ABPA comemora abertura do mercado da República Dominicana para Carne Suína

Mercado é um dos maiores importadores da proteína animal nas Américas

São Paulo, 09 de agosto de 2023 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a abertura do mercado da República Dominicana para a carne suína produzida no Brasil, conforme anunciado hoje (09) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

De acordo com o Ministério da Agricultura, três plantas brasileiras dos Estados do Acre, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram habilitadas imediatamente a embarcar produtos para o mercado dominicano. Espera-se que novos estabelecimentos gaúchos, catarinenses e também do Paraná sejam habilitados após a conclusão de trâmites pendentes.

“A República Dominicana é um mercado com elevada demanda, que tem enfrentado desafios severos com registro de Peste Suína Africana em seu território, o que tem reduzido nos últimos anos a produção local. Neste sentido, graças ao trabalho realizado pelos Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, posicionamos o Brasil como parceiro pela segurança alimentar da população dominicana. Esperamos ver os efeitos desta parceria em breve, com embarques de produtos brasileiros para este mercado”, avalia o presidente da ABPA,  Ricardo Santin.

A República Dominicana é um dos mais relevantes mercados importadores de carne suína das Américas. Anualmente, o país produz 45 mil toneladas de carne suína, mas consome 165 mil toneladas, conforme dados de 2022 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Em 2022, a República Dominicana importou 120 mil toneladas do produto, e a projeção para 2023 aponta para compras internacionais de até 130 mil toneladas, conforme projeções do USDA. Cerca de 85% deste volume é proveniente dos Estados Unidos, sendo completado pelo Reino Unido e Canadá.

“O país caribenho é um importante hub turístico na região em que se localiza e o Brasil já exporta frango há muitos anos para a República Dominicana, o que pode facilitar a rápida concretização de negócios. É o quinto mercado aberto ou ampliado apenas este ano para a proteína suína, o que reforça cada vez mais a posição de destaque do Brasil no suprimento de carne suína em nível global, com o Brasil já sendo aproximadamente 12% de toda carne suína comercializada internacionalmente no mundo” destaca o diretor de mercados da entidade, Luís Rua.

Exportações de carne suína crescem 9,3% em julho

Receita dos embarques cresce 12,1% no mês

Vídeo com análise do presidente da ABPA, Ricardo Santin: https://drive.google.com/file/d/1-h9fu6iw7Qfvssr3yp3AO-3jxmIQ6IaP/view?usp=sharing

São Paulo, 07 de agosto de 2023 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informa que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 105,3 mil toneladas em julho, superando em 9,3% o total exportado no mesmo período de 2022, com 96,3 mil toneladas.

A receita gerada com os embarques do mês de julho totalizaram US$ 249,9 milhões, saldo 12,1% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com US$ 222,4 milhões.

No acumulado de 2023 (janeiro a julho), as vendas internacionais de carne suína mantêm alta de 14,6%, com 695,1 mil toneladas exportadas, contra 606,5 mil toneladas em 2022. No mesmo período, a receita gerada pelas vendas chegou a US$ 1,663 bilhão, saldo 24,3% maior que o total registrado no ano passado, com US$ 1,337 bilhão.

“Pelo quinto mês seguido as exportações de carne suína superam o volume total de 100 mil toneladas.  Há boas expectativas quanto ao desempenho dos embarques do setor para o ano, com indicativos de potencial recorde”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.

A China segue como maior importadora da carne suína do Brasil, com 38,3 mil toneladas importadas apenas no mês de julho, mantendo praticamente estabilidade (-0,1%) em relação ao mesmo mês de 2022. Também foram destaques as vendas para Filipinas, com 11,4 mil toneladas (+38%), Hong Kong, com 7,8 mil toneladas (+8%) e o Chile, com 6,9 mil toneladas (+107%).

“As projeções positivas para o ano se respaldam, especialmente pela influência das vendas para destinos recentemente abertos, como Canadá, México, Peru, além de outros como a recente ampliação de autorizações, como é o caso de Singapura, com produtos processados de carne suína”, avalia o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Maior exportador de carne suína do País, Santa Catarina embarcou 54,3 mil toneladas em julho, volume 5,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em segundo, Rio Grande do Sul exportou 28,7 mil toneladas (+34,1%).  No terceiro posto, Paraná exportou 13 mil toneladas (-3,1%).

Embarques de carne de frango crescem 6,6% em julho

Vídeo com análise do presidente da ABPA, Ricardo Santin https://drive.google.com/file/d/1N0WRWIXGCwSQy_RRlOR5kEjd7RsnXOOv/view?usp=sharing

São Paulo, 04 de agosto de 2023 – Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 432,1 mil toneladas em julho. O número supera em 6,6% o volume embarcado no sétimo mês de 2022, com 405,3 mil toneladas.

A receita gerada pelos embarques chegou a US$ 858,7 milhões, número 3,7% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 892 milhões.

No acumulado do ano (janeiro a julho), as exportações de carne de frango totalizaram 3,061 milhões de toneladas, volume 8,2% maior que o saldo registrado em 2022, com 2,828 milhões de toneladas.

Em receita, as vendas do setor nos sete primeiros meses do ano chegam a US$ 6,027 bilhões, desempenho 7,2% maior que o total registrado em 2022, com US$ 5,620 bilhões.

Principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, a China importou 50,8 mil toneladas no mês de julho, número 35% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em seguida vieram os Emirados Árabes Unidos importaram 46,4 mil toneladas (+23%) e Japão, com 37,5 mil toneladas (+7%).  Também foram destaque no mês as vendas para a África do Sul, com total de 25,7 mil toneladas (+73%).

“O fluxo para os principais mercados da carne de frango do Brasil segue em ritmo positivo e com perspectiva de saldos históricos. Temos registrado embarques mensais médios acima de 435 mil toneladas e receita mensal acima de US$ 860 milhões. São números que confirmam as expectativas da ABPA para o ano”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin. 

Maior exportador do Brasil, o Paraná embarcou 179,3 mil toneladas em julho, número 14,6% maior em relação ao mesmo período de 2022. Em segundo lugar, Santa Catarina exportou 90,3 mil toneladas (+3,4%). Em seguida, vieram Rio Grande do Sul, com 63,8 mil toneladas (+3,5%), São Paulo, com 23 mil toneladas (-3,1%), Goiás, com 18,9 mil toneladas (+12,9%) e Mato Grosso do Sul, com 13,5 mil toneladas (-1,7%).

Singapura libera embarques de carne suína processada do Brasil

Mercado já é o quinto principal importador de carne suína in natura do Brasil; Setor espera significativos incrementos nas compras do país asiático

 

São Paulo, 04 de agosto de 2023 – A *Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)* aplaudiu o anúncio feito hoje (04) pelo Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, sobre a abertura do mercado de Singapura para a carne suína processada do Brasil.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a oportunidade gerada a partir das tratativas concluídas pelo Governo Brasileiro deverá proporcionar significativo incremento nas exportações de carne suína do Brasil.

“Singapura é um país com elevados níveis de consumo per capita de carne suína. Há uma notável demanda por produtos de maior valor agregado, o que deverá gerar resultados diretos na receita das exportações para o destino”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Singapura, uma cidade-estado localizada na ponta-sul da Península Malaia, possui uma população total de 5,6 milhões de habitantes e uma das mais elevadas rendas per capita anuais do planeta, com US$ 82,8 mil, conforme dados do Banco Mundial.

Atualmente, Singapura já importa carne suína in natura do Brasil e tem incrementado a demanda pelo produto brasileiro. É o quinto principal destino das exportações, com 34,7 mil toneladas importadas no primeiro semestre deste ano, número 9,2% superior aos embarques registrados em 2022. Os embarques para o país asiático geraram US$ 91,7 milhões no período. 

Na ABPA, autoridades chinesas participam de encontro com avicultura e suinocultura do Brasil

Diretor geral e membros da CIQA debatem questões técnicas com exportadores de carne de frango e de suínos do Brasil; vice-governador do RS e secretários do estado, além do diretor-presidente da ADAPAR participam do encontro

 

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, recebeu hoje (02) o vice-presidente da Agência de Inspeção e Quarentena de Entrada e Saída do Governo da China (CIQA), Wang Zhiyong, e o secretário da Agência, Duan Xiaohong, juntamente com representantes de organizações importadoras de proteína animal do país asiático. O encontro ocorreu na sede da entidade, em São Paulo (SP).

Em sua apresentação, o presidente da ABPA reforçou a ampla capacidade dos produtores de aves e de suínos do Brasil em fornecer produtos de alta qualidade e sustentabilidade. Também reforçou os rígidos controles adotados pelo Brasil, o reforço aos protocolos de biosseguridade e a ampla ação de monitoramento frente aos casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves silvestres. Santin lembrou que o Brasil segue livre de registros da enfermidade em planteis comerciais.

O presidente da ABPA também reforçou o pedido, já apresentado pelo Ministério da Agricultura do Brasil, pelo reconhecimento de toda a área brasileira livre de aftosa sem vacinação – status já obtido junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Atualmente, apenas o estado de Santa Catarina possui este reconhecimento, o que permite a realização de exportações de carne suína com osso e de miúdos de suínos para o mercado chinês.

O encontro contou com a participação do vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, além dos secretários de Agricultura do Estado, Giovani Feltes, e de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, e da diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) da Secretaria de Agricultura gaúcha, Rosane Collares. Durante o encontro, o vice-governador apresentou um convite às representações chinesas para a realização de missões sanitárias no sistema gaúcho. Também foi feito um convite para a Expointer, com início previsto em 26 de agosto, em Esteio (RS).   

Representando o governo paranaense no encontro, o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), Otamir Cesar Martins, esteve presente, juntamente com membros da agência de defesa. Na ocasião, os representantes paranaenses apresentaram a robustez da estrutura de defesa agropecuária, além de reforçar a importância da produção de proteína animal para o Estado.  

“Com total transparência, destacamos nossa posição como parceiros no auxílio à segurança alimentar da população chinesa. Queremos ampliar as relações comerciais com este que é o mais relevante mercado para a proteína animal do Brasil”, avalia Ricardo Santin.

Além de autoridades do Brasil e da China, o encontro reuniu representantes de agroindústrias exportadoras de aves e de suínos para o mercado chinês. 

ABPA promove missão no Japão e na Coreia do Sul para fortalecer laços

Associação acompanhará agenda do Ministério da Agricultura e realizará, em parceria com a ABIEC e ApexBrasil, seminários para esclarecimentos sobre a biosseguridade brasileira

São Paulo, 24 de julho de 2023 – O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, e o diretor de mercados da entidade, Luís Rua, iniciaram esta semana uma missão empresarial por dois mercados estratégicos para as exportações da avicultura e da suinocultura do Brasil na Ásia.

A programação se iniciou hoje com reuniões com importadores sul-coreanos, na Embaixada do Brasil em Seul. Na terça-feira (25), a ABPA realizará um seminário para stakeholders, autoridades sanitárias e importadores da Coreia do Sul, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Na ocasião, estarão presentes o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, representantes da equipe ministerial, a embaixadora do Brasil em Seul, Márcia Donner Abreu, membros da Embaixada, do Ministério das Relações Exteriores, além de uma comitiva de representantes de agroindústrias do Brasil.

Durante o evento – que contará com o apoio da coordenadora de marketing e promoção comercial da ABPA, Nayara Dalmolin – serão apresentadas as estratégias brasileiras para a preservação do status sanitário do país. Também serão destacados os diferenciais que fazem do Brasil o principal fornecedor internacional de carne de frango para o mercado sul-coreano, além de um potencial parceiro para incremento no abastecimento de carne suína. Mais de 60 representantes do país asiático são esperados no evento.

Na programação, também estão previstas reuniões com importadores e outras representações com influência direta no consumo e importações de produtos para a Coreia do Sul.

“A Coreia do Sul é um dos 5 principais importadores de carne suína do mundo e o Brasil ainda tem participação tímida nos volumes importados pelos sul-coreanos. O possível reconhecimento dos estados do Acre, Paraná e Rio Grande do Sul como livres de febre aftosa sem vacinação, que está sendo negociado entre os países, pode ser um importante impulso para o incremento da parceria estratégica entre os dois países” menciona o diretor de mercados da ABPA, Luis Rua.

No primeiro semestre, a Coreia do Sul importou 98,8 mil toneladas de carne de frango e 5 mil toneladas de carne suína do Brasil. Somadas, as exportações dos dois produtos geraram quase US$ 230 milhões em receita apenas nos seis primeiros meses de 2023.

JAPÃO – A próxima etapa da missão será a partir da quinta-feira (27), em Tóquio. Lá, os representantes da ABPA, juntamente com a ABIEC e ApexBrasil, promoverão um novo seminário sobre a biosseguridade do setor de proteína animal do Brasil e as oportunidades de abertura e ampliação de regiões reconhecidas como livres de aftosa sem vacinação. Mais de 150 representações japonesas foram confirmadas no evento.

Na ocasião, Santin e Rua reforçarão os esforços brasileiros para a construção de uma solução que destrave as suspensões aplicadas pelas autoridades japonesas ao comércio de produtos avícolas de Santa Catarina e Espírito Santo para o Japão. Recentemente, as importações dos estados foram temporariamente suspensas após registro de caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves de fundo de quintal – decisão que contraria as recomendações estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal.

A agenda na capital japonesa contará, ainda, com diversos encontros com representações de importadores e outras representações locais.

“O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, liderará esses esforços, juntamente com sua equipe, a Embaixada Brasileira em Tóquio, o Ministério das Relações Exteriores e a ApexBrasil. Como setor privado, apresentaremos explicações aos importadores e representações institucionais sobre a biosseguridade brasileira, reforçando nosso compromisso com a biosseguridade e o apoio à segurança alimentar para a população japonesa. Vamos apoiar o Governo Brasileiro para o restabelecimento do fluxo normal de exportações para o Japão no menor prazo possível”, ressalta Santin.

Entre carne de frango e carne suína, o país asiático importou 238 mil toneladas de carnes, gerando cerca de US$ 490 milhões em receita apenas no primeiro semestre deste ano. É o segundo principal destino em carne de frango, e figura entre os 20 maiores destinos da carne suína do Brasil. O país também é o principal importador de ovos do Brasil, com 6,9 mil toneladas importadas entre janeiro e junho deste ano.

DIA DO SUINOCULTOR: Setor busca superação de tempestade e prevê recorde potencial nas exportações

Vídeo do presidente da ABPA, Ricardo Santin: https://bit.ly/44zUdpW

São Paulo, 24 de julho de 2023 – Após enfrentar uma das mais severas crises de sua história, a suinocultura do Brasil entra em uma fase de recuperação, com perspectivas um pouco mais positivas já para este ano.  A análise é do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, que celebra o novo momento do setor produtivo em meio às comemorações do Dia do Suinocultor, celebrado nesta segunda-feira, 24 de julho.

De acordo com o presidente da ABPA, produtores e agroindústrias suinícolas de todo o país vivenciaram um período de intensos desafios ao longo dos últimos três anos, frente às adversidades geradas pelos altos custos de produção e a pandemia global. Neste contexto, não foram incomuns casos de empresas e suinocultores operando com prejuízo, porém, mantendo o fluxo produtivo.

“O produtor foi resiliente em sua atividade e ajudou a preservar a oferta de alimentos e o abastecimento das famílias brasileiras. Após um período desafiador, vemos um quadro mais positivo, com perspectivas de avanços no cenário interno e internacional”, analisa.

Os números respaldam esta perspectiva ligeiramente mais otimista. De acordo com a ABPA, a produção de carne suína deverá romper a barreira de 5 milhões de toneladas pela primeira vez na história. No mercado internacional, um novo recorde é esperado, próximo das 1,2 milhão de toneladas embarcadas para os mais de 90 destinos importadores do produto brasileiro.

Estas projeções se baseiam no comportamento do setor apresentado até aqui, explica Santin. De acordo com os levantamentos da ABPA, as exportações brasileiras de carne suína já são 15,6% maiores este ano, com cerca de 590 mil toneladas exportadas no primeiro semestre de 2023. A receita gerada tem crescimento ainda mais expressivo, com US$ 1,413 bilhão de saldo acumulado entre janeiro e junho, o que supera em 26,7% o desempenho no mesmo período de 2022.

Assim como as exportações, o consumo per capita brasileiro também deve apresentar crescimento em relação aos 18 quilos registrados em 2022, pelas projeções iniciais da ABPA.

“O Brasil tem ocupado espaço de outros grandes players internacionais, como é o caso da União Europeia, reforçando o papel do nosso país na segurança alimentar global. Neste contexto, temos finalmente um fôlego com uma retração gradativa nos preços do milho e do farelo de soja, o que é um alento frente às altas acumuladas em mais de 150%, registradas entre 2020 e 2022. Ainda persistem as altas em outros insumos como diesel, energia, plástico e papelão. Contudo, há uma perspectiva positiva e produtores e agroindústrias vivenciam atualmente um momento de equilíbrio nas contas”, analisa Santin.

As projeções consolidadas sobre a suinocultura e a avicultura do Brasil serão apresentadas pela ABPA no dia 17 de agosto, em coletiva de imprensa. Acompanhe em breve as informações pelo site www.abpa-br.org.

Exportações de genética avícola crescem 95% no primeiro semestre

Receita dos embarques se aproximam de US$ 130 milhões

São Paulo, 20 de julho de 2023 – Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações de genética avícola (incluindo pintos de 01 dia e ovos férteis) totalizaram 14,156 mil toneladas de entre janeiro e junho de 2023, número que supera em 95% o total embarcado nos seis primeiros meses de 2022, com 7,274 mil toneladas.

A receita das exportações de genética avícola totalizaram US$ 129,425 milhões no primeiro semestre, número 61% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 80,543 milhões.

Considerando apenas o mês de junho, houve um aumento de 44,7% nos embarques do setor, com 1,579 mil toneladas no sexto mês de 2023, contra 1,091 mil toneladas em 2022. A receita mensal de exportações cresceu 10,9%, com 16,372 milhões no mês passado, contra US$ 14,764 milhões em junho de 2022.

Maior importador da genética avícola do Brasil, o México foi destino de 8,912 mil toneladas entre janeiro e junho, número 260% superior ao registrado no mesmo período de 2022. Em seguida estão Senegal, com 1,572 mil toneladas (-37%), Paraguai, com 1,406 mil toneladas (+6%) e Peru, com 1,352 mil toneladas (+2099%).

“Houve uma alteração na demanda dos produtos de genética avícola do Brasil, que agora ganharam maior relevância nas nações da América Latina. A forte elevação é uma prova da confiança dos importadores na qualidade e na biosseguridade na avicultura do Brasil”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Exportações de ovos aumentam 150% no primeiro semestre

Vendas para países asiáticos impulsionam desempenho do setor

São Paulo, 19 de julho de 2023 – As exportações brasileiras de ovos (considerando produtos in natura e industrializados) cresceram 150% neste primeiro semestre, em relação ao ano anterior, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ao todo, foram embarcadas 16,6 mil toneladas entre janeiro e junho deste ano, contra 6,6 mil toneladas no mesmo período de 2022.

A receita gerada pelas exportações do semestre totalizou US$ 41,2 milhões, número 222,4% superior ao registrado nos seis primeiros meses de 2022, com US$ 12,8 milhões.

Considerando apenas o mês de junho, foram exportadas 4,6 mil toneladas de ovos do Brasil, volume 901,1% superior ao registrado em 2022, com 469 toneladas. Em receita, a alta é de 608,6% no período, com US$ 11,6 milhões no sexto mês deste ano, contra US$ 1,6 milhão no mesmo período do ano anterior.

“Registramos em 2023 o melhor semestre dos últimos dez anos, com a expectativa de alcançar um novo patamar nas exportações de ovos do Brasil em 2023 graças à média registrada nos últimos três meses, acima de 4 mil toneladas mensais. Os volumes embarcados entre abril e junho estabeleceram o melhor trimestre já registrado pelo setor. Embora não cause impacto na oferta interna de ovos, já que representa menos de 1% da produção, as vendas internacionais se consolidaram como uma importante fonte de receita para as empresas do setor frente aos desafios gerados pelos custos de produção ao longo dos últimos tempos”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. 

Entre os principais destinos das exportações, o Japão aparece como principal importador, com 6,9 mil toneladas importadas entre janeiro e junho deste ano, resultado 1.304% superior ao registrado no mesmo período de 2022.  Logo em seguida aparece Taiwan, com 5,4 mil toneladas (no ano anterior, não houve embarque de produtos para o destino asiático).

“A recente suspensão do Japão aos produtos avícolas de Santa Catarina não deve gerar impactos às vendas de ovos do Brasil. Em todo o primeiro semestre, menos de 0,2 toneladas do produto de Santa Catarina foram embarcadas para o destino asiático”, avalia o diretor de mercados, Luis Rua.