Ricardo Santin é o novo presidente do International Poultry Council

Presidente da ABPA liderará entidade máxima da avicultura mundial em um momento de superação

São Paulo, 04 de dezembro de 2023 – O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, é o novo presidente do International Poultry Council (IPC, sigla em inglês), entidade máxima da avicultura mundial. A eleição ocorreu na sexta-feira (01/12), durante reunião do comitê executivo da entidade.

Santin é o primeiro brasileiro a comandar a entidade máxima da avicultura mundial, que reúne 54 integrantes (entre associações e empresas) de 30 países, responsáveis por mais de 73% da produção mundial de carne de aves e de mais de 86% de toda a exportação avícola global. Em números concretos, são 130 milhões de toneladas anualmente produzidas, com um Produto Interno Bruto na cadeia produtiva global superior a US$ 220 bilhões. É o palco dos grandes debates setoriais, envolvendo temas sanitários, de promoção de imagem entre outros tópicos relevantes para o desenvolvimento do setor.

Como novo presidente do IPC, além de dar continuidade ao trabalho promovido pelos seus antecessores – o canadense Robin Horel e Jim Sumner, dos Estados Unidos -, Santin buscará reforçar a presença global do conselho, focado em questões relativas aos desafios sanitários globais (especialmente em relação à Influenza Aviária), fortalecimento da imagem da cadeia avícola e da representatividade do conselho junto aos principais órgãos internacionais, entre outros pontos.

“É uma honra e um grande desafio assumir a presidência do IPC, em um momento especialmente importante para os rumos da avicultura global. Temos questões intrassetoriais a serem superadas e temas que avançam sobre a cadeia alimentar global. Neste sentido, trabalharemos para construir, de forma uníssona, soluções que alcancem todos os elos da cadeia produtiva dentro de seu propósito de produzir alimentos de forma ampla e democrática, auxiliando a segurança alimentar global e reafirmando o papel desta fundamental proteína”, avalia Santin.

Junto com Santin, foram eleitos para o comando do IPC Richard Griffiths (British Poultry Council – BPC), como vice-presidente e Jim Sumner (USA Poultry and Egg Export Council – USAPPEC) como tesoureiro.

Embarques de genética avícola crescem 74,6% em 2023

São Paulo, 21 de novembro de 2023 – As exportações de material genético avícola (ovos embrionados e pintos de 01 dia) totalizaram 2,448 mil toneladas em outubro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 67,2% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 1,464 mil toneladas.

Em receita, a alta é de 33,7%, com US$ 20,567 milhões neste ano, contra US$ 15,384 milhões no mesmo período de 2022.

Considerando o período entre janeiro e outubro, as exportações de material genético avícola totalizaram 21,572 mil toneladas, número 74,6% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, com 12,358 mil toneladas.

Em receita, a alta é de 43,8%, com US$ 200,567 milhões em 2023, contra US$ 139,474 milhões em 2022.

Entre os principais destinos das exportações em outubro, o México segue líder, com 615 toneladas importadas. O número, no entanto, é 31,6% menor que o registrado no mesmo período do ano passado. Por outro lado, Senegal ampliou suas importações em 281,2%, com a importação de 568 toneladas no mês.

“Um dos destaques é a África do Sul, país que tem buscado superar os efeitos de focos de Influenza Aviária em sua produção, e que neste mês retomou suas importações de genética avícola do Brasil, com o total de 465 toneladas em outubro, assumindo o terceiro posto”, detalha o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Exportações de ovos mantém alta de 173,7% em 2023

Chile se torna maior destino das exportações em outubro

São Paulo, 17 de novembro de 2023 – As exportações brasileiras de ovos (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 1,026 mil toneladas em outubro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 74,8% o total embarcado no mesmo período de 2022, com 587 toneladas.

Em receita, a alta é de 38,5%, com US$ 2,389 milhões gerados no décimo mês deste ano, contra US$ 1,725 milhões no mesmo período de 2022.

Ao longo dos 10 meses de 2023, foram exportadas 23,669 mil toneladas, volume 173,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 8,649 mil toneladas. No mesmo período, as exportações de ovos geraram receita de US$ 58,715 milhões, saldo 198,7% maior que o total acumulado no mesmo período de 2022, com US$ 19,657 milhões.

“Os embarques de ovos seguem em patamares notavelmente superiores ao histórico dos últimos 10 anos, e devem encerrar este ano representando volumes de embarques que devem superar 1% do total da produção nacional, ganhando mercados e receitas para o país, mas assegurando quantia suficiente dessa proteína altamente versátil e nutritiva para os consumidores brasileiros”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Entre os destinos de exportações, houve uma inversão de posições entre os principais importadores. O Chile, mercado que, até recentemente, não havia realizado importações de ovos do Brasil, iniciou os embarques e já assumiu a dianteira entre os principais destinos, com o total de 385 toneladas importadas em outubro. Em seguida está o Japão, com 218 toneladas importadas no mesmo período, número 99,6% maior que o realizado no mesmo período de 2022.

“Cada vez mais os produtores brasileiros têm olhado para o mercado internacional como mais uma alternativa de vendas, inclusive aumentando as vendas de ovos processados que são de alto valor agregado”, analisa o diretor de mercados, Luís Rua.

Embarques brasileiros de carne suína acumulam alta de 9,6% em 2023

Receita das exportações cresce 13,1% no ano

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) já acumulam alta de 9,6% em 2023, conforme levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ao todo, foram 1,013 milhão de toneladas embarcadas entre janeiro e outubro deste ano, contra 924,2 mil toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

Em receita, a alta acumulada chega a 13,1%, com US$ 2,361 bilhões nos dez primeiros meses de 2023, contra US$ 2,088 bilhões no mesmo período comparativo do ano anterior.

Considerando apenas o mês de outubro, as exportações de carne suína chegaram a 93 mil toneladas, número 5,7% menor que o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 98,6 mil toneladas. A receita registrada no mês chegou a US$ 200,3 milhões, saldo 15,5% menor que o total registrado no ano anterior, com US$ 237,1 milhões.

Entre os principais destinos das exportações do setor, a China segue na liderança, com 336,5 mil toneladas exportadas entre janeiro e outubro, 8% menor que o total registrado nos 10 primeiros meses de 2022. Em seguida estão Hong Kong, com 101,3 mil toneladas (+23%), Filipinas, também com 101,3 mil toneladas (+40%), Chile, com 69,1 mil toneladas (+47%), Singapura, com 53,4 mil toneladas (+12%) e Vietnã, com 41,9 mil toneladas (+

“Com este desempenho acumulado, que já ultrapassou a casa de um milhão de toneladas somente nos primeiros 10 meses do ano, as projeções do setor mantêm indicativos de embarques em torno de 1,2 milhão de toneladas em 2023. A maior diversificação de mercados além da China, com a viabilização das exportações para outros destinos com boa  demanda, como é o caso do México, sustentam boas perspectivas para este e para o próximo ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Santa Catarina, principal estado exportador de carne suína do Brasil, embarcou 542,7 de toneladas entre janeiro e outubro, número 8,9% maior do que o registrado no mesmo período de 2022.  Em seguida estão o Rio Grande do Sul, com 235,7 mil toneladas (+9,6%), Paraná, com 141,7 mil toneladas (+5,2%), Mato Grosso, com 24,8 mil toneladas (+39,2%) e Mato Grosso do Sul, com 21,5 mil toneladas (+29,8%).

“Além da abertura de 5 (cinco) novos relevantes mercados em 2023, países como Chile e Filipinas têm demandado mais a proteína brasileira. Acresce-se a isto o aumento das exportações para o Japão e Coreia, consolidando o Brasil como um importante fornecedor nestes que são talvez os mercados de mais valor agregado nos dias atuais” salientou Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

Exportações de carne de frango crescem 2% em outubro

No ano, alta acumulada chega a 6,1%

São Paulo, 08 de novembro de 2023 – Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 401,7 mil toneladas em outubro, número que supera em 2% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 394 mil toneladas.

Em receita, as exportações de carne de frango do mês de outubro chegaram a US$ 723,5 milhões, número 12% menor que o resultado alcançado no mesmo período do ano passado, com US$ 822,6 milhões.

No acumulado do ano (janeiro a outubro), as exportações de carne de frango chegaram a 4,307 milhões de toneladas, volume 6,1% maior que o registrado no mesmo período de 2022, com 4,060 milhões de toneladas.

Considerando ainda os 10 primeiros meses de 2023, a receita resultante das exportações chegou a US$ 8,301 bilhões, número 1,3% maior que o total registrado no ano passado, com US$ 8,195 bilhões.

“A manutenção do fluxo de exportação acima das 400 mil toneladas em outubro reforça as projeções da ABPA para embarques recordes em 2023, superiores a 5 milhões de toneladas, tendência esta que traz expectativas positivas também para o próximo ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Entre os principais destinos das exportações de carne de frango em 2023 (considerando o período entre janeiro e outubro), foram destaques as vendas para a China, com 592,6 mil toneladas (+31% em relação ao mesmo período do ano anterior), Arábia Saudita, com 305 mil toneladas (+5%), África do Sul, com 286 mil toneladas (+25%), Coreia do Sul, com 166,5 mil toneladas (+9%) e México, com 155,6 mil toneladas (+22%).

Principal exportador de carne de frango do Brasil, o Paraná exportou 1,778 milhão de toneladas entre janeiro e outubro, número 9,6% maior que o registrado no mesmo período de 2022. No ranking de exportadores, em seguida estão Santa Catarina, com 903 mil toneladas (+6,6%), Rio Grande do Sul, com 616,4 mil toneladas (-1,93%), São Paulo, com 246,1 mil toneladas (+7,9%) e Goiás, com 195,6 mil toneladas (+20,5%).

“Somado ao fato da China e outros mercados seguirem demandantes pelo produto brasileiro, neste ano, para além da abertura de 4 (quatro) novos mercados e da ampliação do número de estabelecimentos habilitados para alguns países para carne de aves, tivemos também recentemente o retorno do pré-listing para o Reino Unido e a formalização do mesmo mecanismo para países como Chile e Cuba. Isso deverá refletir nos embarques futuros” reforçou o diretor de mercados, Luis Rua.

Após Anuga, exportadores da ABPA projetam US$ 1,8 bilhão em exportações para os próximos 12 meses

Apenas nos cinco dias de evento, foram mais de US$ 570 milhões em negócios concretizados

São Paulo, 16 de outubro de 2023 – Terminou bem-sucedida a ação organizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), durante a Anuga, maior feira de alimentos do mundo, realizada entre os dias 07 e 11 de outubro, em Colônia (Alemanha).

Apenas nos cinco dias do evento, as 22 agroindústrias participantes da ação no espaço da ABPA concretizaram negócios que superam US$ 570 milhões em exportações para mercados dos cinco continentes, que estiveram presentes no evento.

A partir das tratativas realizadas no evento com os mais de 2 mil encontros de negócios realizados na feira, as empresas participantes da ação projetam exportações que deverão superar US$ 1,8 bilhão nos próximos 12 meses, contemplando os setores de aves, suínos e ovos.

Os grandes números do evento não se resumem aos resultados em exportações. A ação também foi marcada pelo fortalecimento das ações de imagem internacional do setor produtivo brasileiro. Foi o momento do lançamento da campanha internacional “Good Food – Sustainable Protein”, segunda fase da campanha iniciada em 2021 que destaca os atributos que diferenciam a sustentabilidade da avicultura e da suinocultura do Brasil. O lançamento contou com a presença de diversas autoridades – entre eles, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

A ação marca uma nova frente estratégica de ação setorial, desta vez, marcada pela apresentação de cases de sustentabilidade das empresas produtoras e exportadoras da avicultura e da suinocultura do Brasil – que ficarão disponíveis nos sites www.proteinasustentavel.com.br (versão em português) e www.braziliansustainableprotein.com (em inglês). Também serão realizadas ações em redes sociais, além da difusão de um vídeo da campanha.

O sabor e a qualidade dos produtos também foram destaque na área gastronômica da ABPA no evento, sob o comando do chef Marcelo Bortolon. Mais de 1,4 mil pratos à base de carne de frango foram servidos na área de degustação da associação. Pela primeira vez, também foram realizadas degustações de carne de pato e de torresmos, que se somaram aos tradicionais omeletes, distribuídos para os importadores e potenciais clientes do setor. Tudo isto, contando ainda com a distribuição de materiais com informações sobre as indústrias exportadoras do setor e sobre as características da produção brasileira, que é baseada em três pilares: qualidade, status sanitário e sustentabilidade.

“Foi uma ação ampla, complexa e com resultados que falam por si. A participação na Anuga é uma das mais importantes do nosso calendário, e o sucesso das ações em imagem e negócios mostram que alcançamos todos os nossos objetivos”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Quem esteve presente: Ao todo, 22 empresas confirmaram presença na ação da ABPA & ApexBrasil: Alibem, Avenorte, Bello Alimentos, C.Vale, Coasul, Copacol, Dália Alimentos, Ecofrigo, Frangos Pioneiro, Friato, Frigoestrela, Frimesa, Jaguafrangos, GTFoods, Lar Agroindustrial, Netto Alimentos, Rudolph, Somave, SSA, Vibra, Villa Germânia, Zanchetta Alimentos.

Outras associadas da ABPA estiveram com espaço próprio no evento, como Aurora Alimentos, BRF, Pamplona Alimentos, Seara Alimentos e Vossko.

SOBRE A ABPA – A ABPA é a representação político-institucional da avicultura e da suinocultura do Brasil. Congrega mais de 140 empresas e entidades dos vários elos da avicultura e da suinocultura do Brasil, responsáveis por uma pauta exportadora superior a US$ 8 bilhões. Sob a tutela da ABPA está a gestão, em parceria com a ApexBrasil, das cinco marcas setoriais das exportações brasileiras de aves, ovos e suínos: Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork. Por meio de suas marcas setoriais, a ABPA promove ações especiais em mercados-alvo e divulga os diferenciais dos produtos avícolas e suinícolas do Brasil – como a qualidade, o status sanitário e a sustentabilidade da produção – e fomenta novos negócios para a cadeia exportadora de ovos, de material genético, de carne de frangos e de suínos.

SOBRE A APEXBRASIL – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. A Agência realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, e visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. A ApexBrasil também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atrair investimentos estrangeiros diretos (IED) ao Brasil, com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

SOBRE AS MARCAS SETORIAIS – Os Projetos Setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork são mantidos pela ABPA em parceria com a ApexBrasil com o objetivo de promover junto ao mercado internacional as carnes de frangos, de suínos, patos, ovos e material genético produzidos no Brasil. Por meio da participação em feiras, realização de workshops e outras ações especiais de promoção comercial, os projetos valorizam atributos destes setores produtivos – como a qualidade, o status sanitário e a sustentabilidade da produção – e valorizam as marcas internacionais dos produtos, fomentando novos negócios para os exportadores brasileiros. Cerca de 62 empresas participam dos projetos atualmente. Informações sobre como fazer parte dos projetos setoriais podem ser obtidas pelo e-mail Isis.sardella@abpa-br.org.

Suspensão de tarifa de importação do Egito deve beneficiar carne de frango do Brasil

Medida será válida por 6 meses

O Governo do Egito anunciou esta semana a suspensão da tarifa para a importação de carne de frango, o que deverá impactar diretamente no fluxo dos embarques de produtos brasileiros para o mercado do norte da África, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Conforme comunicado divulgado pelo Governo Egipcio, a suspensão da tarifa MFN (válida para todos os países), que era de 30%, foi zerada pelo período de 6 meses para frango inteiro – que é o principal produto enviado pelo Brasil para este mercado.

O Brasil é o principal fornecedor do produto para o mercado egípcio, com mais de 90% de participação sobre as importações do país do norte africano.

“Com a suspensão da tarifa, a expectativa é que o produto brasileiro fique mais competitivo, complementando a oferta local, que tem sido impactada pelos efeitos da Influenza Aviária em seu território e dos aumentos dos custos de produção”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

O Egito está entre os 20 maiores importadores de carne de frango do Brasil.  Entre janeiro e setembro, o mercado importou 50 mil toneladas do produto, gerando receita de US$ 107,7 milhões no período.

“Historicamente o mercado do Egito é um relevante comprador de frango inteiro do Brasil, especialmente as faixas mais pesadas. Essa melhoria das condições tarifárias para o acesso ao mercado egípcio se soma à recente abertura para exportações de carne de frango à Argélia, que tem perfil de consumo parecido, possibilitando novas oportunidades para os exportadores brasileiros”, ressalta o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Argélia abre mercado para a carne de frango halal do Brasil

Maiores exportadoras de produtos para o mercado islâmico, agroindústrias brasileiras deverão ser impactadas positivamente no curto prazo

As autoridades da Argélia publicaram esta semana o Certificado Sanitário Internacional (CSI) que oficializa a abertura do mercado para a carne de frango halal do Brasil – informação anunciada hoje pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária, e das Relações Exteriores, que foi comemorada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

País com 44 milhões de habitantes, a Argélia era um mercado fechado às importações de carne de frango até aqui. Anualmente, o país produz 340 mil toneladas de carne de frango, o que estabelece um consumo per capita em torno de 7 quilos anuais.

“Vamos focar nossa estratégia na complementação à demanda local por produtos. O Brasil tem um sólido know-how nas exportações de carne de frango Halal e poderá atender as exigências deste mercado”, exalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Além de líder mundial nas exportações do setor, o Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango halal. Anualmente, são cerca de 2 milhões de toneladas embarcadas, em especial, para nações do Oriente Médio, África, Ásia e mesmo para consumidores muçulmanos na Europa.

“É uma janela de oportunidade para os exportadores brasileiros e inclusive deveremos fazer uma ação de promoção na próxima semana na Argélia”, avalia o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Exportações de carne suína crescem 9,2% em setembro

Embarques de 2023 acumulam alta de 11,4%

São Paulo, 09 de outubro de 2023 – As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 112,2 mil toneladas em setembro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é 9,2% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com 102,7 mil toneladas.

Em receita, as exportações do setor chegaram a US$ 244,7 milhões, número 0,2% superior ao registrado em setembro de 2022, com US$ 244,3 milhões.

No acumulado do ano (janeiro a setembro), as exportações de carne suína somaram 920,1 mil toneladas, número 11,4% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com 825,6 mil toneladas. Em receita, a alta chega a 16,7%, com US$ 2,160 bilhões em 2023, contra US$ 1,851 bilhão nos nove primeiros meses de 2022.

Entre os principais destinos das exportações entre janeiro e setembro, a China segue na liderança, com 311,1 mil toneladas (-2,1% em relação ao mesmo período de 2022). Em seguida estão Hong Kong, com 91,2 mil toneladas (+22,6%), Filipinas, com 90,8 mil toneladas (+33,3%), Chile, com 63,1 mil toneladas (+58,7%) e Singapura, com 49,4 mil toneladas (+10,9%).

“Vemos um movimento de forte incremento nas importações de outros mercados além do mercado China e Hong Kong, envolvendo, em especial, países da Ásia e das Américas. Um dos principais destaques está no México, que já está entre os 10 maiores importadores de carne suína do Brasil em setembro, com mais de 5 mil toneladas importadas no mês”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. 

Santa Catarina segue como principal exportador de carne suína do Brasil, com 495,5 mil toneladas embarcadas entre janeiro e setembro, número 10,9% superior ao registrado no mesmo período de 2022. Em seguida estão o Rio Grande do Sul, com 213,7 mil toneladas (+11,9%), Paraná, com 17,2 mil toneladas (6,45%), Mato Grosso, com 21,1 mil toneladas (+36%) e Mato Grosso do Sul, com 19,6 mil toneladas (+31,4%).

“Além do México, as vendas de carne suína ganharam novos destinos, que já sinalizam bons volumes embarcados este ano. É o caso do Canadá, que vem incrementando suas compras mês a mês, assim como a República Dominicana, que registrou sua primeira importação de carne suína do Brasil neste mês”, analisa o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Exportações de carne de frango mantém alta de 6,5% em 2023

Receita das vendas internacionais segue 2,8% acima do registrado no ano anterior

 

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 3,905 milhões de toneladas entre janeiro e setembro deste ano.  O número supera em 6,5% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 3,666 milhões de toneladas.

Em receita, a alta chega a 2,8%, com US$ 7,578 bilhões nos nove primeiros meses de 2023, contra US$ 7,373 bilhões realizados no mesmo período de 2022.

Considerando apenas o mês de setembro, os embarques de carne de frango chegaram a 397,1 mil toneladas, volume 0,7% menor que o efetivado no mesmo período do ano passado, com 400 mil toneladas embarcadas. O total de receitas registrada em setembro deste ano chegou a US$ 719,3 milhões, número 13,3% menor que o realizado no nono mês de 2022, com US$ 830,1 milhões.

_“Mantido os níveis atuais, impulsionados pelas vendas para os diversos destinos do produto brasileiro, espera-se que as exportações de 2023 superem  a marca de 5 milhões de toneladas”, avalia o presidente da ABPA,  Ricardo Santin._

Entre os principais destinos das exportações em setembro, destaque para China, que segue na liderança, com 57,1 mil toneladas, volume 41,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2022. Também foram destaques as vendas para os Emirados Árabes Unidos, com 35,2 mil toneladas (+19,8%), África do Sul, com 20,6 mil toneladas (+9,5%), Coreia do Sul, com 19,4 mil toneladas (+30,7%) e México, com 15,2 mil toneladas (+38,5%). 

No levantamento por estado, o Paraná segue como principal exportador de carne de frango do Brasil, com 163,4 mil toneladas embarcadas em setembro, número 8,1% superior ao registrado no mesmo período de 2022. Em seguida estão Santa Catarina, com 85,8 mil toneladas (+6,2), Rio Grande do Sul, com 56,2 mil toneladas (-19,26%), São Paulo, com 21,5 mil toneladas (-12,6%) e Goiás, com 18,9 mil toneladas (+23%).

_“A alta capilaridade das exportações de carne de frango do Brasil foram um dos diferenciais nas vendas deste mês, com notável elevação para China, México e nações islâmicas, incluindo o Iraque e a Líbia”, aponta o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua._