No Peru, Brasil reforça defesa da ciência pela continuidade do comércio e pela segurança alimentar  

Terceira edição do Road Show 2025 da ABPA debaterá critérios da OMSA para fortalecer o acesso a mercados agropecuários

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), promoverá no próximo dia 23 de setembro, em Lima (Peru), a terceira edição do ROAD SHOW INTERNACIONAL “No Borders for Food: Parcerias para Segurança Alimentar”.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o diálogo técnico e institucional com autoridades sanitárias e importadores sobre o papel das normas da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA/WOAH) na construção de um comércio internacional mais previsível, seguro e baseado em evidências científicas.

O seminário será realizado sob o tema “Peru-Brasil: Proteína Animal – Decisiones Basadas en la OMSA para Seguridad Alimentaria”, com a presença de representantes do governo peruano, importadores locais, empresas brasileiras exportadoras e autoridades da Embaixada do Brasil em Lima, além da diretoria da ABPA.

Esta será a terceira edição do Road Show, que teve início nas Filipinas, em 8 de agosto, e passou pela Cidade do México, em 28 de agosto, sempre com ampla participação de autoridades e lideranças do setor. Os eventos anteriores reforçaram o apoio aos princípios da OMSA como base técnica legítima para decisões comerciais sanitárias.

“O Peru é um parceiro estratégico do Brasil na América do Sul. Exatamente por isso, com o seminário técnico em Lima damos mais um passo em direção a uma relação comercial ainda mais sólida, baseada na confiança mútua, no diálogo institucional e em regras sanitárias reconhecidas internacionalmente”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Em 2024, o Peru esteve entre os destinos prioritários sul-americanos das exportações brasileiras de material genético avícola e produtos avícolas. Neste sentido, a proposta do Road Show é justamente fortalecer a cooperação regulatória, promovendo o entendimento mútuo sobre práticas modernas como regionalização, proporcionalidade e transparência nas decisões de importação.

A próxima edição do ROAD SHOW 2025 acontecerá na África do Sul. O seminário em Lima será promovido pelas marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, com o apoio institucional do Governo Federal do Brasil, por meio dos ministérios da Agricultura e Pecuária, das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, da ApexBrasil e da Embaixada do Brasil no Peru.

Mais informações sobre o evento e as próximas etapas do Road Show estão disponíveis nos canais oficiais da ABPA.

Ação de imagem – Nos dias seguintes ao Roadshow, a ABPA marcará presença na Expoalimentaria 2025, evento que ocorrerá entre os dias 24 e 26 de setembro, no Centro de Exposiciones Jockey, em Lima.

Em sua primeira participação na Expoalimentaria – em parceria com a ApexBrasil – a ABPA levará quatro empresas produtoras e exportadoras de aves e suínos, entre elas, a Dom Porquito, Avenorte, Somave e Bello Alimentos.

Em meio a uma das maiores feiras de alimentos da América do Sul, a ABPA viabilizará encontros de negócios e promoverá as marcas setoriais das cadeias exportadoras de carnes de aves, de suínos, de patos, ovos e de genética avícola.

“Complementando os bons resultados esperados após o Roadshow, a participação na Expoalimentaria deverá fortalecer a posição brasileira como fornecedora confiável de proteínas para o mercado peruano, consolidando nossas relações com este que é um dos mercados mais relevantes das Américas”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 

 

 

Webinar debate práticas de manejo de suínos selvagens nos Estados Unidos e na América do Sul

São Paulo, 12 de setembro de 2025 – O o Comitê Veterinário Permanente do Cone Sul (CVP), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (MAPA) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) promoverão no próximo 15 de setembro, das 15h às 17h30, o webinar “Práticas de Manejo de Suínos Selvagens nos Estados Unidos e na América do Sul”.

O evento reunirá especialistas do Brasil, Estados Unidos e Paraguai para debater estratégias de vigilância, monitoramento e manejo de suínos asselvajados, tema relevante para a defesa sanitária, a sustentabilidade da produção e a saúde única (One Health).

A programação contará com a participação de Michael Marlow (USDA/APHIS/Wildlife Service), que abordará “Suínos asselvajados nas Américas: um pouco de coisa boa, mais coisas ruins e muita coisa feia”. Também participarão Lia Coswig (DSA/SDA/MAPA) e Virgínia Santiago (Embrapa Suínos e Aves), com a apresentação “Vigilância e monitoramento sanitário de suínos asselvajados: importância em defesa sanitária animal e Uma Só Saúde no Brasil”.

Representando o Paraguai, Fernando Pérez e Gustavo Gonzáles (Senacsa) apresentarão “Avanços e experiência na vigilância sanitária de suínos asselvajados e cruzamentos com javalis no Paraguai: um trabalho conjunto do Senacsa, Mades e ACP”.

A iniciativa integra esforços regionais de cooperação técnica e científica, com foco na mitigação de riscos sanitários que possam impactar a produção pecuária, a biodiversidade e a segurança alimentar.

Inscrições estão disponíveis pelo link: https://us06web.zoom.us/webinar/register/WN_HAwuhvFQQjK3gVvwPNOtEQ

Gripe aviária: Diálogo global inédito discute ameaça crescente

Foz do Iguaçu (PR), 9 de setembro de 2025 – Em uma resposta inédita à rápida disseminação global da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), especialistas e representantes de diversos setores – avicultura, saúde pública, ciência e políticas públicas – se reúnem no Brasil para o primeiro diálogo global multissetorial sobre o tema. O objetivo é articular uma resposta coordenada à ameaça crescente à saúde animal, humana e à sustentabilidade dos meios de vida agrícolas.

Conhecida popularmente como gripe aviária, a doença é altamente contagiosa e afeta principalmente aves. O vírus pertence à família da Influenza Tipo A, conhecida pela capacidade de sofrer mutações com rapidez.

Desde 2020, a IAAP tem se espalhado por diversos continentes, dizimando plantéis, afetando a biodiversidade, o comércio internacional e a segurança alimentar — além de acender um alerta global sobre o risco de uma nova pandemia humana. O vírus que circula atualmente está muito disseminado e representa uma grave ameaça pandêmica, alertam os especialistas. A influenza aviária já se espalhou para 83 espécies de mamíferos, incluindo bovinos leiteiros e animais silvestres, representando um risco em constante evolução, alertam especialistas.

“A influenza aviária deixou de ser uma ameaça esporádica e se tornou um desafio global,” afirmou Beth Bechdol, Diretora-Geral Adjunta da FAO.
“Nenhum país ou setor conseguirá enfrentar esse desafio de forma isolada — e o fracasso não é uma opção. A colaboração prática, baseada na ciência, é essencial para proteger nossos sistemas agroalimentares, os meios de subsistência e a saúde pública.”

Organizado pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o evento “Enfrentando juntos a influenza aviária de alta patogenicidade – Diálogo global entre ciência, políticas públicas e setor privado” reúne cerca de 500 especialistas e tomadores de decisão para promover a colaboração e o investimento multissetorial.

Pela primeira vez, representantes do setor privado — incluindo associações de produtores de aves e prestadores de serviços de saúde animal — participam diretamente de um diálogo global ao lado de lideranças científicas e governamentais. A presença permite compreender melhor os desafios enfrentados pelo setor produtivo, reconhecer os esforços em andamento e destacar soluções práticas já implementadas para combater a doença.

Especialistas da Ásia, África, Europa e Américas, muitos deles membros da rede OFFLU (parceria FAO/OMSA para influenza animal), também estão presentes no evento. “Enfrentar a influenza aviária exige esforço coletivo entre países, setor produtivo, comunidade científica e organismos internacionais,” afirmou Carlos Fávaro, Ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil. “Este desafio deve ser tratado com total transparência — só assim construiremos confiança e garantiremos a segurança alimentar global. Quando a influenza aviária foi detectada em uma granja comercial neste ano, o Brasil mostrou uma diferença decisiva. A resposta rápida e eficaz reforçou a credibilidade e a robustez do nosso sistema sanitário.”

Temas prioritários
O diálogo se baseia na Estratégia Global de Prevenção e Controle da IAAP, lançada recentemente pela FAO em parceria com a OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal). A iniciativa apoia o desenvolvimento e implementação de planos nacionais e regionais, ao mesmo tempo em que fortalece ações globais para reduzir riscos pandêmicos e transfronteiriços.

Durante os três dias de evento, os debates se concentram em quatro eixos principais:

  • Identificação de estratégias eficazes de prevenção e controle, com foco especial em países de baixa renda e sistemas avícolas informais;
  • Promoção de sistemas de alerta precoce, estratégias de vacinação e medidas de biosseguridade;
  • Fortalecimento da coordenação multissetorial com base na abordagem “Uma Só Saúde (One Health)”;
  • Compartilhamento de soluções inovadoras e práticas para diagnóstico, vigilância e resposta a surtos.

“Melhorar a vigilância, reforçar a biosseguridade e utilizar a vacinação de forma apropriada, aliados a um controle rápido, são pilares para conter a doença,” explicou Thanawat Tiensin, veterinário-chefe da FAO e diretor da Divisão de Produção e Saúde Animal.
“Ao mesmo tempo, a transformação sustentável da produção avícola oferece novos caminhos para prevenir perdas e enfrentar doenças. Será necessário um esforço conjunto com o setor privado para reduzir, de forma eficaz e duradoura, o risco da influenza aviária.”

“O debate sobre a influenza aviária exige cooperação internacional e esforço conjunto de todas as nações,” afirmou Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e do Conselho Internacional da Avicultura (IPC).
“É um tema que impacta diretamente os fluxos comerciais e, por consequência, a inflação e a segurança alimentar global. São questões sensíveis que devem ser guiadas pelo conhecimento e pela ciência, e que exigem uma revisão de conceitos e paradigmas.”

Embarques de carne suína aumentam 2,8% em agosto

Receita no período foi 6,7% maior

 

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 121,4 mil toneladas em agosto, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).  O saldo foi 2,8% maior que o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 118,1 mil toneladas.

A receita registrada no período chegou a US$ 294,9 milhões, saldo 6,7% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 276,3 milhões.

No ano (janeiro a agosto), as exportações de carne suína alcançaram 970,3 mil toneladas, saldo 11,5% maior que o total embarcado no ano passado, com 870,2 mil toneladas. Em receita, a alta chega a 23,8%, com US$ 2,334 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, contra US$ 1,885 bilhão em 2024.

“As exportações de carne suína do Brasil ampliaram a diversificação entre os destinos dos embarques, com novos mercados entre os maiores importadores. A maior capilaridade deve proporcionar mais sustentação ao fluxo, projetando manutenção das exportações positivas do setor para este ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Filipinas seguem como principais destinos das exportações, com 33,4 mil toneladas registradas em agosto, saldo 19,5% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.  Em seguida estão o Chile, com 13,3 mil toneladas (+8,3%), China, com 10,3 mil toneladas (-36,3%), Japão, com 8,5 mil toneladas (+5,4%), México, com 7,4 mil toneladas (+30,7%), Hong Kong, com 6 mil toneladas (-36,6%), Vietnã, com 5,9 mil toneladas (42,7%), Singapura, com 5,2 mil toneladas (-33,1%), Uruguai, com 3,7 mil toneladas (+2,4%) e Costa do Marfim, com 3,4 mil toneladas (+164,3%).

Santa Catarina segue como maior exportador de carne suína do Brasil, com 56,9 mil toneladas exportadas em agosto (-9% em relação ao mesmo período do ano passado), seguido por Rio Grande do Sul, com 31,4 mil toneladas (+20,5%), Paraná, com 18,3 mil toneladas (+9,4%), Minas Gerais, com 2,5 mil toneladas (1,5%) e Mato Grosso, com 3,1 mil toneladas (-3,6%).

 

Exportações de ovos crescem 71,9% em agosto

Volume embarcado no ano já supera 32,3 mil toneladas, com alta de 192%

 

São Paulo, 05 de setembro de 2025 – As exportações brasileiras de ovos (incluindo produtos in natura e processados) totalizaram 2.129 toneladas em agosto de 2025, segundo levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 71,9% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram embarcadas 1.239 toneladas.

A receita gerada com os embarques em agosto chegou a US$ 5,729 milhões, desempenho 90,8% superior em relação ao mesmo período de 2024, com US$ 3,003 milhões.

Com este resultado, as exportações acumuladas entre janeiro e agosto alcançaram 32.303 toneladas, número 192,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (11.057 toneladas). A receita no acumulado do ano atingiu US$ 75,295 milhões, incremento de 214,5% em relação aos US$ 23,943 milhões obtidos no mesmo intervalo de 2024.

Em agosto, os principais destinos de exportação foram o Japão, com 578 toneladas (+328,5%), seguido pelos Estados Unidos, com 439 toneladas (+628,9%), México, com 304 toneladas sem comparativos com o ano anterior), Emirados Árabes Unidos, com 182 toneladas (sem embarques no mesmo mês do ano anterior), e Chile, com 172 toneladas (-79,6%).

“Os embarques para os Estados Unidos sofreram os efeitos do tarifaço, com diminuição no fluxo embarcado no mês. Ao mesmo tempo, vemos a retomada de destinos, como os Emirados Árabes Unidos e o fortalecimento para novos importadores, como o México. De qualquer forma, não são esperados efeitos significativos à oferta interna de ovos, já que exportamos menos de 2% de nossa produção”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Exportações de carne de frango crescem 3,9% em agosto

México assume liderança entre os principais destinos dos embarques no mês

São Paulo, 05 de setembro de 2025 – Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (incluindo todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 394,6 mil toneladas em agosto, volume 3,9% maior que o total registrado no mesmo período do ano passado, com 379,8 mil toneladas.

A receita registrada no período chegou a US$ 699,4 milhões, saldo 11,9% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com US$ 793,6 milhões.

No ano (janeiro a agosto), as exportações de carne de frango totalizam 3,394 milhões de toneladas, saldo 1,1% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com 3,432 milhões de toneladas.

A receita acumulada nos oito primeiros meses do ano chegou a US$ 6,308 bilhões, saldo 0,2% menor em relação ao registrado em 2024, com US$ 6,319 bilhões.

“O desempenho do mês de agosto manteve a estabilidade de embarques notada desde a reconquista do status de Livre de Influenza Aviária, pelo Brasil, o que deve se alterar positivamente com as recentes retomadas das importações pelo Chile e a oficialização da reabertura da União Europeia”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Em forte retomada nos embarques, o México – que recentemente recebeu uma ação da ABPA voltada para a preservação do fluxo comercial – liderou pela primeira vez o ranking dos principais destinos de carne de frango, com 37,5 mil toneladas embarcadas em agosto, número 873,3% superior ao registrado no ano passado. Em seguida estão Emirados Árabes Unidos, com 32,5 mil toneladas (-16,9%), Japão, com 30,3 mil toneladas (-22,2%), Arábia Saudita, com 27 mil toneladas (+0,6%), África do Sul, com 25,7 mil toneladas (-8,4%), Filipinas, com 19,7 mil toneladas (+27,2%), Coreia do Sul, com 15,3 mil toneladas (+65,7%), Iraque, com 12,7 mil toneladas (+15,0%), Reino Unido, com 11,3 mil toneladas (+130,2%) e Singapura, com 10,9 mil toneladas (+14%).

Entre os principais estados exportadores, Paraná liderou o mês de agosto com 158,7 mil toneladas exportadas (-1,6%), seguido por Santa Catarina, com 89,7 mil toneladas (+6,5%), Rio Grande do Sul, com 44,1 mil toneladas (16,6%), São Paulo, com 24,5 mil toneladas (+3%) e Goiás, com 21,5 mil toneladas (+20,8%).

Brasil e México reforçam parceria sanitária e comercial em seminário sobre decisões baseadas na OMSA

Segunda edição do ROAD SHOW INTERNACIONAL 2025 da ABPA destaca papel da ciência e da cooperação para segurança alimentar e previsibilidade no comércio

Autoridades brasileiras e mexicanas, lideranças do setor agroalimentar e importadores participaram ontem do seminário “México-Brasil: Proteína Animal – Decisiones basadas en la OMSA para seguridad alimentaria”, segunda edição do ROAD SHOW INTERNACIONAL 2025, promovido na última quinta-feira (28/08) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Realizado no contexto da missão presidencial brasileira à Cidade do México durante a semana passada, o evento integrou a agenda bilateral de promoção do comércio de proteínas com base técnica, pautada pela transparência e alinhada aos padrões internacionais da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

O seminário contou com a presença do Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin, do Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, do Presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, e do Embaixador do Brasil no México, Nedilson Jorge. Participaram ainda representantes da Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SEDAR), do Servicio Nacional de Sanidad, Inocuidad y Calidad Agroalimentaria de México (SENASICA), da COMECARNE, da CAMEBRA e da ANETIF, além de lideranças empresariais mexicanas e associadas à ABPA.

Durante o encontro, foram debatidos temas como regionalização sanitária, o reconhecimento dos estados do Acre, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul como livres de febre aftosa sem vacinação decisões proporcionais, reconhecimento mútuo de status sanitário e segurança alimentar como política pública multilateral, com foco na internalização das diretrizes da OMSA por parte dos países importadores.

“O México é um parceiro estratégico do Brasil, com laços institucionais consolidados e grande potencial para ampliação do comércio de carnes, ovos e genética avícola. Ao discutir decisões sanitárias sob a ótica da OMSA, damos mais previsibilidade ao comércio e mais segurança aos consumidores”, destacou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Em 2024, o México foi o 9º maior destino da carne de frango brasileira, com 191 mil toneladas exportadas e US$ 403 milhões em receita.

O seminário no México sucede a primeira edição do Road Show, realizada nas Filipinas, e antecede novas ações programadas em mercados estratégicos como China, União Europeia, África do Sul, Chile, Malásia, Peru, Canadá e Arábia Saudita.

O ROAD SHOW INTERNACIONAL 2025 integra a programação de ações do projeto setorial desenvolvido pela ABPA e ApexBrasil para a promoção global das marcas Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck.

Hoje é dia do avicultor: ABPA destaca papel estratégico do produtor

Projeções positivas mostram avicultor no centro de momento de avanços para o setor

 

O Brasil celebra hoje (28) o Dia do Avicultor, data que homenageia os profissionais responsáveis por uma das cadeias produtivas mais relevantes para a segurança alimentar global. Reconhecida mundialmente por sua eficiência e qualidade, a avicultura brasileira exporta atualmente para mais de 150 países, e tem no produtor e a produtora integrados e independentes a base da sua competitividade, biosseguridade e expansão sustentável.

As projeções para os próximos anos reforçam a importância crescente da avicultura no fornecimento de alimentos seguros, acessíveis e de alto valor nutricional, tanto para o mercado interno quanto para o comércio internacional. Segundo estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção brasileira de carne de frango deverá atingir até 15,4 milhões de toneladas em 2025, com crescimento de 3,2% em relação a 2024. Para 2026, o volume poderá chegar a 15,7 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior exportador global da proteína.

Mesmo após enfrentar o maior desafio sanitário de sua história recente, o setor avícola demonstrou resiliência e capacidade de resposta rápida, o que foi possível graças à dedicação diária dos avicultores, que mantêm rígidos protocolos de biosseguridade em suas granjas, contribuindo para a prevenção de doenças e a preservação do status sanitário brasileiro.

“Os avicultores brasileiros são o pilar de um sistema que alimenta o país e o mundo. São homens e mulheres quem, junto com técnicos e toda a força sanitária envolvida, garantem a biosseguridade das granjas, adotam as boas práticas de produção e respondem com agilidade diante dos desafios sanitários. A força da nossa cadeia está na base — e essa base tem nome: os avicultores”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Além da produção recorde, o mercado interno também mostra forte demanda, com projeção de até 10,2 milhões de toneladas de carne de frango disponíveis para consumo em 2025. O consumo per capita deverá atingir 47,8 kg por habitante, retomando os patamares históricos do setor.

Em ovos, conforme as projeções da ABPA, a produção brasileira deverá atingir até 62 bilhões de unidades em 2025, número 7,5% superior ao total registrado em 2024, que foi de 57,683 bilhões de unidades. Para 2026, espera-se nova expansão, com até 65 bilhões de unidades produzidas, o que representa alta de 4,8% sobre o ano anterior. O consumo per capita deverá passar de 269 unidades por habitante em 2024 para 288 unidades em 2025 (+7,1%) e 306 unidades em 2026 (+6,3% sobre o ano anterior).

As exportações do setor devem alcançar até 40 mil toneladas em 2025, o que representa um crescimento de 116,6% em relação às 18.469 toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, a expectativa é de novos avanços, com até 45 mil toneladas exportadas, 12,5% a mais que o volume previsto para este ano.

“É fundamental valorizar quem está no campo. Os avicultores e avicultoras não apenas sustentam o abastecimento alimentar de milhões de brasileiros, mas também levam o alimento brasileiro a mesas em todo o planeta. Por isso, neste 28 de agosto, celebramos muito mais do que uma profissão — celebramos a missão de alimentar com responsabilidade, técnica e compromisso”, complementa Santin.

A ABPA parabeniza todos os avicultores brasileiros pelo seu trabalho incansável, e reforça o compromisso com o fortalecimento da produção, da sanidade animal e da imagem internacional da avicultura do Brasil.

Brasil promove seminário técnico no México sobre segurança alimentar e comércio internacional de proteína animal

Segunda edição do Road Show 2025 da ABPA debaterá critérios da OMSA para fortalecer o acesso a mercados agropecuários

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), promoverá no próximo dia 28 de agosto, na Cidade do México, a segunda edição do ROAD SHOW INTERNACIONAL “No Borders for Food: Parcerias para Segurança Alimentar”.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o diálogo técnico e institucional com autoridades sanitárias e importadores sobre o papel das normas da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA/WOAH) na construção de um comércio internacional mais previsível, seguro e baseado em evidências científicas.

O seminário será realizado sob o tema “México-Brasil: Proteína Animal – Decisiones Basadas en la OMSA para Seguridad Alimentaria”, e ocorrerá no contexto da missão presidencial brasileira à capital mexicana. Estão previstas as participações de autoridades brasileiras e mexicanas, incluindo representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da ApexBrasil, da Embaixada do Brasil no México, da Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SADER), além de associações locais de importadores e processadores de alimentos.

Esta será a segunda edição do Road Show, que teve início nas Filipinas, em 8 de agosto, com grande êxito. O evento inaugural contou com a presença do embaixador do Brasil em Manila, Gilberto Fonseca Guimarães de Moura, da adida agrícola Virginia Carpi, de representantes do Department of Agriculture filipino e de lideranças empresariais do setor de carnes, em uma demonstração clara de apoio aos princípios da OMSA como base técnica para decisões comerciais sanitárias.

“O México é um mercado estratégico e parceiro de longa data da cadeia de proteína animal brasileira. Ao promover este seminário no contexto da missão presidencial, reforçamos o compromisso do Brasil com o comércio baseado em ciência, transparência e diálogo técnico. Estamos construindo pontes institucionais que garantam previsibilidade e segurança alimentar para os dois lados”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Entre os principais destinos para a proteína animal do Brasil, o México foi o 9º maior destino das exportações brasileiras de carne de frango, com 191,4 mil toneladas embarcadas, em 2024, e receita de US$ 403,2 milhões. Além disso, há crescente demanda na ampliação das exportações de carne suína, ovos e material genético avícola para o país. A iniciativa da ABPA busca fortalecer a cooperação regulatória e institucional entre os dois países, promovendo o entendimento mútuo sobre práticas sanitárias modernas como a regionalização e a proporcionalidade.

O ROAD SHOW 2025 prevê ainda novas edições em outros mercados prioritários, como China, União Europeia, África do Sul, Chile, Malásia, Peru, Canadá e Arábia Saudita. A proposta é reunir autoridades, técnicos e importadores para construir consensos em torno das diretrizes da OMSA, favorecendo o acesso a mercados com base em critérios legítimos, reconhecidos internacionalmente.

O seminário no México será promovido pelas marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, com o apoio institucional do Governo Federal do Brasil.

Mais informações sobre o evento e as próximas etapas do Road Show estão disponíveis nos canais oficiais da ABPA.

Brasil deve registrar desempenhos positivos em produção e exportações de proteína animal, aponta a ABPA

São Paulo, 20 de agosto de 2025 – A avicultura e a suinocultura do Brasil deverão registrar desempenhos positivos em produção, exportações e consumo de produtos, projeta a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa realizada hoje de manhã, em São Paulo (SP).

Em um semestre marcado pela superação do maior desafio setorial já imposto às proteínas – a identificação de uma situação sanitária pontual de uma enfermidade de nível global, a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade – as projeções indicam a perspectiva setorial de retomada do cenário de normalidade, de acordo com  presidente da ABPA, Ricardo Santin.

“Temos expectativas positivas para o fechamento deste ano, mesmo diante do grande desafio vivenciado pelo setor produtivo de aves. O mercado global segue altamente demandante por proteínas. O mesmo é visto em nosso mercado interno, com projeções de alta de consumo nas três proteínas”, avalia Santin.

A seguir estão detalhadas as projeções.

OVOS

De acordo com as projeções da ABPA, a produção brasileira de ovos deverá atingir até 62 bilhões de unidades em 2025, número 7,5% superior ao total registrado em 2024, que foi de 57,683 bilhões de unidades. Para 2026, espera-se nova expansão, com até 65 bilhões de unidades produzidas, o que representa alta de 4,8% sobre o ano anterior.

As exportações do setor devem alcançar até 40 mil toneladas em 2025, o que representa um crescimento de 116,6% em relação às 18.469 toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, a expectativa é de novos avanços, com até 45 mil toneladas exportadas, 12,5% a mais que o volume previsto para este ano.

Já o consumo per capita deverá passar de 269 unidades por habitante em 2024 para 288 unidades em 2025 (+7,1%) e 306 unidades em 2026 (+6,3% sobre o ano anterior).

“O forte do consumo posicionará o Brasil ao final de 2025, pela primeira vez, entre os 10 maiores consumidores per capita de ovos do planeta. A projeção de forte expansão do consumo deve seguir em 2026, ampliando a presença da proteína como base de segurança alimentar do País.  No cenário internacional, as empresas ainda avaliam os efeitos do Tarifaço nas exportações, porém, já com a expectativa da reabertura de mercados altamente demandantes da proteína brasileira, como é o caso do Chile, mantendo expectativa de recorde de exportações neste ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

CARNE DE FRANGO

A produção brasileira de carne de frango deverá totalizar 15,400 milhões de toneladas em 2025, número até 3% superior ao total de 14,972 milhões de toneladas produzidas em 2024. Para 2026, é esperado crescimento, com até 15,700 milhões de toneladas, alta de 2%.

As exportações devem se manter em patamares estáveis, com pequena queda de até 2%, projetando até 5,200 milhões de toneladas exportadas em 2025 (contra 5,295 milhões em 2024) e até 5,500 milhões em 2026, crescimento de 5,8% sobre o ano anterior.

No mercado interno, a disponibilidade de carne de frango poderá atingir até 10,200 milhões de toneladas em 2025, frente às 9,678 milhões de toneladas em 2024, crescimento de 5,4%. A expectativa é de estabilidade no volume em 2026.

Com isso, o consumo per capita da proteína deverá passar dos 45,5 kg por habitante em 2024 para 47,8 kg em 2025 (+5,1%), mantendo-se nesse mesmo patamar em 2026.

“O ano foi marcado pela superação da maior crise da história do setor de aves, com a identificação de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em uma granja comercial.  A situação foi pontual e já superada, e a maior parte dos mercados temporariamente suspensos já restabeleceram as exportações.  O trabalho de negociações segue e, com isso, esperamos manter o desempenho positivo de exportações próximo ao alcançado em 2024.   Por outro lado, a produção segue fortalecida graças a um mercado interno demandante, com o consumo per capita retomando patamares históricos em torno de 47 quilos”, analisa Santin.

CARNE SUÍNA

Para a carne suína, a produção nacional está estimada em até 5,420 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 2,2% em relação ao volume registrado em 2024, que foi de 5,305 milhões de toneladas. Para 2026, espera-se nova elevação, com produção estimada em até 5,550 milhões de toneladas, incremento de 2,4% sobre o ano anterior.

As exportações também devem manter trajetória de alta. O setor projeta até 1,450 milhão de toneladas exportadas em 2025, volume 7,2% superior ao total de 1,353 milhão de toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, o número pode chegar a 1,550 milhão de toneladas, com nova alta de 7,0%.

A disponibilidade interna da proteína deverá se manter estável, com cerca de 4 milhões de toneladas projetadas para os dois próximos anos. Da mesma forma, o consumo per capita deverá se estabilizar em 18,8 quilos por habitante em 2026, ante 18,7 quilos previstos para 2025 e 18,6 quilos registrados em 2024.

“A suinocultura do Brasil deverá registrar novos patamares de produção, consumo e exportações em 2025, todos em níveis recorde.  Neste cenário, reconfiguração do mercado para as exportações do Brasil, com a liderança das Filipinas e a ascensão do México, Singapura e nações da América do Sul, deverão reforçar a posição brasileira no ranking mundial”, completa Santin.