ABPA lança vídeo de orientação sobre biosseguridade para o período de férias e fim de ano

Conteúdo alerta para cuidados para produtores no retorno às granjas

São Paulo, 22 de dezembro de 2025 – Em um período marcado por férias, viagens, visitas familiares e maior circulação de pessoas, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou uma campanha voltado às famílias produtoras da avicultura e da suinocultura do Brasil, focada na biosseguridade e nos cuidados que devem ser reforçados no fim de ano e no retorno às propriedades rurais.

O conteúdo da campanha pode ser visto aqui: https://www.instagram.com/reel/DScrESQgCtj/?igsh=MXQ0c2ZjMmJwbDViOQ==

Apresentado pelo presidente da ABPA, o conteúdo da campanha destaca que momentos como férias coletivas, viagens nacionais e internacionais e o retorno de funcionários às granjas representam um período de atenção redobrada para a proteção da sanidade, especialmente contra a Influenza Aviária e a Peste Suína Africana (PSA) – enfermidades sem registros nos plantéis nacionais, mas que tem impactado significativamente diversos países produtores.

O material chama atenção para riscos muitas vezes subestimados durante esse período, como roupas, calçados, malas, veículos e até alimentos trazidos de viagens, que podem carregar agentes infecciosos. No caso da PSA, o alerta é especialmente crítico: produtos de carne suína trazidos de outros países, mesmo em pequenas quantidades, podem conter o vírus e iniciar um foco da doença se descartados de forma inadequada.

Ao longo do vídeo, o presidente da ABPA reforça um conjunto de cuidados essenciais que devem ser adotados antes de qualquer retorno às granjas avícolas e suinícolas, entre eles:

  • troca completa de roupas e calçados utilizados fora da propriedade;
  • higienização rigorosa de veículos, incluindo pneus, tapetes e carrocerias;
  • passagem obrigatória por barreiras sanitárias, com pedilúvio, lavagem das mãos e, quando existente, banho sanitário;
  • respeito ao período de vazio sanitário após visitas externas ou viagens;
  • proibição da entrada de alimentos trazidos do exterior, especialmente produtos de origem suína;
  • redução do contato com animais silvestres e reforço da proteção das estruturas das granjas.

“O período de fim de ano é naturalmente marcado por deslocamentos e reencontros. Mas, para quem produz, cada retorno à granja exige disciplina. Um cuidado simples pode ser decisivo para manter a propriedade segura e proteger toda a cadeia produtiva. O descanso é necessário, mas a responsabilidade permanece. A prevenção está nas mãos de quem produz, especialmente nos momentos de maior circulação de pessoas”, ressalta Santin.

Brasil reforça parceria com a África do Sul em seminário técnico sobre segurança alimentar

Edição sul-africana do Road Show Internacional 2025 reuniu autoridades, importadores e associações para debater regionalização sanitária e previsibilidade comercial

São Paulo, 11 de dezembro de 2025 – A cidade de Pretória recebeu na quarta-feira (10) a quarta edição do Road Show Internacional 2025, uma iniciativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O seminário, que reuniu cerca de 80 convidados, teve como foco o fortalecimento da cooperação sanitária e comercial entre Brasil e África do Sul, com destaque para a adoção da regionalização como ferramenta técnica de gestão de riscos sanitários.

Com o tema “South Africa–Brazil: A Successful Partnership – WOAH-based decisions for food security”, o evento contou com a presença do embaixador do Brasil em Pretória, Benedicto Fonseca Filho, do Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, Luís Rua, e do Diretor-Geral do Departamento de Agricultura sul-africano, Mooketsa Ramasodi, além de representantes da indústria local, importadores, associações setoriais e técnicos dos dois países.

A regionalização, prevista nos códigos da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA/WOAH), permite que, em casos de doenças de notificação obrigatória, como a Influenza Aviária, apenas a área afetada sofra restrições comerciais, preservando o fluxo de produtos das demais zonas livres. No evento, foi relembrado o impacto da suspensão total das exportações brasileiras em maio deste ano, quando a interrupção temporária das compras afetou diretamente o mercado sul-africano, com alta de preços e falta de insumos como o MDM, base da produção de alimentos processados e do abastecimento de programas sociais.

“Queremos ser parceiros da produção local, especialmente em segmentos em que a demanda não pode ser atendida internamente. A regionalização é uma solução equilibrada, baseada na ciência e reconhecida globalmente, que permite garantir segurança sanitária sem comprometer a segurança alimentar”, afirmou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Além do seminário, a missão brasileira incluiu reuniões bilaterais com autoridades sanitárias sul-africanas, com discussões sobre certificação digital, vigilância epidemiológica e protocolos de resposta a emergências sanitárias.

Para o gerente-executivo de mercados da ABPA, Estevão Carvalho, o diálogo técnico entre países é decisivo para evitar rupturas no abastecimento e garantir previsibilidade ao comércio. “A segurança alimentar é construída com confiança mútua e decisões baseadas em evidência. Quando dois países compartilham protocolos, transparência e visão de futuro, toda a cadeia – do produtor ao consumidor – sai beneficiada”, destacou Carvalho.

A etapa sul-africana se soma às edições anteriores do Road Show realizadas neste ano nas Filipinas, no México e no Peru. Em todos os casos, o foco tem sido o mesmo: promover a adoção de decisões sanitárias proporcionais, reforçar a confiança entre autoridades e garantir estabilidade no comércio internacional. Nas Filipinas, a regionalização já foi adotada em resposta a um foco sanitário no Brasil. No Peru, além do seminário técnico, a ABPA participou da feira Expoalimentaria com quatro empresas brasileiras, gerando mais de US$ 71 milhões em projeções de negócios.

O Road Show Internacional segue em 2026 com novos seminários previstos para mercados prioritários.

Exportações de ovos mantém alta de 5,8% em novembro

Embarques do ano acumulam alta de 135,4%

As exportações brasileiras de ovos (incluindo in natura e processados) totalizaram 1.893 toneladas em novembro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).  O número supera em 5,8% o total das exportações de ovos registradas no mesmo período do ano passado, com 1.789 toneladas.

Em receita, as exportações do setor totalizaram US$ 5,247 milhões em novembro, saldo 32,8% maior em relação ao décimo primeiro mês de 2024, com US$ 3,953 milhões.

No ano (janeiro a novembro), o total dos embarques do setor chegou a 38.637 toneladas, volume 135,4% maior em relação ao ano passado, com 16.414 toneladas. Em receita, o total registrado até novembro chegou a US$ 92,130 milhões, saldo 163,5% maior em relação aos onze primeiros meses de 2024, com US$ 34,965 milhões.

Entre os principais destinos, o Japão ocupou a liderança em novembro, com 757 toneladas (+266,8% em relação ao ano anterior), seguido por México, com 284 toneladas (+51%), Chile, com 261 toneladas (-29,1%), Emirados Árabes Unidos, com 205 toneladas (-9,7%) e Uruguai, com 96 toneladas (-16,9%).

“Volumes exportados de ovos seguem em ritmo elevado frente ao praticado nos anos anteriores, agora, com novos destinos de alto valor agregado, o que vem favorecendo a rentabilidade dos embarques”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Brasil realiza seminário técnico na África do Sul sobre segurança alimentar e regionalização sanitária

Nova edição do Road Show Internacional da ABPA debaterá impacto das decisões baseadas na OMSA para comércio de proteína animal

São Paulo, 08 de dezembro de 2025 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), promoverá no próximo dia 10 de dezembro, em Pretória (África do Sul), a nova edição do ROAD SHOW INTERNACIONAL 2025 – “No Borders for Food: Parcerias para Segurança Alimentar”.

A iniciativa tem como objetivo fortalecer o diálogo técnico e institucional com autoridades sanitárias, importadores e representantes da cadeia de proteína animal, com foco na adoção das diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA/WOAH) como base para decisões sanitárias proporcionais, transparentes e alinhadas à segurança alimentar global.

O seminário será realizado sob o tema “South Africa–Brazil: A Successful Partnership – WOAH-based decisions for food security”, e contará com a presença do presidente da ABPA, Ricardo Santin, do gerente-executivo de mercados Estevão Carvalho e de membros da equipe da entidade, além de autoridades sul-africanas, lideranças empresariais e representantes de importadores. Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e da Embaixada do Brasil em Pretória foram confirmados no evento.

A África do Sul é um dos mercados mais relevantes para a avicultura do Brasil. Trata-se do 4º principal destino das exportações do setor, com mais de 276 mil toneladas embarcadas entre janeiro e outubro deste ano, o equivalente a cerca de 6% de toda a carne de frango exportada pelo Brasil no período.

A realização do seminário acontece poucos meses após a suspensão temporária das importações sul-africanas, em maio de 2025, em função da confirmação de um foco isolado de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em plantel comercial no Rio Grande do Sul. O embargo – que foi revogado em julho – gerou impacto direto no abastecimento interno da África do Sul. De acordo com reportagens publicadas pela imprensa local, os preços do MDM (carne mecanicamente separada) subiram 140%, gerando risco de desabastecimento de alimentos processados e impacto socioeconômico estimado em até 30 mil empregos no país.

“O seminário em Pretória será mais do que um espaço técnico. Será um gesto de parceria. Queremos reforçar que decisões sanitárias devem ser pautadas pela ciência e pela proporcionalidade, como orienta a OMSA. E, sobretudo, mostrar que o Brasil é um parceiro confiável e preparado para garantir a continuidade do comércio, mesmo diante de desafios sanitários pontuais”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

A edição sul-africana do Road Show reforçará a agenda da ABPA de defesa da regionalização sanitária, já reconhecida por países como Filipinas e Peru, e que representa um caminho técnico para a manutenção de fluxos comerciais sustentáveis frente a eventos sanitários emergentes.

O seminário é promovido pelas marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, com apoio do Governo Federal do Brasil, por meio dos ministérios da Agricultura e Pecuária, das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, da ApexBrasil e da Embaixada do Brasil na África do Sul.

Exportações de carne de frango totalizam 434,9 mil tons em novembro

Embarques de carne suína chegam a 106,5 mil tons no mês

São Paulo, 05 de dezembro de 2025 – As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 434,9 mil toneladas em novembro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume foi 6,5% menor em relação ao mesmo período do ano anterior, com 465,1 mil toneladas.

No mês, a receita dos embarques chegou a US$ 810,7 milhões, saldo 9,3% menor em relação ao décimo primeiro mês do ano passado, com US$ 893,4 milhões.

No ano (janeiro a novembro), as exportações de carne de frango alcançaram 4,813 milhões de toneladas, volume 0,7% menor em relação aos onze primeiros meses de 2024, com 4,845 milhões de toneladas. Em receita, o total do ano até novembro chegou a US$ 8,842 bilhões,  número 2,5% menor em relação ao ano passado, com US$ 9,071 bilhões.

Emirados Árabes Unidos é o principal destino das exportações do setor em 2025, com 433,8 mil toneladas embarcadas entre janeiro e novembro (+2,1% em relação ao ano anterior).  Em seguida estão Japão, com 367,4 mil toneladas (-10,8%), Arábia Saudita, com 362,6 mil toneladas (+6,3%), África do Sul, com 288,6 mil toneladas (-4,6%) e México, com 238,2 mil toneladas (+16,2%).

Principal estado exportador brasileiro, o Paraná embarcou 1,915 milhão de toneladas em 2025 (3,94% menor em relação ao mesmo período do ano anterior), seguido por Santa Catarina, com 1,086 milhão de toneladas (+1,76%), Rio Grande do Sul, com 615 mil toneladas (-3,25%), São Paulo, com 297 mil toneladas (+9,57%) e Goiás, com 246 mil toneladas (+10,69%).

Já as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 106,5 mil toneladas em novembro, volume 12,5% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com 121,1 mil toneladas.  A receita do período chegou a US$ 248,2 milhões, saldo 14,9% menor em relação ao ano anterior, com US$ 291,7 milhões.

No ano, os embarques de carne suína acumulam alta de 10,4%, com 1,372 milhão de toneladas nos onze primeiros meses de 2025, contra 1,243 milhão de toneladas no mesmo período do ano anterior. A receita registrada entre janeiro e novembro chegou a US$ 3,294 bilhões, número 18,7% maior em relação ao ano anterior, com US$ 2,774 bilhões.

Filipinas foi o principal destino das exportações, com 350,1 mil toneladas (+49,1%), seguido por China, com 149 mil toneladas (-32,6%), Chile, com 109,1 mil toneladas (+5,8%), Japão, com 101,2 mil toneladas (+18,9%) e Hong Kong, com 99,1 mil toneladas (+1,8%).

Santa Catarina, principal estado exportador, embarcou 688,4 mil toneladas entre janeiro e novembro (+50,73% em relação ao ano anterior).  Foi seguido pelo Rio Grande do Sul, com 317,3 mil toneladas (+17%), Paraná, com 214,9 mil toneladas (+25,7%), Mato Grosso, com 34,5 mil toneladas (+0,71%) e Minas Gerais, com 33,7 mil toneladas (+29,6%).

“Tanto no caso da carne de frango, como no de carne suína, verificamos os efeitos de atrasos nos embarques em determinados portos, o que gerou efeito nos dados das últimas semanas de novembro, o que gerou diminuição da expectativa dos dados para o mês”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin. 

Brasil fecha ano com crescimento em produção, consumo e exportações de carne de frango, carne suína e ovos, aponta a ABPA

Ano é marcado por resiliência do setor, com avanços significativos no mercado interno e internacional

São Paulo, 03 de dezembro de 2025 – A produção, as exportações e o consumo de carne de frango, carne suína e ovos deverão registrar números recordes no ano de 2025. As projeções são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e foram apresentadas hoje, durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo (SP).

De acordo com as projeções da ABPA, a produção brasileira de OVOS deverá atingir até 62,250 bilhões de unidades em 2025, número 7,9% superior ao total registrado em 2024, que foi de 57,683 bilhões de unidades. Para 2026, espera-se nova expansão, com até 66,5 bilhões de unidades produzidas, o que representa alta de 6,8% sobre o ano anterior.

As exportações do setor devem alcançar até 40 mil toneladas em 2025, o que representa um crescimento de 116,6% em relação às 18.469 toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, a expectativa é de novos avanços, com até 45 mil toneladas exportadas, 12,5% a mais que o volume previsto para este ano.

Já o consumo per capita deverá passar de 269 unidades por habitante em 2024 para 287 unidades em 2025 (+6,7%) e 307 unidades em 2026 (+7% sobre o ano anterior).

No caso da CARNE DE FRANGO, a produção brasileira deverá totalizar 15,320 milhões de toneladas em 2025, número até 2,2% superior ao total de 14,972 milhões de toneladas produzidas em 2024. Para 2026, é esperado crescimento, com até 15,600 milhões de toneladas, alta de 2%.

As exportações devem crescer até 0,5%, projetando até 5,320 milhões de toneladas exportadas em 2025 (contra 5,295 milhões em 2024) e até 5,500 milhões em 2026, crescimento de 3,4% sobre o ano anterior.

No mercado interno, a disponibilidade de carne de frango poderá atingir até 9,980 milhões de toneladas em 2025, alta de 3,1% frente às 9,678 milhões de toneladas de 2024. Em 2026, a disponibilidade projetada é de 10,100 milhões de toneladas, número 1,2% maior em relação ao ano anterior.

Com isso, o consumo per capita da proteína deverá passar dos 45,5 kg por habitante em 2024 para 46,8 kg em 2025 (+2,8%), chegando a 47,3 kg em 2026 (+1,2%).

Para a CARNE SUÍNA, a produção nacional está estimada em até 5,550 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 4,6% em relação ao volume registrado em 2024, que foi de 5,305 milhões de toneladas. Para 2026, espera-se nova elevação, com produção estimada em até 5,700 milhões de toneladas, incremento de 2,7% sobre o ano anterior.

As exportações também devem manter a trajetória de alta. O setor projeta até 1,490 milhão de toneladas exportadas em 2025, volume 10% superior ao total de 1,353 milhão de toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, o número pode chegar a 1,550 milhão de toneladas, com nova alta de 4%.

A disponibilidade interna da proteína deverá crescer até 2,7% neste ano, com cerca de 4,060 milhões de toneladas projetadas para 2025, contra 3,952 milhões de toneladas em 2024. Para 2026, a expectativa de crescimento é de 2,2%, com 4,150 milhões de toneladas. O consumo per capita deverá crescer 2,3% neste ano, com 19 quilos em 2025, contra 18,6 quilos em 2024. Em 2026, o consumo per capita deverá ser 2,5% maior, com 19,5 quilos.

“Após fortes turbulências ao longo do ano, o setor mostrou resiliência e chegou ao fim do período registrando crescimento em todos os índices de produção, exportações e consumo per capita de carne de frango, carne suína e ovos. O mesmo comportamento positivo projetado para o próximo ano deverá ocorrer em meio a um cenário de custos adequados e demanda sustentada pelos produtos, tanto no mercado interno quanto internacional”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA lança Manual de Biosseguridade para Aves e Suínos durante webinar da Academia ABPA

Documento técnico integra as ações do Movimento “Uso Consciente, Futuro Sustentável” e reforça a importância da prevenção e da saúde única

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) realizou, nesta terça-feira (25), o webinar “Lançamento do Manual de Procedimentos de Biosseguridade para Aves e Suínos”, promovido pela Academia ABPA.

O evento contou com a participação da diretora técnica da entidade, Sula Alves, da coordenadora Tabatha Lacerda e da analista Beatriz Belloni, além do consultor Bruno Pessamílio e do coordenador de biosseguridade da Seara Alimentos, Paulo Pelissaro.

O novo manual foi desenvolvido com o objetivo de fortalecer os procedimentos mínimos de biosseguridade nos sistemas produtivos de aves e suínos, oferecendo um guia técnico acessível e aplicável à realidade das granjas brasileiras. O documento orienta produtores e profissionais sobre medidas preventivas contra a entrada e disseminação de agentes infecciosos, reforçando o papel da biosseguridade como primeira linha de defesa sanitária na produção animal.

Entre os temas abordados estão localização e estrutura das instalações, barreiras físicas e sanitárias, controle de acesso de pessoas e veículos, manejo alimentar e vacinação, controle de vetores, cuidados com dejetos e planos de contingência para emergências sanitárias.

O Manual de Biosseguridade da ABPA está alinhado aos princípios do Movimento “Uso Consciente, Futuro Sustentável”, lançado em outubro pela entidade, e reforça a importância das práticas de prevenção como base da estratégia do uso consciente de antimicrobianos e combate à resistência antimicrobiana (RAM).

“A biosseguridade é o pilar central da produção responsável. Cada medida preventiva adotada nas granjas representa uma barreira a menos para a entrada de doenças e um passo a mais na direção da sustentabilidade sanitária. Com este manual, queremos apoiar o setor produtivo com informações claras, práticas e aplicáveis ao dia a dia dos profissionais que estão no campo”, destacou Sula Alves, diretora técnica da ABPA.

O manual será distribuído gratuitamente aos associados e disponibilizado no hotsite do movimento Todos Contra RAM (https://www.todoscontraram.com.br/materiais-educativos/).

“Este material reforça o papel educativo da ABPA e consolida o compromisso do setor com a saúde única. Nosso objetivo é apoiar conhecimento técnico em prática cotidiana, incentivando o uso responsável de antimicrobianos e o fortalecimento da biosseguridade”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA.

O lançamento do manual encerra as ações educativas da ABPA durante a Semana Mundial de Conscientização sobre a Resistência Antimicrobiana (WAAW).  Apesar do fim da Semana, a iniciativa continuará por meio de uma agenda de eventos técnicos e encontros regionais junto a produtores e cooperativas, incentivando o engajamento coletivo do setor na promoção da saúde animal e na prevenção sanitária.

Semana Mundial de Conscientização sobre a Resistência Antimicrobiana começa nesta terça-feira, e ABPA promoverá série de ações educativas

Campanha “Uso Consciente, Futuro Sustentável”, webinar técnico e lançamento de manual marcam participação da entidade na mobilização global pela saúde única

 

São Paulo, 17/11/2025 – Começa amanhã, 18 de novembro, a Semana Mundial de Conscientização sobre a Resistência Antimicrobiana (WAAW 2025), iniciativa global promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), com apoio de governos, instituições científicas e entidades representativas em todo o mundo. No Brasil, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) participará ativamente da mobilização com diversas ações educativas e técnicas voltadas à conscientização sobre o uso responsável de antimicrobianos e à promoção de práticas de biosseguridade nas cadeias de aves e suínos.

Entre as principais iniciativas, a ABPA impulsionará durante a semana a Campanha “Uso Consciente, Futuro Sustentável”, voltada à disseminação de informações e boas práticas sobre o uso racional de medicamentos veterinários. Lançada recentemente, a campanha está disponível em www.todoscontraram.com.br e reforça o compromisso do setor com a saúde única e a sustentabilidade da produção animal.

A programação também inclui o webinar técnico “Lançamento do manual de procedimentos de biosseguridade”, que reunirá especialistas, representantes de empresas associadas, acadêmicos e autoridades sanitárias. Durante o evento, a ABPA lançará o Manual Técnico sobre Biosseguridade, um dos pilares importantes na prevenção à resistência. .

“A resistência antimicrobiana é um importante desafio global para a saúde e a segurança alimentar. O setor produtivo brasileiro tem avançado de forma significativa na adoção de práticas preventivas, de biosseguridade e de educação sanitária. A WAAW é uma oportunidade de reforçar o compromisso coletivo do setor com o uso responsável de medicamentos e com a proteção da saúde única”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

A Resistência aos Antimicrobianos (RAM) é definida como a capacidade de microrganismos — como bactérias, vírus, fungos e parasitas — de resistirem aos efeitos de medicamentos antes eficazes, comprometendo o tratamento de doenças infecciosas e aumentando os riscos de mortalidade e custos em saúde pública e produção animal. Segundo a OMS, o enfrentamento da RAM requer uma abordagem integrada entre os setores animal, humano e ambiental.

“A conscientização e a prevenção são as ferramentas mais eficazes contra a resistência antimicrobiana. Cada medida de biosseguridade adotada nas granjas — do controle de acesso ao cuidado com nutrição, bem-estar e vacinação — reduz a necessidade de tratamentos e contribui diretamente para a proteção da eficácia dos medicamentos. Nosso objetivo é ampliar o conhecimento técnico e fortalecer a cultura de responsabilidade em toda a cadeia”, complementa Sula Alves, diretora técnica da ABPA.

Para a ABPA, o controle da resistência antimicrobiana passa por prevenção e gestão responsável, com foco nos seguintes pilares:

  • Biosseguridade e prevenção: controle rigoroso de acesso às granjas, higienização de equipamentos e veículos, programas vacinais atualizados, nutrição equilibrada e promoção do bem-estar animal;

  • Uso correto: antimicrobianos somente com prescrição veterinária, na dose e tempo adequados, respeitando períodos de carência e mantendo registros de tratamento;

  • Educação e capacitação: formação técnica de produtores, veterinários e trabalhadores sobre boas práticas e manejo sanitário;

  • Integração One Health: cooperação entre os setores animal, humano e ambiental;

Exportações de ovos crescem 13,6% em outubro

As exportações brasileiras de ovos (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 2.366 toneladas em outubro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 13,6% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 2.083 toneladas.

Em receita, houve incremento de 43,4%, com US$6,051 milhões em outubro deste ano, contra US$4,219 milhões no mesmo período do ano passado. 

No ano, a alta acumulada chega a 151,2%, com 36.745 toneladas entre janeiro e outubro deste ano contra 14.626 toneladas no mesmo período do ano passado. 

Em receita, houve incremento de 180,2%, com US$ 86,883 milhões nos dez primeiros meses deste ano, contra US$ 31,012 milhões no mesmo período do ano passado. 

Principal destino dos embarques de ovos, o Chile importou 578 toneladas em outubro, volume 40,5% menor em relação ao mesmo período do ano anterior. Em seguida estão o Japão, com 574 toneladas (+214,1%), México, com 328 toneladas (+271,1%), Equador, com 220 toneladas (sem comparativo anterior) e Emirados Árabes Unidos, com 206 toneladas (+372,1%). 

“Vimos um maior equilíbrio na capilaridade de compras de ovos que, embora tenha registrado retração nos volumes para o Chile, apresentou substancial incremento nos demais destinos, o que dá maior sustentabilidade ao fluxo dos embarque do setor”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. 

Embarques de carne suína crescem 10,1% em outubro e registram segundo melhor resultado da história

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 144 mil toneladas em outubro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é o segundo maior resultado mensal da história do setor, e supera em 10,1% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 130,9 mil toneladas. 

Em receita, as exportações de carne suína totalizaram US$ 343,6 milhões em outubro – também segundo melhor desempenho em receitas de exportação do histórico setorial – saldo 9,7% maior em relação ao obtido no ano anterior, com US$ 313,3 milhões. 

No acumulado do ano até aqui (janeiro a outubro), as exportações brasileiras de carne suína totalizaram 1,266 milhão de toneladas, saldo 12,9% maior em relação ao obtido no mesmo período do ano passado, com 1,121 milhão de toneladas. 

Em receita, a alta acumulada chega a 22,7%, com US$ 3,046 bilhões registrados entre janeiro e outubro deste ano, contra US$ 2,482 bilhões no mesmo período de 2024. A receita registrada nos dez primeiros meses de 2025 já supera o total obtido com as exportações de 2024, de US$ 3,033 bilhões (ou seja, a receita de 2025 já é recorde histórico para o setor).

Principal destino das exportações do setor, as Filipinas importaram 46,3 mil toneladas de carne suína em outubro, volume 21% maior em relação ao registrado no mesmo período do ano passado. Em seguida está o Japão, com 10,7 mil toneladas (+5,9%), México, com 10,05 mil toneladas (+27,1%), China, com 10,03 mil toneladas (-47,6%), Hong Kong, com 8,4 mil toneladas (-1,3%), Chile, com 7,8 mil toneladas (-17,8%), Vietnam, com 7 mil toneladas (+21,4%), Singapura, 5,4 mil toneladas (+19,6%), Costa do Marfim, com 4,1 mil toneladas (+266,7%) e Uruguai, com 4 mil toneladas (+10,8%).

“Temos visto um forte incremento da capilaridade das exportações de carne suína, com importantes mercados mundiais ganhando mais representatividade dentre os destinos dos embarques brasileiros, como é o caso do Japão e do México. Os resultados alcançados até aqui consolidam a projeção de crescimento traçada pelo setor para o ano de 2025, com perspectivas positivas que deverão se seguir até o próximo ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. 

Principal estado exportador, Santa Catarina embarcou 69 mil toneladas de carne suína em outubro (+0,6%) em relação ao mesmo período do ano passado, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 36,5 mil toneladas (+32%), Paraná, com 22,2 mil toneladas (+7,6%), Minas Gerais, com 3,7 mil toneladas (+13,9%) e Mato Grosso, com 3,5 mil toneladas (+14,2%).