Semana Mundial de Conscientização sobre a Resistência Antimicrobiana começa nesta terça-feira, e ABPA promoverá série de ações educativas

Campanha “Uso Consciente, Futuro Sustentável”, webinar técnico e lançamento de manual marcam participação da entidade na mobilização global pela saúde única

 

São Paulo, 17/11/2025 – Começa amanhã, 18 de novembro, a Semana Mundial de Conscientização sobre a Resistência Antimicrobiana (WAAW 2025), iniciativa global promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), com apoio de governos, instituições científicas e entidades representativas em todo o mundo. No Brasil, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) participará ativamente da mobilização com diversas ações educativas e técnicas voltadas à conscientização sobre o uso responsável de antimicrobianos e à promoção de práticas de biosseguridade nas cadeias de aves e suínos.

Entre as principais iniciativas, a ABPA impulsionará durante a semana a Campanha “Uso Consciente, Futuro Sustentável”, voltada à disseminação de informações e boas práticas sobre o uso racional de medicamentos veterinários. Lançada recentemente, a campanha está disponível em www.todoscontraram.com.br e reforça o compromisso do setor com a saúde única e a sustentabilidade da produção animal.

A programação também inclui o webinar técnico “Lançamento do manual de procedimentos de biosseguridade”, que reunirá especialistas, representantes de empresas associadas, acadêmicos e autoridades sanitárias. Durante o evento, a ABPA lançará o Manual Técnico sobre Biosseguridade, um dos pilares importantes na prevenção à resistência. .

“A resistência antimicrobiana é um importante desafio global para a saúde e a segurança alimentar. O setor produtivo brasileiro tem avançado de forma significativa na adoção de práticas preventivas, de biosseguridade e de educação sanitária. A WAAW é uma oportunidade de reforçar o compromisso coletivo do setor com o uso responsável de medicamentos e com a proteção da saúde única”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

A Resistência aos Antimicrobianos (RAM) é definida como a capacidade de microrganismos — como bactérias, vírus, fungos e parasitas — de resistirem aos efeitos de medicamentos antes eficazes, comprometendo o tratamento de doenças infecciosas e aumentando os riscos de mortalidade e custos em saúde pública e produção animal. Segundo a OMS, o enfrentamento da RAM requer uma abordagem integrada entre os setores animal, humano e ambiental.

“A conscientização e a prevenção são as ferramentas mais eficazes contra a resistência antimicrobiana. Cada medida de biosseguridade adotada nas granjas — do controle de acesso ao cuidado com nutrição, bem-estar e vacinação — reduz a necessidade de tratamentos e contribui diretamente para a proteção da eficácia dos medicamentos. Nosso objetivo é ampliar o conhecimento técnico e fortalecer a cultura de responsabilidade em toda a cadeia”, complementa Sula Alves, diretora técnica da ABPA.

Para a ABPA, o controle da resistência antimicrobiana passa por prevenção e gestão responsável, com foco nos seguintes pilares:

  • Biosseguridade e prevenção: controle rigoroso de acesso às granjas, higienização de equipamentos e veículos, programas vacinais atualizados, nutrição equilibrada e promoção do bem-estar animal;

  • Uso correto: antimicrobianos somente com prescrição veterinária, na dose e tempo adequados, respeitando períodos de carência e mantendo registros de tratamento;

  • Educação e capacitação: formação técnica de produtores, veterinários e trabalhadores sobre boas práticas e manejo sanitário;

  • Integração One Health: cooperação entre os setores animal, humano e ambiental;

Exportações de ovos crescem 13,6% em outubro

As exportações brasileiras de ovos (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 2.366 toneladas em outubro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 13,6% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 2.083 toneladas.

Em receita, houve incremento de 43,4%, com US$6,051 milhões em outubro deste ano, contra US$4,219 milhões no mesmo período do ano passado. 

No ano, a alta acumulada chega a 151,2%, com 36.745 toneladas entre janeiro e outubro deste ano contra 14.626 toneladas no mesmo período do ano passado. 

Em receita, houve incremento de 180,2%, com US$ 86,883 milhões nos dez primeiros meses deste ano, contra US$ 31,012 milhões no mesmo período do ano passado. 

Principal destino dos embarques de ovos, o Chile importou 578 toneladas em outubro, volume 40,5% menor em relação ao mesmo período do ano anterior. Em seguida estão o Japão, com 574 toneladas (+214,1%), México, com 328 toneladas (+271,1%), Equador, com 220 toneladas (sem comparativo anterior) e Emirados Árabes Unidos, com 206 toneladas (+372,1%). 

“Vimos um maior equilíbrio na capilaridade de compras de ovos que, embora tenha registrado retração nos volumes para o Chile, apresentou substancial incremento nos demais destinos, o que dá maior sustentabilidade ao fluxo dos embarque do setor”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. 

Embarques de carne suína crescem 10,1% em outubro e registram segundo melhor resultado da história

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 144 mil toneladas em outubro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é o segundo maior resultado mensal da história do setor, e supera em 10,1% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 130,9 mil toneladas. 

Em receita, as exportações de carne suína totalizaram US$ 343,6 milhões em outubro – também segundo melhor desempenho em receitas de exportação do histórico setorial – saldo 9,7% maior em relação ao obtido no ano anterior, com US$ 313,3 milhões. 

No acumulado do ano até aqui (janeiro a outubro), as exportações brasileiras de carne suína totalizaram 1,266 milhão de toneladas, saldo 12,9% maior em relação ao obtido no mesmo período do ano passado, com 1,121 milhão de toneladas. 

Em receita, a alta acumulada chega a 22,7%, com US$ 3,046 bilhões registrados entre janeiro e outubro deste ano, contra US$ 2,482 bilhões no mesmo período de 2024. A receita registrada nos dez primeiros meses de 2025 já supera o total obtido com as exportações de 2024, de US$ 3,033 bilhões (ou seja, a receita de 2025 já é recorde histórico para o setor).

Principal destino das exportações do setor, as Filipinas importaram 46,3 mil toneladas de carne suína em outubro, volume 21% maior em relação ao registrado no mesmo período do ano passado. Em seguida está o Japão, com 10,7 mil toneladas (+5,9%), México, com 10,05 mil toneladas (+27,1%), China, com 10,03 mil toneladas (-47,6%), Hong Kong, com 8,4 mil toneladas (-1,3%), Chile, com 7,8 mil toneladas (-17,8%), Vietnam, com 7 mil toneladas (+21,4%), Singapura, 5,4 mil toneladas (+19,6%), Costa do Marfim, com 4,1 mil toneladas (+266,7%) e Uruguai, com 4 mil toneladas (+10,8%).

“Temos visto um forte incremento da capilaridade das exportações de carne suína, com importantes mercados mundiais ganhando mais representatividade dentre os destinos dos embarques brasileiros, como é o caso do Japão e do México. Os resultados alcançados até aqui consolidam a projeção de crescimento traçada pelo setor para o ano de 2025, com perspectivas positivas que deverão se seguir até o próximo ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. 

Principal estado exportador, Santa Catarina embarcou 69 mil toneladas de carne suína em outubro (+0,6%) em relação ao mesmo período do ano passado, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 36,5 mil toneladas (+32%), Paraná, com 22,2 mil toneladas (+7,6%), Minas Gerais, com 3,7 mil toneladas (+13,9%) e Mato Grosso, com 3,5 mil toneladas (+14,2%).

Com reabertura de China, exportações de carne de frango retomam perspectivas de crescimento para 2025

As exportações brasileiras de carne de frango registraram em outubro o segundo melhor resultado mensal da história do setor, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ao todo, foram exportadas 501,3 mil toneladas de carne no mês, saldo que superou em 8,2% o volume embarcado no mesmo período do ano passado, com 463,5 mil toneladas.

Com isso, as exportações de carne de frango no ano (volume acumulado entre janeiro e outubro) chegaram a 4,378 milhões de toneladas, saldo apenas 0,1% menor em relação ao total registrado no mesmo período do ano passado, com 4,380 milhões de toneladas.

“O desempenho de outubro é o maior desde março de 2023, quando registramos o recorde mensal do setor. Com os expressivos embarques do mês, praticamente zeramos a diferença entre os volumes embarcados neste ano e no ano passado, revisando as projeções para um provável crescimento em toneladas embarcadas para os doze meses de 2025”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

A receita das exportações de outubro chegaram a US$ 865,4 milhões, volume 4,3% menor em relação ao décimo mês de 2024, com US$ 904,4 milhões. No ano (janeiro a outubro), o total chega a US$ 8,031 bilhões, resultado 1,8% menor em relação ao ano anterior, com US$ 8,177 bilhões.

Principal destino das exportações de carne de frango, a África do Sul importou 53,7 mil toneladas em outubro, saldo 126,9% maior em relação ao ano anterior. Em seguida estão Emirados Árabes Unidos, com 40,9 mil toneladas (+32%), Arábia Saudita, com 36,63 mil toneladas (+66,1%), Filipinas, com 34 mil toneladas (+38,2%) e Japão, com 29,7 mil toneladas (-25,5%). “A retomada da China deverá ser um novo fator a influenciar significativamente e de forma positiva o resultado na reta final deste ano para o setor”, ressalta Santin.

O Paraná segue como maior exportador de carne de frango do Brasil, com 205,1 mil toneladas (+7,9%), seguido por Santa Catarina, com 111,6 mil toneladas (+5,8%), Rio Grande do Sul, com 60,9 mil toneladas (+8,8%), São Paulo, com 32,2 mil toneladas (+12,3%) e Goiás, com 27,3 mil toneladas (+44,4%).

Reabertura da China para carne de frango é resultado da competência técnica e diplomática do Brasil

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a reabertura do mercado da China para a carne de frango do Brasil, tornada pública hoje pelas autoridades chinesas. 

A suspensão ocorreu no contexto do único foco registrado – e que já foi totalmente superado – de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na produção comercial de carne de frango do Brasil, ocorrida em 16 de maio.

Junto com o controle e erradicação da enfermidade em um curto espaço de tempo, e esclarecimento das autoridades internacionais – com rápida retomada do status de livre de IAAP perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) – as autoridades brasileiras dedicaram amplos esforços diplomáticos para o restabelecimento do fluxo comercial dos mercados suspensos. Isto, em especial, pelo trabalho liderado pelo Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, seus secretários de Relações e Comércio Internacional, Luís Rua, e de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart e suas equipes, engajando nas negociações até mesmo a Presidência, a Vice-Presidência da República e o Ministério das Relações Exteriores.

Gradativamente, todos os grandes importadores de carne de frango retomaram as compras.  Recentemente, a União Europeia anunciou a retomada dos embarques.  Hoje, a China, último grande importador de carne de frango fechado, reabriu seus portos para o produto brasileiro.

“Houve um amplo e altamente profissional trabalho de negociação neste processo, que incluiu a renegociação de certificados sanitários para evitar suspensões totais de países em eventuais novas ocorrências.  Junto a isso, um amplo e intenso esforço diplomático engajado pelo Governo Brasileiro, juntamente com os entes privados liderados pela ABPA, para a retomada das exportações dos mercados suspensos.  A reabertura da China coroa o sucesso dessa grande ação articulada e sob a liderança do Ministro Fávaro e de sua equipe”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Até maio, mês da ocorrência de IAAP, a China era a maior importadora de carne de frango do Brasil.  Apenas entre janeiro e maio, o país havia importado 228,2 mil toneladas de carne de frango (10,4% do total exportado pelo Brasil até então), gerando receita de US$ 545,8 milhões. 

Abertura da Tanzânia para produtos da avicultura e da suinocultura reforça posição exportadora de aves e suínos do Brasil

País africano de quase 70 milhões de habitantes representa nova oportunidade para a proteína animal brasileira

 

São Paulo, 6 de novembro de 2025 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebra o anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sobre a abertura do mercado da Tanzânia para produtos de aves e suínos do Brasil. A informação foi confirmada hoje pelo Secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, em evento realizado em Brasília (DF).

A decisão das autoridades tanzanianas permitirá a exportação de carne e produtos de aves e suínos, ovos férteis e pintos de um dia, além de outros produtos agropecuários brasileiros, marcando um novo capítulo na ampliação da presença nacional no continente africano.

A Tanzânia, com cerca de 70 milhões de habitantes (63% de cristãos e 33% de muçulmanos), é o quarto país mais populoso da África Subsaariana e deverá alcançar 140 milhões de habitantes até 2050, segundo projeções das Nações Unidas. O país também tem um setor de turismo e hospitalidade altamente dinâmico, que responde por mais de 17% do PIB tanzaniano e emprega 11% da força de trabalho, com destaque para o turismo de safári e os destinos litorâneos – segmento que é um importante canal de demanda para produtos avícolas e suinícolas, impulsionando o consumo fora do lar e o fornecimento a redes hoteleiras e gastronômicas.

“Essa expansão populacional, associada ao crescimento do turismo e da urbanização, reforça o potencial de consumo do país — especialmente em produtos alimentares de alto valor nutricional e com estabilidade de oferta”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Em 2024, a Tanzânia importou 8,8 mil toneladas de carne de frango, das quais cerca de 70% tiveram origem no Brasil, 20% vieram dos Estados Unidos e 4% da Turquia. “A totalidade desse comércio se concentrava na região autônoma de Zanzibar.  Com a nova abertura, é ampliado o acesso a todo o território tanzaniano, com potencial de crescimento consistente”, analisa o presidente da ABPA.

No caso da carne suína, há potencial incremento da demanda externa. Segundo dados do Trademap, a Tanzânia importa atualmente cerca de 100 toneladas de carne suína por ano, em sua maioria provenientes do Quênia (67%), da União Europeia (26%) e do Reino Unido (3%). A abertura para o produto brasileiro cria um novo canal de fornecimento competitivo e de alta credibilidade sanitária.

Conforme Santin, apesar do baixo consumo per capita atual de proteínas  – em carne de aves, por exemplo, é estimado em 2 quilos por habitante, conforme a FAO –, o potencial de expansão é significativo, especialmente com o avanço da renda, da urbanização e da modernização do varejo alimentar local.

“A Tanzânia representa uma nova oportunidade para a proteína animal do Brasil. É um mercado de grande potencial, com população em rápido crescimento e alta dependência de importações. A abertura anunciada pelo Ministro Carlos Fávaro e pelo Secretário Luís Rua reforça a confiança internacional na qualidade e na segurança dos nossos produtos, além de ampliar a presença brasileira em um continente estratégico”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

 

 

ABPA celebra avanços anunciados pelo Ministro Carlos Fávaro com a União Europeia e o Suriname

 A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebra dois novos avanços anunciados nesta terça-feira pelo Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro: a adoção do sistema de pre-listing para exportações de ovos à União Europeia e a abertura inédita do mercado do Suriname para a carne suína brasileira. 

A decisão sobre o pre-listing de ovos estabelece o mecanismo que permite ao Brasil indicar e habilitar diretamente estabelecimentos exportadores ao bloco europeu, conforme critérios técnicos acordados com as autoridades da União Europeia. Na semana passada, a União Europeia restabeleceu o sistema para carne de frango, também conduzida pelo Ministro Fávaro e sua equipe.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a adoção do modelo pela União Europeia  reitera a confiança no sistema de inspeção brasileiro e na previsibilidade do controle sanitário nacional. Segundo dados da Comissão Europeia, o bloco é o segundo maior importador mundial de ovos e ovoprodutos, com 122 mil toneladas importadas em 2024. Entre janeiro e julho de 2025, as importações do bloco atingiram 100 mil toneladas, alta de 47% frente ao mesmo período do ano anterior.

“Com consumo per capita médio entre 220 e 225 ovos por habitante, a Europa é um mercado maduro e altamente qualificado, guiado por exigências em sustentabilidade, bem-estar animal e rastreabilidade. O novo pre-listing permitirá que mais indústrias brasileiras se habilitem a exportar para o bloco, agregando valor à produção nacional e fortalecendo a imagem do Brasil como fornecedor de alimentos seguros e sustentáveis. A adoção do pré-listing para ovos reforça a relação de confiança técnica entre o Brasil e a União Europeia e é mais um resultado direto da atuação estratégica do Ministro Carlos Fávaro e de sua equipe, liderada pelo Secretário Luís Rua e pelo Secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart. Trata-se de um reconhecimento à competência técnica do Ministério e à credibilidade do nosso sistema sanitário, que abre novas oportunidades para a cadeia avícola brasileira”, destacou.

Na mesma ocasião, o Ministro Fávaro anunciou a abertura do mercado do Suriname para a carne suína brasileira, um passo inédito nas relações comerciais entre os dois países. A autorização permitirá que o Brasil exporte carne suína in natura e processada ao país, que possui cerca de 630 mil habitantes e alta dependência de importações para o abastecimento de proteínas animais. Até esta habilitação, o Suriname não importava carne suína do Brasil. O consumo per capita local é estimado em 7,74 quilos anuais (dados de 2021).

Além disso, o Suriname já mantém fluxo regular de importações de carne de frango brasileira, com média anual de 3 mil toneladas, o que deve facilitar o ingresso dos produtos suínos nacionais e ampliar o intercâmbio comercial com o país vizinho.

“O Suriname é um novo e promissor destino para a proteína suína brasileira. Essa abertura inédita reflete o trabalho técnico e diplomático conduzido com excelência pelo Ministério. É uma conquista que demonstra a credibilidade do sistema sanitário brasileiro e a capacidade de nossa suinocultura de acessar mercados diversificados, com qualidade e regularidade”, ressalta Santin.

ABPA reforça relações institucionais com a China durante a CIIE 2025

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), participará da edição 2025 da China International Import Expo (CIIE), que será realizada entre os dias 5 e 10 de novembro, em Xangai.

O evento é considerado a principal plataforma para promoção de produtos estrangeiros na China e reúne autoridades, grandes compradores e representantes de mais de uma centena de países.

Durante a feira, a ABPA também participará das atividades institucionais promovidas no pavilhão brasileiro organizado pela ApexBrasil. Representada pelo gerente-executivo de mercados, Estevão Carvalho, e pela representante da ABPA na China, Linda Chen, a ação da ABPA focará no fortalecimento de laços com as representações chinesas, entre autoridades e stakeholders do país asiático.

Com forte presença no mercado chinês, o Brasil é hoje um dos principais fornecedores internacionais de proteínas ao país, incluindo carne de frango e carne suína. De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, neste contexto, a participação na CIIE integra o conjunto de ações com o objetivo de reforçar os vínculos de confiança e ampliar oportunidades para os produtos brasileiros no maior mercado consumidor do mundo.

“A China é um parceiro estratégico para a proteína animal do Brasil. Nossa participação na CIIE 2025 reforça nossos objetivos com um dos mercados mais relevantes para as exportações brasileiras e reafirma o compromisso do setor com o fornecimento de alimentos seguros, sustentáveis e em linha com os mais altos padrões internacionais. Estar presente neste ambiente é uma demonstração clara da solidez das nossas relações e da confiança construída ao longo dos anos”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

ABPA celebra anúncio do MAPA sobre retomada do pre-listing para exportações de carne de aves à União Europeia

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou o anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sobre a retomada do sistema de pré-listing para as exportações de carne de aves (carne de frango, carne de peru e de pato) à União Europeia (UE). A informação, que foi comunicada pelo Ministro Carlos Fávaro, marca um novo momento nas relações comerciais e sanitárias entre o Brasil e o bloco europeu.

O modelo de pré-listing havia sido suspenso em 2018. Nesse contexto, de acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, sua retomada representa um reconhecimento da confiança e da robustez do sistema brasileiro de inspeção e controle sanitário.

“Com a medida, o Brasil volta a ter autonomia para indicar e habilitar estabelecimentos exportadores que cumpram integralmente os requisitos europeus, agilizando processos e ampliando a previsibilidade nas relações com a União Europeia”, ressalta.

Atualmente, cerca de 30 plantas frigoríficas brasileiras estão habilitadas a exportar carne de frango para o bloco europeu. Com o retorno do pre-listing, esse número deverá crescer gradualmente nos próximos meses, permitindo que novas agroindústrias e cooperativas acessem um mercado de alto valor agregado.

Historicamente, a União Europeia é um dos principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango. Antes da suspensão do pré-listing, o Brasil chegou a embarcar mais de 500 mil toneladas anuais para o bloco. Em 2024, foram 231,9 mil toneladas exportadas. Entre janeiro e setembro de 2025, o volume acumulado foi de 137,2 mil toneladas. Também foi um dos maiores destinos de carne de peru do Brasil, com mais de 50 mil toneladas importadas anualmente antes da suspensão. O mercado também é importador de carne de pato do Brasil.

“A retomada do pre-listing é um avanço significativo e um sinal claro de confiança da União Europeia no sistema brasileiro de controle sanitário. O trabalho conduzido pelo Ministro Carlos Fávaro, pelo Secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, e pelo Secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, em conjunto com suas equipes, vêm fortalecendo ainda mais a credibilidade internacional do Brasil e promovendo avanços concretos na ampliação do acesso a mercados estratégicos”, destaca Santin.

ABPA celebra anúncio do MAPA sobre abertura de Singapura para ovos-produto

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou o anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sobre a autorização do Brasil para exportação de ovos‑produto ao mercado de Singapura. A comunicação oficial foi feita ontem pelo Ministro Carlos Fávaro e pelo Secretário de Relações Internacionais, Luis Rua, após encontro com a Ministra de Sustentabilidade e Meio Ambiente de Singapura, Grace Fu, durante missão ao Brasil.

A nova habilitação é resultado do trabalho conjunto liderado pelo Ministro Fávaro, com apoio técnico da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, comandada por Luís Rua, e da Secretaria de Defesa Agropecuária, sob liderança de Carlos Goulart. O reconhecimento pelas autoridades singapurenses consolida o Brasil entre os países aptos a fornecer produtos de origem animal processados para um dos mercados mais exigentes da Ásia.

Com população de alta renda e forte cultura alimentar, Singapura é dependente de importações para garantir seu abastecimento interno. Em 2024, o país importou cerca de 518 milhões de unidades de ovos, o equivalente a aproximadamente 31 mil toneladas, especialmente da Tailândia e da Indonésia. Desse total, apenas 2,5 mil toneladas corresponderam a ovos processados (ovos-produto) – produto com forte potencial de expansão, especialmente diante da relevância do canal HORECA (Hotelaria, Restaurantes e Catering) no país. 

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, com uma cultura gastronômica vibrante, que mescla alta gastronomia e tradição popular (como os hawker centers), Singapura também atrai milhões de turistas e conta com uma ampla comunidade de expatriados. A estabilidade econômica e a exigência por insumos de alta qualidade sustentam a demanda por ovos líquidos, pasteurizados e outros derivados, com foco em segurança, conveniência e padronização.  Ao mesmo tempo, é um hub de distribuição comercial e de portos para o sudeste da Ásia, o que reforça a importância estratégica do mercado.

“O reconhecimento do sistema brasileiro por Singapura amplia a competitividade da cadeia produtiva e posiciona o Brasil em um novo patamar dentro deste mercado. É uma conquista importante do Ministro, seus Secretários e equipe, sobretudo por se tratar de um produto com maior valor agregado, com potencial de abrir portas para novos fluxos comerciais nos segmentos mais exigentes da alimentação fora do lar”, destaca Ricardo Santin.