reforça a evolução sanitária do país, a solidez de seus sistemas de vigilância e a confiabilidade do Brasil como fornecedor internacional de proteína animal.

A Coreia do Sul ocupa posição estratégica no comércio internacional de alimentos. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país foi o quinto maior importador mundial de carne suína em 2025, com 723 mil toneladas em equivalente-carcaça.

A presença brasileira nesse mercado vem avançando. Entre janeiro e agosto de 2026, a Coreia do Sul importou 139,267 mil toneladas de carne de frango do Brasil, crescimento de 42,1% em relação ao mesmo período de 2025. A receita gerada pelos embarques alcançou US$ 304,714 milhões, alta de 61,8%. Apenas em agosto, foram exportadas 17,335 mil toneladas, avanço de 13,2%, com receita de US$ 37,447 milhões, crescimento de 15,1%.

As exportações brasileiras de carne suína para o mercado sul-coreano também apresentaram crescimento. Nos oito primeiros meses de 2026, os embarques totalizaram 19,798 mil toneladas, volume 33,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. A receita alcançou US$ 46,992 milhões, alta de 32,9%. Em agosto, foram exportadas 3,722 mil toneladas, crescimento de 41,7%, com receita de US$ 8,482 milhões, avanço de 34,3%.

Os resultados demonstram o fortalecimento da relação comercial entre os dois países e o espaço para ampliar a participação brasileira no abastecimento sul-coreano, tanto em carne de frango quanto em carne suína.

“A Coreia do Sul é um dos mercados consumidores mais relevantes e exigentes do mundo. O fortalecimento dessa parceria permite combinar a eficiência e a escala da produção brasileira com as necessidades de um mercado que valoriza segurança, qualidade e regularidade de fornecimento. É uma relação que pode avançar com ganhos para os dois países”, concluiu Santin.

Após as apresentações, o seminário foi encerrado com um encontro de relacionamento entre autoridades, representantes do setor produtivo e convidados locais. Promovida pela ABPA, com o apoio da ApexBrasil e da Embaixada do Brasil em Seul, a iniciativa integrou as ações internacionais das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck.

Exportações de ovos crescem 9,1% em agosto e alcançam 2,3 mil toneladas

São Paulo, 10 de setembro de 2026 – As exportações brasileiras de ovos, considerando produtos in natura e processados, totalizaram 2,322 mil toneladas em agosto, volume 9,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 2,129 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita obtida com as vendas internacionais chegou a US$ 4,868 milhões, resultado 15% inferior aos US$ 5,729 milhões registrados em agosto de 2025.

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações alcançaram 19,982 mil toneladas, volume 38,1% menor que as 32,303 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. A receita acumulada totalizou US$ 43,903 milhões, retração de 41,7% em relação aos US$ 75,295 milhões registrados nos oito primeiros meses de 2025.

O Chile foi o principal destino das exportações brasileiras de ovos em agosto, com 1,213 mil toneladas, volume 605,1% superior às 172 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Vietnã, com 275 toneladas; Serra Leoa, com 160 toneladas; México, com 144 toneladas (-52,6%); e Japão, com 140 toneladas (-75,8%).

“O resultado de agosto mostra uma recuperação dos embarques de ovos brasileiros em diferentes mercados. O desempenho do Chile e o início de vendas para novos destinos no comparativo mensal reforçam a capacidade do setor de diversificar suas exportações. Ao mesmo tempo, o acumulado permanece abaixo do resultado excepcional registrado em 2025, quando houve uma conjuntura internacional atípica, especialmente no mercado norte-americano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.