Às vésperas das celebrações de fim de ano, ABPA lança campanha para turistas e moradores de áreas litorâneas

Ação busca difundir mensagem de prevenção em momento de maior procura pelas praias

São Paulo, 22 de dezembro de 2023 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou hoje (22) uma nova etapa da campanha nacional de prevenção à Influenza Aviária, desta vez voltada para turistas, frequentadores de praias e moradores de áreas litorâneas de todo o Brasil.)

O vídeo da campanha pode ser visualizado aqui: https://youtu.be/_WffWET4ksQ

Versão para download: https://drive.google.com/drive/folders/1EIIyNNIRgy8LZfe4h7jUhkid84XWihCZ?usp=sharing

A campanha, que será impulsionada nas redes sociais e distribuída por meio dos estados, traz orientações e cuidados frente à situações de eventual risco com relação à Influenza Aviária.

Conforme explica a diretora técnica da ABPA, Sula Alves, a orientação básica é: ao avistar um animal doente, se afaste, isole a área e chame o serviço veterinário oficial. “Buscamos uma mensagem simples, de fácil entendimento e que qualquer pessoa possa executar”, disse.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a campanha deverá durar todo o verão, especialmente nos períodos em que as pessoas viajam para o litoral, durante as festividades e as férias.

“Vamos ampliar ao máximo a difusão para reforçar a nossa estratégia de prevenção. Queremos reforçar a estratégia não apenas para proteger os plantéis avícolas, mas também para que as pessoas compreendam que aves selvagens aparentemente enfermas precisam de cuidados adequados, o que só pode ocorrer por meio de atenção médico-veterinária oficial ou outro profissional habilitado”, detalha o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

União Eurasiática abre nova cota para carne de frango

Medida que zera tarifa para produtos destinados ao processamento deve ser mais um impulsionador de vendas de produtos avícolas do Brasil para o Leste Europeu

São Paulo, 21 de dezembro de 2023 – Rússia e Belarus, nações que são parte da União Eurasiática, anunciaram esta semana a abertura de novas cotas voltadas para a importação de carne de frango destinadas para processamento, o que deve impulsionar as exportações de produtos avícolas do Brasil para os destinos localizados no Leste Europeu, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

As novas cotas abertas contemplam 140 mil toneladas de carne de frango para a Rússia, e 10,9 mil toneladas do mesmo produto para Belarus. Dentro destes montantes, as importações terão tarifa zero.

Há, ainda, uma cota com tarifa zero durante o mesmo período para a importação equivalente a 1,2 bilhão de ovos para a Rússia. O mercado russo é fechado para ovos frescos do Brasil, mas já há negociações sendo iniciadas para eventual abertura.

O anúncio de novas cotas ocorreu uma semana após a publicação de Decreto pelo Governo Russo, de renovação das cotas equivalentes a 364 mil toneladas de frango, entre 250 mil toneladas com carcaças, pernas e cortes não desossados e 100 mil de produtos desossados, além de 14 mil toneladas destinadas a peru inteiro e carcaças (para produtos importados extracotas, a tarifa de importação é de 65%).

“Ainda que seja uma cota válida para todos os países exportadores de carne de frango, o Brasil deverá desempenhar um importante papel neste apoio adicional à segurança alimentar das duas nações, especialmente por já ter o conhecimento do perfil dos produtos demandados pelos eurasiáticos”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Vigésimo quarto principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, a Rússia importou 43,6 mil toneladas entre janeiro e novembro deste ano, gerando receitas de US$ 81,2 milhões no período.

“A Rússia sempre foi um importante comprador da proteína brasileira. No caso de carne de frango, produtos como peito e leg quarter historicamente foram os mais demandados. Como se trata de uma cota exclusiva para processamento, a expectativa é que bons volumes de peito de frango possam ser exportados”, destaca o diretor de Mercados, Luís Rua.

Produção e exportação da avicultura e da suinocultura devem registrar alta em 2024, projeta ABPA

Balanço do setor e projeção dos números para o próximo ano foi apresentado em coletiva de imprensa híbrida nesta terça-feira (19)

O Brasil fechou 2023 com saldo positivo na produção e exportação da avicultura e da suinocultura. O ano de 2024 deverá manter a linha de crescimento, segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), apresentadas em coletiva de imprensa híbrida, nesta terça-feira (19), em São Paulo (SP).

 

Carne de frango

A produção de carne de frango deverá fechar o ano de 2023 com incremento de até 2,6% em relação ao ano passado, com mais de 14,8 milhões de toneladas. Já as exportações deverão superar a barreira de 5 milhões de toneladas, alcançando até 5,1 milhões de toneladas — número até 6,8% superior em relação a 2022.  

Para 2024, projeta-se uma tendência de crescimento no setor, com até 3,7% de alta na produção de carne de frango em relação ao que deverá ser realizado em 2023, estimada em até 15,35 milhões de toneladas. Também são esperadas elevações nas exportações, com perspectiva de até 3,9% de alta em relação ao que deverá ser registrado em 2023, podendo alcançar até  5,3 milhões de toneladas enviadas ao exterior. 

A disponibilidade de produtos no mercado interno também deverá registrar leve alta. Em 2023, espera-se até 9,8 milhões de toneladas, com aumento de até 1% em relação ao ano anterior. Para 2024, há expectativa de avanço em torno de até 3,6%, chegando a pouco mais de 10 milhões de toneladas disponíveis no mercado interno. 

O consumo per capita de carne de frango deverá registrar elevações: em 2023, espera-se um consumo de até 46 quilos, com aumento de até 1,8% em relação a 2022; e em 2024, por sua vez, estima-se um consumo per capita de até 47 quilos, incremento de até 2,2% em relação a 2023. 

“Após um primeiro semestre de desafios, o setor de carne de frango tem encontrado um balanço maior entre oferta e demanda neste segundo semestre.  Ao mesmo tempo, as exportações mantiveram níveis elevados durante todo o ano, e há perspectiva de manutenção do fluxo em 2024, reforçando a posição brasileira e a confiança do mundo na capacidade da avicultura do país em apoiar a segurança alimentar das nações parceiras ”, destacou Ricardo Santin, presidente da ABPA. 

 

Carne suína

 

A produção de carne suína deverá apresentar um crescimento de até 2,3% em relação ao ano passado, com produção de até 5,1 milhões de toneladas.  Já as exportações deverão alcançar até 1,22 milhões de toneladas, um incremento de até 8,9% em relação a 2022.  

Para 2024, projeta-se um avanço de até 1% de aumento em relação a 2023, com uma produção estimada em até 5,15 milhões de toneladas. Nas exportações, a alta também deverá se confirmar, com incremento de até 6,6% em relação a este ano, com embarques de até 1,3 milhões de toneladas. 

A disponibilidade de produtos no mercado interno deverá se manter estável em 2023 e 2024, em torno de 3,8 milhões de toneladas. Também é projetada estabilidade no consumo per capita nos dois anos, com cerca de 18 quilos por habitante. 

“Existem boas perspectivas de incremento nas exportações a partir da abertura de novos mercados e a ampliação em destinos já consolidados, também em função da desaceleração dos embarques de importantes concorrentes, como é o caso da União Europeia e o Canadá.  Por outro lado, no mercado interno, consolida-se um novo patamar de consumo, em torno de 18 quilos anuais por habitante, bem acima do que se via até alguns anos atrás”, avalia o diretor de mercados, Luis Rua. 

 

Ovos

 

No caso do setor de ovos, a produção do país deverá chegar a 52,55 bilhões de unidades em 2023, aumento de até 1% em relação a 2022. As exportações, por sua vez, deverão registrar um crescimento de até 175%, com até 26 mil toneladas embarcadas no ano. 

Para 2024, a tendência é de mais avanços. A produção deverá crescer até 6,5% em relação a 2023, contabilizando até 56 bilhões de unidades produzidas. As exportações deverão se manter estáveis em 26 mil toneladas, considerando o total embarcado em 2023. 

O consumo per capita deverá registrar leve incremento de até 0,5% em relação ao ano passado, totalizando 242 unidades por habitante. No próximo ano, o consumo deverá crescer até 6,5%, com até 258 unidades por habitante. 

“Mantendo-se há cinco anos em patamares acima da média global, o consumo de ovos em 2024 deverá se aproximar no maior nível já registrado pelo setor, indicando expectativa positiva em relação à presença desta proteína no consumo das famílias.  Neste mesmo sentido, as exportações seguem tendências favoráveis ao setor, com a consolidação de importantes mercados para a proteína”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Cota russa é oportunidade para exportadores de frangos, afirma ABPA

Rússia renovou cota com tarifa zero para importação de 364 mil toneladas para aves

São Paulo, 15 de dezembro de 2023 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destacou que a renovação, anunciada pelo Governo da Rússia, da cota para importação total de 364 mil toneladas de carne de aves com tarifa zero deverá representar uma importante oportunidade para os exportadores brasileiros de carne de frango ao longo de 2024. A informação foi divulgada hoje (15) pelo Ministério da Agricultura do Brasil, a partir de publicação de decreto do Ministério do Desenvolvimento Econômico da Rússia.

Conforme o decreto, ficam estabelecidas cotas divididas em 250 mil toneladas com carcaças, pernas e cortes não desossados e 100 mil de produtos desossados, além de 14 mil toneladas destinadas a peru inteiro e carcaças. Para produtos importados extracotas, a tarifa de importação é de 65%.

“As vendas de carne de frango do Brasil para o mercado eurasiático registraram forte expansão ao longo de 2023, e se espera uma ampliação nesta parceria”, avalia o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Líder mundial nas exportações de carne de frango, o Brasil é, também, o principal fornecedor internacional desta proteína para o mercado russo. Entre janeiro e novembro, o país do Leste Europeu importou 43,6 mil toneladas do produto avícola brasileiro, volume 44,2% superior às importações de 2022. Estas exportações geraram receita de US$ 81,2 milhões este ano, de acordo com os dados coletados pela ABPA. O país é o 24° principal destino dos produtos brasileiros.

“Temos uma longa tradição com o mercado russo em uma relação multiproteínas, que deverá ganhar ainda mais força no próximo ano, reforçando a tendência de incremento já registrado ao longo do último biênio”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 

Exportações de genética avícola crescem 54,9% em novembro

No ano, a alta chega a 72,4%

São Paulo, 12 de dezembro de 2023 – Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de genética avícola alcançaram em novembro 2,321 mil toneladas, volume 54,9% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com 1,498 mil toneladas.

A receita dos embarques no mês chegou a US$ 19,238 milhões, saldo 1,7% menor que o total realizado em novembro de 2022, com US$ 19,576 milhões.

No ano, os embarques de genética avícola totalizaram até novembro 23,893 mil toneladas, volume 72,4% maior que as 13,857 mil toneladas exportadas nos onze primeiros meses de 2022.

No mesmo período comparativo, a receita cresceu 38,2%, com US$ 219,8 milhões entre janeiro e novembro de 2023 e US$ 159 milhões em 2022.

No levantamento por destino, o México segue na liderança das importações de 2023, com total de 12,723 mil toneladas importadas entre janeiro e novembro deste ano, volume 94% superior ao registrado no mesmo período comparativo de 2022. Outros destaques foram Senegal, com 3,538 mil toneladas (+9,8%), Paraguai, com 2,436 mil toneladas (-3,8%), Peru, com 1,455 mil toneladas (+898,4%) e África do Sul, com 1,362 mil toneladas (sem registros de embarques em 2022).

“O setor de genética avícola do Brasil tem exercido um papel importante na recuperação de plantéis de países impactados por focos de Influenza Aviária. Exemplo disto é a África do Sul, que em pouco tempo acelerou suas importações e assumiu em novembro o primeiro posto entre os destinos das exportações brasileiras”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Exportações de ovos crescem 99,9% em novembro

Alta acumulada em 2023 chega a 170,5%

São Paulo, 11 de novembro de 2023 – As exportações brasileiras de ovos (incluindo produtos in natura e processados) totalizaram 788 toneladas em novembro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 99,9% o total exportado no décimo primeiro mês de 2022, com 394 toneladas.

A receita gerada pelas exportações chegou a US$ 1,999 milhão, saldo 36,4% maior que o resultado registrado em 2022, com US$ 1,465 milhão.

No acumulado do ano (janeiro a novembro), as exportações de ovos totalizaram 24,5 mil toneladas, volume que supera em 170,5% o total registrado no mesmo período de 2022, com 9,043 mil toneladas.

Em receita, o resultado obtido no período chega a US$ 60,7 milhões, saldo 187,4% superior ao total registrado nos onze primeiros meses de 2022, com US$ 21,122 milhões.

No ano, o Japão segue como principal destino das exportações neste ano, com 10,363 mil toneladas exportadas, volume 947,9% superior ao registrado entre janeiro e novembro de 2022. Na sequência estão Taiwan, com 5,387 mil toneladas (sem registros de embarques no ano anterior) e Chile, com 2,584 mil toneladas (1.208% maior que o registrado nos onze primeiros meses de 2022).

“O Chile tem incrementado fortemente suas importações de ovos do Brasil. No acumulado do ano já se posicionou como terceiro principal destino e é o atual principal importador no levantamento mensal. Espera-se que, com os embarques para o país sul-americano e para outros destinos da Ásia, as vendas de ovos brasileiros para o exterior sigam em volumes significativamente superiores aos registrados ao longo da última década”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA comemora novo pré-listing para o Brasil, agora por Singapura

É a quarta aprovação de equivalência do sistema brasileiro no ano

São Paulo, 08 de dezembro de 2023 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou o novo anúncio feito hoje pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, sobre o reconhecimento de equivalência de sistemas e consequente pré-listing para as carnes exportadas pelo Brasil. Agora é Singapura, um dos maiores importadores de carne suína e de frango do Brasil. A autorização é válida tanto para produtos in natura como processados.

O pré-listing autoriza todas as empresas habilitadas pelo Sistema de Inspeção Federal (ou seja, autorizadas pelo ministério brasileiro) a requererem a habilitação para exportar seus produtos para este destino. Antes, a habilitação era realizada individualmente, com análise documental das autoridades do país asiático. Agora, as missões singapurianas serão focadas na validação do sistema de inspeção do Brasil.

Na prática, mais empresas poderão acessar este mercado, já que desburocratiza e democratiza as exportações para este mercado que é de alto valor agregado e está entre um dos mais importantes destinos de nossas exportações. No caso da carne suína, é o quinto principal destino em 2023, com importações totais de 57,9 mil toneladas entre janeiro e novembro, gerando receita de US$ 148 milhões. O país também é o décimo primeiro maior importador da carne de frango do Brasil, com 121 mil toneladas nos onze primeiros meses deste ano, com receita de US$ 264,8 milhões.

“Singapura é um mercado estratégico e de alto valor agregado para a proteína animal do Brasil. Esperamos ganhar ainda mais competitividade por lá, ampliando o número de players que atuarão nas exportações”, analisa o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Neste ano, antes de Singapura, o Reino Unido, Chile e Cuba estabeleceram o mesmo sistema de equivalência.

“Há um sólido aumento na adoção de pré-listing para as exportações brasileiras. Este é um reconhecimento importante à credibilidade de nosso sistema e do nosso país quanto à preservação de processos, o atendimento aos critérios e a elevada qualidade da produção e da inspeção, permitindo avanços sem precedentes nas exportações do país. É, também, o resultado de um amplo trabalho estratégico do Ministério da Agricultura, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores, para a abertura e ampliação de novos mercados para o país”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Curiosidade: o correto é Singapura ou Cingapura? Veja a explicação do governo do país asiático:
https://www.mfa.gov.sg/Overseas-Mission/Brasilia/BP/Brasilia-BP/Mission-Updates/2015/12/Emb_new_port_29122015#:~:text=Ent%C3%A3o%2C%20a%20partir%20de%201%C2%BA,ser%C3%A1%20correta%3A%20%22Singapura%22!

Exportações de carne de frango acumulam alta de 5,6% em 2023

Receita de exportações repete desempenho registrado nos onze meses de 2022

São Paulo, 07 de dezembro de 2023 – Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) acumulam alta de 5,6% nos embarques realizados entre janeiro e novembro deste ano. Ao todo, foram exportadas 4,684 milhões de toneladas em 2023, contra 4,436 milhões de toneladas no mesmo período de 2022.

O resultado acumulado nas exportações dos onze primeiros meses deste ano chegou a US$ 8,977 bilhões, número equivalente ao registrado entre janeiro e novembro de 2022, com US$ 8,976 bilhões.

Considerando apenas o resultado de novembro, foram embarcadas 377,4 mil toneladas de carne de frango, número 0,5% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, com 375,6 mil toneladas. Em receita, houve decréscimo de 13,5% no período comparativo, com US$ 676,1 milhões em novembro de 2023, contra US$ 781,3 milhões em 2022.

“O fluxo positivo registrado no mês passado e que se repetiu em praticamente todo o ano indica a confirmação das projeções da ABPA para embarques que deverão superar 5 milhões de toneladas em 2023, reforçando a posição brasileira pela segurança alimentar global, complementando as produções locais”, avalia o presidente da ABPA.

Principal destino das exportações de carne de frango, a China importou entre janeiro e novembro deste ano o equivalente a 632,2 mil toneladas, volume 28% superior ao registrado no mesmo período de 2022. Outros destaques no período foram a Arábia Saudita, com 337,4 mil toneladas (+7,2%), África do Sul, com 309,2 mil toneladas (+20,9%), Coreia do Sul, com 184,4 mil toneladas (+9,8%) e México, com 172,5 mil toneladas (+28,4%).

“Diversos destinos do Oriente Médio e Norte da África têm aumentado os volumes importados do Brasil. Inclusive a Argélia, um dos países da região, abriu recentemente o mercado para as exportações brasileiras, reforçando o papel do Brasil como maior exportador de proteína halal do mundo. Por sua vez, a China, nosso principal comprador, vem ao longo do ano aumentando em 28% as compras de carne de frango brasileira, em um ambiente de diminuição da produção chinesa neste ano”, analisa Luis Rua, diretor de Mercados da ABPA.

Entre os principais estados exportadores, o Paraná segue líder, com produção total de 1,923 milhão de toneladas entre janeiro e novembro deste ano, volume 9,34% superior ao registrado no mesmo período de 2022. na sequência e completando o ranking dos cinco principais exportadores estão Santa Catarina, com 994,4 mil toneladas (+6,90%), Rio Grande do Sul, com 672,3 mil toneladas (-3,38%), São Paulo, com 268,9 mil toneladas (+6,43%) e Goiás, com 213,1 mil toneladas (+19,90%).

Exportações de carne suína crescem 13,2% em novembro

Vendas mensais voltam a superar o patamar de 100 mil toneladas

São Paulo, 06 de dezembro de 2023 – As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 105,7 mil toneladas em novembro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 13,2% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com 93,4 mil toneladas.

Em receita, as vendas do setor alcançaram em novembro US$ 225,8 milhões, saldo 2,3% menor que o resultado registrado no décimo primeiro mês de 2022, com US$ 230,5 milhões.

Considerando o acumulado do ano (janeiro a novembro), as exportações do setor registram alta de 10%, com 1,118 milhão de toneladas exportadas em 2023, contra 1,017 milhão de toneladas no ano passado.

No mesmo período, a receita acumulada chega a US$ 2,586 bilhões, saldo 11,5% superior ao total registrado em 2022, com US$ 2,319 bilhões.

“As exportações neste mês voltaram a superar o patamar de 100 mil toneladas. As exportações acumuladas até novembro já igualam em volume e superam em receita o total registrado ao longo de todo o ano de 2022. Os números confirmam as projeções iniciais nas exportações para este ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Principal destino das exportações de carne suína do Brasil neste ano, a China importou entre janeiro e novembro o total de 362,1 mil toneladas, volume 11% menor que o total importado no mesmo período de 2022. No segundo posto está Hong Kong, com 114,2 mil toneladas, volume 27,3% superior ao registrado em 2022. Também em movimento positivo estão Filipinas, com 113,1 mil toneladas (+46,9%), Chile, com 76,4 mil toneladas (+39,3%), Singapura, com 57,9 mil toneladas (+13,7%), Vietnã, com 45,3 mil toneladas (+3,7%), Uruguai, com 43,8 mil toneladas (+11,2%) e Japão, com 35,3 mil toneladas (+47,7), entre outros.

“Salvo as vendas para a China, todos os outros países importadores registraram alta nas importações da carne suína do Brasil neste ano, confirmando uma tendência já prevista pelo setor de ampliação da capilaridade das exportações, fortalecendo a presença do produto em destinos de mercados de alto valor agregado, como o Japão, a Coreia do Sul e os Estados Unidos”, avalia o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Principal estado exportador, Santa Catarina embarcou 599,9 mil toneladas de carne suína entre janeiro e novembro deste ano, número 9,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em segundo lugar, o Rio Grande do Sul exportou 258,5 mil toneladas (-3,1%), seguido por Paraná, com 155,3 mil toneladas (+20,3%), Mato Grosso, com 27,9 mil toneladas (+83,7%) e Mato Grosso do Sul, com 23,1 mil toneladas (-24,9%).