Produção e consumo de proteínas animais avançam em 2026, projeta ABPA

Exportações de carne de frango e carne suína devem crescer até 10,3% e 5,9%, respectivamente; primeiras projeções indicam nova expansão em 2027

 

São Paulo, 28 de julho de 2026 – A produção brasileira de carne de frango, carne suína e ovos deverá encerrar 2026 em níveis superiores aos registrados no ano passado. O crescimento será acompanhado pela ampliação da oferta no mercado interno e do consumo per capita das três proteínas. As novas projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) foram apresentadas hoje, durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo (SP).

Entre os setores analisados, a produção de carne de frango poderá crescer até 5,6% neste ano. Para a carne suína, a elevação projetada chega a 5%, enquanto a produção de ovos deverá avançar até 4,1%. No comércio internacional, os embarques de carne de frango e carne suína poderão crescer até 10,3% e 5,9%, respectivamente.

As projeções também indicam que o avanço das exportações ocorrerá simultaneamente ao aumento da oferta ao consumidor brasileiro. A disponibilidade interna de carne de frango deverá crescer até 3,1% em 2026, enquanto a de carne suína poderá avançar até 4,6%. O consumo per capita de ovos, por sua vez, deverá crescer até 4,5%.

“As projeções indicam crescimento da produção e do consumo per capita das três proteínas. Também teremos maior disponibilidade interna de carne de frango e carne suína, simultaneamente ao avanço das exportações dos dois setores”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

CARNE DE FRANGO – A produção brasileira deverá ficar entre 16 milhões e 16,150 milhões de toneladas em 2026. No limite superior da projeção, o resultado representará crescimento de até 5,6% em relação às 15,289 milhões de toneladas produzidas em 2025.

As exportações poderão alcançar 5,875 milhões de toneladas, volume até 10,3% superior às 5,324 milhões de toneladas embarcadas no ano passado.

Ao mesmo tempo, a disponibilidade do produto no mercado brasileiro deverá atingir aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, com crescimento de até 3,1% sobre as 9,965 milhões de toneladas de 2025.

O consumo per capita deverá chegar a até 48,1 quilos por habitante em 2026, ante 46,7 quilos no ano passado, também com alta de até 3,1%.

Para 2027, as primeiras projeções apontam continuidade do crescimento. A produção poderá alcançar até 16,600 milhões de toneladas, com elevação de até 2,8% sobre 2026. As exportações poderão chegar a 6,050 milhões de toneladas, alta de até 3%.

A disponibilidade interna é estimada em aproximadamente 10,550 milhões de toneladas, enquanto o consumo per capita poderá alcançar 49,4 quilos por habitante, avanços de até 2,7%.

CARNE SUÍNA – A produção nacional poderá totalizar até 5,870 milhões de toneladas em 2026, alta de até 5% sobre as 5,592 milhões de toneladas registradas em 2025.

Os embarques internacionais poderão crescer até 5,9%, passando de 1,510 milhão de toneladas em 2025 para até 1,600 milhão de toneladas em 2026.

No mercado interno, a disponibilidade da proteína deverá avançar até 4,6%, alcançando aproximadamente 4,270 milhões de toneladas, frente às 4,082 milhões de toneladas de 2025. O consumo per capita poderá chegar a 20 quilos por habitante, ante 19,1 quilos no ano passado.

Para 2027, a ABPA projeta produção de até 6,050 milhões de toneladas e exportações de até 1,700 milhão de toneladas, com altas de até 3,1% e 6,3%, respectivamente.

A disponibilidade doméstica deverá ficar próxima de 4,350 milhões de toneladas, enquanto o consumo per capita poderá alcançar 20,4 quilos por habitante, crescimentos de até 1,9%.

OVOS – A produção brasileira deverá atingir 64,8 bilhões de unidades em 2026, volume até 4,1% superior às 62,253 bilhões de unidades produzidas em 2025.

O consumo per capita também seguirá em elevação, passando de 288 unidades por habitante no ano passado para 301 unidades em 2026, crescimento de até 4,5%.

As exportações deverão totalizar 30 mil toneladas, retração de até 26,6% em relação às 40.894 toneladas embarcadas em 2025.

Para 2027, a produção nacional de ovos poderá alcançar 66,5 bilhões de unidades, com crescimento de até 2,6%. As exportações deverão voltar a avançar, chegando a 34,5 mil toneladas, alta de até 15%. O consumo per capita poderá atingir 312 unidades por habitante, crescimento de até 3,5%.

“Os números indicam continuidade do crescimento em 2027. As primeiras projeções apontam avanço da produção das três proteínas, além de novas altas nas exportações de carne de frango, carne suína e ovos”, conclui Santin.

Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões

Em 2025, Brasil produziu 5,592 milhões de toneladas de carne suína e exportou 1,510 milhão de toneladas para 94 países_

 

Vídeo com o presidente da ABPA,  Ricardo Santin: https://drive.google.com/file/d/1Ei7ocff1smGaYlrm-_8QdFVOv0t5dkp5/view?usp=drivesdk

 

São Paulo, 24 de julho de 2026 – Celebrado nesta sexta-feira, 24 de julho, o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.

Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.

Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.

Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos.

“Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional.

“A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.

SIAVS 2026 receberá a maior ação de promoção internacional da ABPA e ApexBrasil

Iniciativa reunirá 33 agroindústrias brasileiras, rodada internacional de negócios e espaço gastronômico para impulsionar as exportações de proteína animal

 

São Paulo, 20 de julho de 2026 – O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026) será palco da maior ação de promoção internacional realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em 2026. A iniciativa reunirá 33 agroindústrias exportadoras brasileiras em um espaço de 738 metros quadrados, especialmente estruturado para fortalecer negócios, ampliar relacionamentos comerciais e promover a proteína animal brasileira junto a compradores internacionais.

A ação reunirá empresas dos segmentos de carne de frango, carne suína, ovos, genética avícola e carne de pato oferecendo uma plataforma integrada para geração de negócios, prospecção comercial e fortalecimento da imagem internacional dos produtos brasileiros.

Participam da iniciativa as empresas AB Mauri, Netto, Agrosul, Grupo Alvorada, Mauricéa, Coasul, Cogran, Adoro, Frango Rico, Rivelli, Flamboiã, Baita, Vossko, Friatto, Villa Germania, Naturovos, Mantiqueira, Granja Faria, Avivar, Pif Paf, Dália, Master, Palmali, Frigoestrela, Dom Porquito, Rudolph, Rainha da Paz, Saudali, Gran Corte, Suinco, Ecofrigo, Frivatti e Nutribrás.

Como novidade desta edição, a ação contará, pela primeira vez, com uma área de degustação gastronômica, coordenada pelo chef Marcelo Bortolon, que preparará petiscos à base de carne de frango, carne suína, carne de pato e ovos, proporcionando aos visitantes uma experiência que evidencia a qualidade, a versatilidade e os atributos das proteínas animais produzidas no Brasil.

Outro destaque será a realização de uma rodada internacional de negócios, que promoverá encontros entre representantes das agroindústrias brasileiras e compradores convidados de diversos mercados, ampliando oportunidades comerciais e fortalecendo o relacionamento com importadores estratégicos.

Ação é parte de um conjunto de iniciativas estruturadas pela parceria entre a ABPA e a ApexBrasil para a promoção dos setores em meio ao SIAVS.  Uma destas iniciativas é o Projeto Imagem, que trará para o evento 30 jornalistas de 24 países – incluindo Américas, Europa, Ásia e África.  Na iniciativa voltada para o fortalecimento da imagem da proteína animal do Brasil junto a mercados estratégicos, uma agenda especialmente estruturada destacará pontos que fundamentam o setor, como a qualidade produtiva, a sanidade animal e a sustentabilidade.

Outra iniciativa é o Projeto Formadores de Opinião, que viabilizará a participação de 19 stakeholders de 12 países relevantes para a proteína animal do Brasil, em encontros específicos em meio à programação do SIAVS.  Em objetivo semelhante, porém, com foco em negócios, acontecerá o Projeto Comprador, com a viabilização da vinda de importadores de países que figuram entre os grandes destinos de exportação da proteína animal brasileira.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a ação reforça o papel do SIAVS como uma das principais plataformas internacionais de negócios para a proteína animal.

“O SIAVS já se consolidou como um dos mais importantes encontros mundiais da proteína animal. Reunir, em um mesmo ambiente, dezenas de agroindústrias brasileiras e compradores de diversos continentes cria uma oportunidade única para ampliar negócios, fortalecer relacionamentos comerciais e apresentar ao mundo os diferenciais da nossa produção. Esta ação traduz exatamente o compromisso da ABPA e da ApexBrasil em apoiar a internacionalização das empresas brasileiras e ampliar a presença da proteína animal do Brasil nos mercados globais”, destaca.

Realizado entre os dias 4 e 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo, o SIAVS deverá reunir milhares de visitantes, empresários, autoridades, especialistas e compradores internacionais, consolidando-se como o principal ponto de encontro da cadeia de proteína animal da América Latina.

SOBRE A ABPA – A ABPA é a representação político-institucional da avicultura e da suinocultura do Brasil. Congrega mais de 140 empresas e entidades dos vários elos da cadeia produtiva, responsáveis por uma pauta exportadora superior a US$ 12 bilhões. Sob a tutela da ABPA está a gestão, em parceria com a ApexBrasil, das cinco marcas setoriais das exportações brasileiras de aves, ovos e suínos: Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork.

SOBRE A APEXBRASIL – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

SOBRE AS MARCAS SETORIAIS – Os Projetos Setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork são mantidos pela ABPA em parceria com a ApexBrasil, com o objetivo de promover, junto ao mercado internacional, as carnes de frango, suína, pato, ovos e material genético produzidos no Brasil. Por meio da participação em feiras, realização de workshops e outras ações especiais de promoção comercial, os projetos valorizam atributos destes setores produtivos – como a qualidade, o status sanitário e a sustentabilidade da produção – e fortalecem as marcas internacionais dos produtos brasileiros. Atualmente, cerca de 62 empresas participam dos projetos setoriais. Informações sobre como integrar os projetos podem ser obtidas pelo e-mail isis.sardella@abpa-br.org.

Exportações de carne suína mantém alta histórica no primeiro semestre

Embarques acumulados crescem 10% em volume e 7,9% em receita; desempenho reforça perspectiva de novo recorde para 2026

 

São Paulo, 06 de julho de 2026 – As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 132,4 mil toneladas em junho, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 3,5% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 137,2 mil toneladas.

A receita das exportações alcançou US$ 312,8 milhões, resultado 8,4% inferior ao obtido em junho de 2025, quando foram registrados US$ 341,7 milhões.

Apesar do ajuste observado em junho, o setor encerrou o primeiro semestre de 2026 com o melhor desempenho da história das exportações brasileiras de carne suína. Entre janeiro e junho, os embarques alcançaram 794,2 mil toneladas, volume 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 722 mil toneladas.

Em receita, o crescimento acumulado alcança 7,9%, com US$ 1,859 bilhão entre janeiro e junho deste ano, frente aos US$ 1,723 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras em junho, as Filipinas permaneceram na liderança, com 23,5 mil toneladas embarcadas (-30,4%). Em seguida aparecem Japão, com 17,2 mil toneladas (+33,8%), Chile, com 11,7 mil toneladas (+3,1%), China, com 11,4 mil toneladas (-26,5%), Hong Kong, com 8 mil toneladas (+1,4%), México, com 6,9 mil toneladas (-4,8%), Singapura, com 5,9 mil toneladas (-35,4%), Argentina, com 5,9 mil toneladas (+46,5%), Vietnã, com 5,8 mil toneladas (+1,5%) e Uruguai, com 4,7 mil toneladas (-3,3%).

No desempenho por estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional, com 65,2 mil toneladas embarcadas em junho (-6,9%), seguido por Rio Grande do Sul, com 31,4 mil toneladas (-4,7%), Paraná, com 20,7 mil toneladas (+3,2%), Minas Gerais, com 4,1 mil toneladas (+26,3%) e Mato Grosso, com 4 mil toneladas (+23,3%).

“Embora junho tenha registrado um ajuste pontual em relação ao mesmo período do ano passado, o desempenho do primeiro semestre confirma a solidez das exportações brasileiras de carne suína. O setor segue ampliando sua presença internacional por meio de uma estratégia cada vez mais diversificada, reduzindo a dependência de mercados específicos e fortalecendo sua atuação em destinos de maior valor agregado. Os resultados acumulados reforçam nossa expectativa de um novo ano histórico para a suinocultura brasileira”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 

Exportações de carne de frango fecham primeiro semestre com recorde histórico em volume e receita

Embarques de junho crescem 40,6% e consolidam melhor desempenho da história das exportações brasileiras para um primeiro semestre

 

São Paulo, 06 de julho de 2026 – As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 482,8 mil toneladas em junho, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume supera em 40,6% o registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 343,4 mil toneladas.

A receita obtida com as exportações alcançou US$ 985,5 milhões, resultado 54,7% superior ao registrado em junho do ano passado, quando foram contabilizados US$ 637 milhões.

Impulsionados pelo desempenho de junho, os embarques brasileiros encerraram o primeiro semestre de 2026 com o melhor resultado da história das exportações brasileiras de carne de frango, tanto em volume quanto em receita. Entre janeiro e junho, os embarques alcançaram 2,936 milhões de toneladas, número 12,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 2,600 milhões de toneladas.

Em receita, o crescimento acumulado alcança 17%, com US$ 5,700 bilhões entre janeiro e junho deste ano, frente aos US$ 4,871 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras em junho, a China manteve a liderança, com 50,1 mil toneladas embarcadas (+12.248,8% em relação ao mesmo período do ano anterior). Na sequência aparecem Japão, com 46,6 mil toneladas (-0,9%), Emirados Árabes Unidos, com 46,2 mil toneladas (-5,1%), Arábia Saudita, com 33,1 mil toneladas (-1,0%), União Europeia, com 28 mil toneladas (+250,7%), África do Sul, com 26,3 mil toneladas (+946,3%), México, com 25,4 mil toneladas (+728,8%), Coreia do Sul, com 18,5 mil toneladas (+7.819,7%), Filipinas, com 12,5 mil toneladas (+330,2%) e Singapura, com 12 mil toneladas (-19,4%). Vale lembrar que parte das elevadas variações percentuais registradas em alguns mercados decorre da baixa base de comparação de junho de 2025, período impactado pelas restrições temporárias decorrentes do único caso, já superado, de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no Brasil.

No desempenho por estados exportadores, o Paraná manteve a liderança nacional, com 199,3 mil toneladas embarcadas em junho (+48,2%), seguido por Santa Catarina, com 103,3 mil toneladas (+35,2%), Rio Grande do Sul, com 56,7 mil toneladas (+40,1%), São Paulo, com 29,9 mil toneladas (+40,0%) e Goiás, com 29,4 mil toneladas (+55,4%).

“Os resultados do primeiro semestre foram conquistados em um ambiente marcado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos desafios logísticos decorrentes desse contexto, especialmente nas rotas marítimas associadas ao Estreito de Ormuz. Mesmo diante desse cenário, o Brasil ampliou significativamente sua presença em mercados estratégicos e de valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China, ao mesmo tempo em que manteve forte presença no Oriente Médio e expandiu oportunidades em mercados emergentes. O desempenho de junho, embora influenciado por uma base comparativa menor frente à ocorrência já superada de IAAP no Brasil, reforça a diversificação da pauta exportadora brasileira, a competitividade da nossa cadeia produtiva e consolida bases sólidas para mais um ano de resultados históricos nas exportações de carne de frango”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Dia latino-americano do frango mobiliza toda a América Latina hoje

América Latina produz 31,5 milhões de toneladas de carne de frango e responde por 29,4% da produção mundial.

03 de julho de 2026 – Produtores, trabalhadores, técnicos, empresas, entidades setoriais e consumidores de toda a América Latina e do Caribe celebram hoje o Dia Latino-Americano do Frango, data dedicada ao reconhecimento da contribuição da avicultura para a segurança alimentar, a geração de empregos, o desenvolvimento econômico e o abastecimento da região.

Comemorada anualmente na primeira sexta-feira de julho, a data reúne iniciativas em diversos países para destacar o papel da cadeia avícola na produção de alimentos e no desenvolvimento social e econômico latino-americano.

Os dados consolidados no Relatório da Carne de Frango 2026, elaborado pelo Instituto Latino-Americano do Frango (ILP), vinculado à Associação Latino-Americana de Avicultura (ALA), evidenciam a dimensão alcançada pelo setor.

Em 2025, a América Latina e o Caribe produziram 31,5 milhões de toneladas de carne de frango, volume equivalente a 57,6% de toda a produção das Américas e 29,4% da produção mundial.

Na prática, quase três em cada dez quilos de carne de frango produzidos no planeta têm origem na América Latina e no Caribe.

A trajetória de crescimento também evidencia a capacidade de resposta da avicultura regional. Entre 2010 e 2025, a produção aumentou 40,4%, passando de **22,5 milhões para 31,5 milhões de toneladas.

Esse desempenho superou o crescimento registrado no mundo (35,8%) e no conjunto das Américas (36,1%).

A região também ocupa posição estratégica no comércio internacional. Em 2025, as exportações latino-americanas alcançaram aproximadamente *5,74 milhões de toneladas, equivalentes a **39,4% das exportações mundiais* e *64,6% de todos os embarques realizados pelas Américas*.

Produção voltada para alimentar a própria região

Embora a América Latina seja um dos principais polos exportadores de carne de frango do mundo, a maior parte da produção permanece nos mercados regionais.

Em 2025, o consumo alcançou *27,4 milhões de toneladas, com média próxima de 41 quilos por habitante ao ano.

Os indicadores demonstram a presença cotidiana da carne de frango na alimentação dos latino-americanos e reforçam seu papel como uma proteína de alta qualidade, acessível, versátil e disponível para diferentes perfis de consumidores.

“O Dia Latino-Americano do Frango é uma oportunidade para reconhecer as milhares de famílias que trabalham diariamente nesta cadeia produtiva, enfrentando grandes desafios, e tornam possível que centenas de milhões de pessoas tenham acesso a uma proteína de qualidade, fundamental para a segurança alimentar. Hoje celebramos o alimento, mas, principalmente, aqueles que o produzem e toda a contribuição social e econômica gerada por essa atividade”, afirma Maria del Rosário Penedo de Falla, presidente da ALA.

 

Do produtor à mesa

Por trás de cada prato de frango existe uma ampla rede formada por produtores, trabalhadores das granjas, médicos-veterinários, técnicos, especialistas em nutrição, colaboradores das agroindústrias, distribuidores, comerciantes e profissionais de diversas áreas.

A atuação coordenada dessa cadeia permite manter o abastecimento dos mercados, ampliar o acesso aos alimentos e gerar oportunidades em comunidades rurais e urbanas.

Por isso, a celebração destaca não apenas as qualidades do produto, mas também a importância de todos os profissionais que trabalham diariamente para que a carne de frango chegue com qualidade, sanidade e regularidade aos lares latino-americanos.

 

Perspectivas para o setor

Os resultados do relatório indicam que a carne de frango continuará ocupando posição central no sistema alimentar regional.

O crescimento da produção acima da média mundial, o elevado consumo interno e a expressiva participação no comércio internacional demonstram a capacidade do setor de atender simultaneamente às necessidades da população da região e à demanda de outros mercados.

Nos próximos anos, o desafio será sustentar essa expansão com ganhos de produtividade, sanidade, biosseguridade, inovação, eficiência no uso dos recursos e capacidade de adaptação às novas demandas dos consumidores.

O fortalecimento da produção local também será determinante para ampliar a disponibilidade de alimentos e reduzir vulnerabilidades em uma região marcada por diferentes realidades econômicas, sociais e produtivas.

ABPA e ApexBrasil lançam campanha internacional para promover a proteína animal brasileira durante a Copa

Ação alcançará 651 pontos de mídia nos Estados Unidos, Canadá e México, com conteúdos em inglês e espanhol

 

São Paulo, 16 de junho de 2026 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), está promovendo uma ampla ação internacional de promoção da proteína animal brasileira nos países que recebem a Copa deste ano.

A campanha será veiculada entre os dias 11 de junho e 22 de julho, com presença em 651 pontos de mídia distribuídos entre Estados Unidos, Canadá e México, alcançando consumidores e turistas em algumas das principais cidades da América do Norte.

A ação integra a estratégia de fortalecimento da imagem internacional das proteínas animais produzidas no Brasil, destacando atributos reconhecidos globalmente, como qualidade, segurança alimentar, sustentabilidade e capacidade de abastecimento.

Nos Estados Unidos, a campanha estará presente em 190 pontos de comunicação, concentrados principalmente em Nova Iorque, incluindo outdoors, táxis, lojas de conveniência, hotéis, bares, restaurantes, academias e elevadores corporativos. No Canadá, a ação alcançará 459 pontos em Toronto e Vancouver, com presença em outdoors, aeroportos, metrôs, trens, pontos de ônibus, táxis, centros comerciais e estabelecimentos de alimentação. No México, a campanha será veiculada em dois outdoors instalados em avenidas de grande circulação da Cidade do México.

Como parte da iniciativa, os materiais veiculados contarão com QR Codes que direcionarão o público para conteúdos digitais exclusivos em inglês e espanhol. Entre eles está um vídeo institucional especialmente desenvolvido para a campanha, que associa momentos de celebração, convivência e integração entre diferentes culturas ao consumo de carne de frango, carne suína e ovos produzidos no Brasil.  Veja o link do vídeo em português:  https://youtube.com/shorts/8v9X8VsOpiU?feature=share

Além da presença física nos países-sede, a campanha também contará com uma ampla estratégia digital, por meio das redes sociais das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork e Brazilian Egg, ampliando o alcance das mensagens junto aos consumidores internacionais.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a realização da campanha em um período de grande atenção internacional oferece uma oportunidade única para fortalecer a imagem da proteína animal brasileira.

“A Copa é um dos raros momentos em que diferentes culturas se conectam simultaneamente em torno de uma mesma paixão. Aproveitar esse ambiente para apresentar a proteína animal brasileira é uma forma de reforçar atributos que nos diferenciam globalmente, como qualidade, segurança, sustentabilidade e capacidade de abastecimento. Queremos que consumidores de diferentes países associem o Brasil não apenas ao esporte, mas também à produção de alimentos de excelência”, destaca.

A ação integra os projetos setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork e Brazilian Egg, mantidos pela ABPA em parceria com a ApexBrasil, e faz parte do calendário de iniciativas voltadas ao fortalecimento da presença internacional da proteína animal brasileira.

SOBRE A ABPA – A ABPA é a representação político-institucional da avicultura e da suinocultura do Brasil. Congrega mais de 140 empresas e entidades dos vários elos da cadeia produtiva, responsáveis por uma pauta exportadora superior a US$ 12 bilhões. Sob a tutela da ABPA está a gestão, em parceria com a ApexBrasil, das cinco marcas setoriais das exportações brasileiras de aves, ovos e suínos: Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork.

SOBRE A APEXBRASIL – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

SOBRE AS MARCAS SETORIAIS – Os Projetos Setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork são mantidos pela ABPA em parceria com a ApexBrasil, com o objetivo de promover, junto ao mercado internacional, as carnes de frango, suína, pato, ovos e material genético produzidos no Brasil. Por meio da participação em feiras, realização de workshops e outras ações especiais de promoção comercial, os projetos valorizam atributos destes setores produtivos – como a qualidade, o status sanitário e a sustentabilidade da produção – e fortalecem as marcas internacionais dos produtos brasileiros. Atualmente, cerca de 62 empresas participam dos projetos setoriais. Informações sobre como integrar os projetos podem ser obtidas pelo e-mail isis.sardella@abpa-br.org.

 

Exportações de carne suína crescem 9% em maio

Receita mensal avança 3,8% e acumulado do ano segue em patamar histórico

 

Confira análise do presidente da ABPA, Ricardo Santin: https://drive.google.com/file/d/1nOatFXTjoIjQFyfi1N97UBTsovkCYQ7h/view?usp=sharing

 

São Paulo, 05 de junho de 2026 – As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 129,4 mil toneladas em maio, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado é o maior já registrado para um mês de maio e supera em 9% o volume embarcado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 118,8 mil toneladas.

A receita das exportações alcançou US$ 302,1 milhões, também o melhor desempenho já registrado para meses de maio, resultado 3,8% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, com US$ 291,2 milhões.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, os embarques brasileiros de carne suína chegaram a 661,7 mil toneladas, número 13,1% maior em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 584,8 mil toneladas.

Em receita, o crescimento acumulado alcança 11,9%, com US$ 1,546 bilhão entre janeiro e maio deste ano, frente aos US$ 1,382 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras de carne suína em maio, as Filipinas permaneceram na liderança, com 27,2 mil toneladas embarcadas, volume 3,8% inferior ao registrado em maio de 2025. Em seguida aparecem Japão, com 15,2 mil toneladas (+83,2%), Chile, com 10,9 mil toneladas (-0,1%), China, com 8,9 mil toneladas (-25,9%), México, com 8,6 mil toneladas (+20,4%), Hong Kong, com 8,2 mil toneladas (+13,8%), Argentina, com 5,8 mil toneladas (+13,7%), Uruguai, com 4,7 mil toneladas (+0,3%), Vietnã, com 4,6 mil toneladas (-14,2%) e Singapura, com 4,1 mil toneladas (-50,5%).

No desempenho por estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional, com 62,5 mil toneladas embarcadas em maio (+4,9%), seguida por Rio Grande do Sul, com 32,7 mil toneladas (+19,5%), Paraná, com 18,3 mil toneladas (-4,8%), Mato Grosso, com 4,6 mil toneladas (+52,4%) e Minas Gerais, com 3,7 mil toneladas (+26,5%).

“Os embarques de carne seguem sustentados graças à diversificação de destinos do setor. Observamos expansão relevante em mercados estratégicos de valor agregado, como o Japão, e diversos outros com volumes menores como Geórgia, Costa do Marfim, Coreia do Sul e outros que, somados, influenciaram positivamente o resultado do mês. O fato de registrarmos o melhor mês de maio da história para as exportações de carne suína reforça a solidez da demanda internacional e projeta um ano extremamente positivo para a suinocultura brasileira, com potencial para alcançar novos recordes em volume e receita”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 

Exportações de carne de frango superam US$ 1 bilhão em maio e estabelecem novo recorde histórico

Volume embarcado em maio é o maior já registrado para o mês; desempenho ocorre mesmo diante dos desafios enfrentados no Estreito de Ormuz

 

São Paulo, 05 de junho de 2026 – As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram um marco inédito em maio de 2026, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Pela primeira vez na história do setor, a receita mensal das exportações superou a marca de US$ 1 bilhão, totalizando US$ 1,009 bilhão no período.

O resultado é 36,1% maior que o obtido em maio de 2025, quando as exportações geraram US$ 741,2 milhões.

Em volume, os embarques somaram 509,9 mil toneladas (maior resultado já registrado para um mês de maio), número que é 29,6% superior ao alcançado no mesmo período do ano passado, com 393,4 mil toneladas – mês com base menor, decorrente do único registro (já superado) de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na história do setor nacional.

Com o desempenho de maio, as exportações brasileiras de carne de frango acumulam 2,453 milhões de toneladas entre janeiro e maio deste ano, resultado 8,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025, com 2,257 milhões de toneladas.

Em receita, o crescimento acumulado alcança 11,3%, com US$ 4,714 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026, frente aos US$ 4,234 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano passado.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras em maio, a China liderou as importações, com 48,3 mil toneladas embarcadas (+34,7%), seguida por Japão, com 43,2 mil toneladas (+53,9%), União Europeia, com 40,2 mil toneladas (+61,6%), Arábia Saudita, com 39,1 mil toneladas (+27,5%), Emirados Árabes Unidos, com 32,3 mil toneladas (+1,2%), África do Sul, com 31,4 mil toneladas (+22,8%), México, com 23,5 mil toneladas (+40,9%), Filipinas, com 20,8 mil toneladas (-14,2%), Coreia do Sul, com 18,2 mil toneladas (+36,4%) e Reino Unido, com 12,2 mil toneladas (+18,8%).

No desempenho por estados exportadores, o Paraná manteve a liderança nacional, com 213,9 mil toneladas embarcadas em maio (+35,1%), seguido por Santa Catarina, com 113,9 mil toneladas (+39,7%), Rio Grande do Sul, com 62,9 mil toneladas (+21,3%), São Paulo, com 27,8 mil toneladas (+10,5%) e Goiás, com 26,4 mil toneladas (+26,4%).

“Os resultados foram conquistados em um ambiente marcado por incertezas logísticas globais e pelos impactos decorrentes das tensões no Oriente Médio, especialmente nas rotas marítimas associadas ao Estreito de Ormuz. Mesmo diante desse contexto, o Brasil ampliou significativamente sua presença em mercados estratégicos e de valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China, ao mesmo tempo em que mantivemos forte presença no Oriente Médio e ampliamos oportunidades em mercados emergentes. Isso demonstra a diversificação da pauta exportadora brasileira e a competitividade da nossa cadeia produtiva”, conclui”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA celebra reconhecimento da China ao Brasil como livre de febre aftosa

Reconhecimento ocorre após longa e intensa negociação liderada pelo MAPA e MRE; novo status deverá representar avanço das relações sanitárias entre Brasil e China, com impacto direto nas exportações de carne suína

São Paulo, 02 de junho de 2026 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou o anúncio realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sobre o reconhecimento do território brasileiro, por parte das autoridades chinesas,  como livre de febre aftosa, o que beneficiará diretamente a suinocultura nacional.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a medida representa um importante avanço para a consolidação da confiança sanitária construída entre Brasil e China ao longo das últimas décadas e reforça o reconhecimento internacional da robustez do sistema brasileiro de defesa agropecuária.

“O resultado é fruto de um trabalho técnico consistente conduzido pelo MAPA, consolidado pelo Ministro André de Paula, em conjunto com o Secretário de Relações Internacionais, Luis Rua, e de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, com o Ministério das Relações Exteriores, a ApexBrasil, os serviços estaduais de defesa agropecuária e o setor produtivo, culminando em mais uma importante conquista para a suinocultura e toda a agropecuária nacional. O anúncio também amplia as oportunidades para a cadeia produtiva brasileira de carne suína, especialmente em estados que passam a contar com o mesmo reconhecimento sanitário anteriormente concedido apenas a regiões específicas do país”, analisa.

Segundo estimativas da ABPA, a ampliação do reconhecimento sanitário para outros estados com plantas habilitadas para exportação poderá representar incremento superior a 40 mil toneladas anuais nos embarques brasileiros destinados ao mercado chinês, com impacto positivo para a geração de renda, empregos e divisas para o país.  

Antes do reconhecimento, apenas o Estado de Santa Catarina (que conta com 7 plantas habilitadas para exportação à China) detinha o status  de livre de aftosa sem vacinação perante as autoridades chinesas. Agora, os estados do Rio Grande do Sul, com 8 plantas, e Mato Grosso, com 1 planta, também deverão ser beneficiados de maneira imediata – com a possibilidade de embarcar carnes com osso e miúdos externos (permissão exclusiva para regiões com esse status).  E novas oportunidades poderão surgir para outras unidades federativas, com potenciais futuras habilitações.

“O reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa fortalece a posição do Brasil como fornecedor confiável de alimentos e cria novas oportunidades para a expansão sustentável das exportações brasileiras. A medida reforça a elevada confiança sanitária existente entre Brasil e China e cria condições ainda mais favoráveis para o aprofundamento das relações comerciais entre os dois países, especialmente em um momento de crescente demanda global por alimentos seguros e produzidos sob elevados padrões sanitários”, ressalta Santin.