ABPA estreia na Expoalimentaria com mais de US$ 71 milhões em negócios projetados

ABPA ESTREIA NA EXPOALIMENTARIA COM MAIS DE US$ 71 MILHÕES EM NEGÓCIOS PROJETADOS
Participação inédita da entidade incluiu adesão de quatro empresas e realização de seminário técnico no âmbito do Road Show Internacional 2025

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), concluiu com resultados expressivos sua primeira participação na Expoalimentaria, maior feira do setor de alimentos e bebidas da região andina, encerrada na semana passada em Lima (Peru).

Com a participação de quatro empresas associadas – Dom Porquito, Avenorte, Somave e Bello – a ação promoveu as proteínas de aves, suínos, ovos e a genética avícola brasileiras (no âmbito dos projetos setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck), em dezenas de encontros promovidos com importadores do Peru, México, Chile, Argentina, Estados Unidos, República Dominicana, Omã, além de países da Europa.

De acordo com a ABPA, durante os três dias de encontros de negócios no evento foram consolidados US$ 9,2 milhões em negócios de exportações, com expectativa de US$ 71,5 milhões em negócios ao longo dos próximos 12 meses.

Além da presença na feira, a ABPA também promoveu em Lima, no dia 23 de setembro, a terceira edição do ROAD SHOW INTERNACIONAL 2025 – No Borders for Food: Parcerias para Segurança Alimentar, em parceria com a ApexBrasil e com apoio da Embaixada do Brasil no Peru. Com o tema “Proteína Animal: Decisiones Basadas en la OMSA para Seguridad Alimentaria”, o seminário bilateral reuniu autoridades peruanas e brasileiras em um debate técnico sobre o papel das normas da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA/WOAH) na promoção de um comércio internacional mais seguro, transparente e baseado em evidências científicas.

“A presença da ABPA no Peru combinou ações estratégicas de promoção comercial com diplomacia sanitária. Foi uma oportunidade importante para fortalecer relações comerciais com países-chave da região andina e reforçar o compromisso do Brasil com as melhores práticas de segurança alimentar”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Azerbaijão abre mercado para termoprocessados e é nova oportunidade para aves e suínos do Brasil

Anúncio foi feito hoje pelo Ministério da Agricultura e Pecuária  

 

São Paulo, 26 de setembro de 2025 – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou o anúncio feito hoje pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, sobre a abertura do mercado do Azerbaijão para os produtos cárneos termoprocessados de aves e suínos do Brasil.

A oficialização foi comunicada pelas autoridades sanitárias azeris, em tratativas conduzidas pelo Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, juntamente com os secretários Luis Renato Rua (Relações Internacionais) e Carlos Goulart (Defesa Agropecuária), e suas equipes técnicas. O resultado representa um avanço estratégico para o Brasil em um mercado em plena expansão no consumo de proteína animal.

O consumo per capita de carne de frango no Azerbaijão gira em torno de 15 quilos por habitante, com 141 mil toneladas consumidas internamente (dados de 2021), com projeções que indicam a possibilidade de alcançar até 152 mil toneladas em 2026. No último ano, as importações de carne de frango pelo país chegaram a 41,9 mil toneladas – volume 46% superior ao registrado em 2023 –, com origem majoritária na Ucrânia e na Rússia.

Historicamente, o Brasil já registrou fluxos significativos de exportação de carne de frango ao Azerbaijão, encerrados em 2019 e retomados de forma pontual em 2024. No caso da carne suína, apesar do baixo consumo no país, os embarques brasileiros responderam pela maior parte dos volumes importados nos últimos anos.

Com a abertura para os termoprocessados, o setor produtivo projeta a retomada gradual da presença brasileira no mercado, com produtos alinhados às exigências locais e à crescente demanda da população.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a abertura amplia as perspectivas de acesso ao mercado azeri. “O Brasil é reconhecido mundialmente pela qualidade e segurança de seus produtos, que atendem aos mais rigorosos padrões internacionais. A nova abertura reforça, desta forma, nossa posição como parceiro estratégico do Azerbaijão, em um momento de crescimento consistente da demanda local ”, destacou Santin.

Posicionamento Setorial

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou o anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária da oficialização da reabertura do mercado da União Europeia para a carne de frango exportada pelo Brasil ao destino. A oficialização foi publicada no Jornal Oficial da União Europeia.

Suspensos desde o anúncio da identificação de um foco e já resolvido de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em produção comercial no estado do Rio Grande do Sul, os embarques para o Bloco Europeu deverão ser oficialmente restabelecidos a partir de amanhã. A oficialização ocorre após confirmação prévia dada pelo comissariado europeu ao Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

O anúncio é a confirmação de um trabalho de alta eficiência realizado pelo Ministro Fávaro, juntamente com os Secretários Luis Renato Rua (Relações Internacionais) e Carlos Goulart (Defesa Agropecuária), juntamente com suas equipes, em um amplo esforço para a consolidação das negociações pelo restabelecimento deste que é um dos mais relevantes destinos da carne de frango do Brasil.

Entre janeiro e maio (mês da ocorrência da enfermidade), as exportações de carne de frango para o bloco europeu alcançaram 125,3 mil toneladas, volume então 20,8% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Em receita, foram cerca de US$ 386,3 milhões, saldo 38% maior em relação ao obtido no ano anterior.

Com a oficialização da reabertura, a expectativa do setor é que as exportações se restabeleçam nos patamares anteriormente praticados, com possibilidade de incrementos devido à demanda reprimida durante este período de suspensão.

No Peru, Brasil reforça defesa da ciência pela continuidade do comércio e pela segurança alimentar  

Terceira edição do Road Show 2025 da ABPA debaterá critérios da OMSA para fortalecer o acesso a mercados agropecuários

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), promoverá no próximo dia 23 de setembro, em Lima (Peru), a terceira edição do ROAD SHOW INTERNACIONAL “No Borders for Food: Parcerias para Segurança Alimentar”.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o diálogo técnico e institucional com autoridades sanitárias e importadores sobre o papel das normas da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA/WOAH) na construção de um comércio internacional mais previsível, seguro e baseado em evidências científicas.

O seminário será realizado sob o tema “Peru-Brasil: Proteína Animal – Decisiones Basadas en la OMSA para Seguridad Alimentaria”, com a presença de representantes do governo peruano, importadores locais, empresas brasileiras exportadoras e autoridades da Embaixada do Brasil em Lima, além da diretoria da ABPA.

Esta será a terceira edição do Road Show, que teve início nas Filipinas, em 8 de agosto, e passou pela Cidade do México, em 28 de agosto, sempre com ampla participação de autoridades e lideranças do setor. Os eventos anteriores reforçaram o apoio aos princípios da OMSA como base técnica legítima para decisões comerciais sanitárias.

“O Peru é um parceiro estratégico do Brasil na América do Sul. Exatamente por isso, com o seminário técnico em Lima damos mais um passo em direção a uma relação comercial ainda mais sólida, baseada na confiança mútua, no diálogo institucional e em regras sanitárias reconhecidas internacionalmente”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Em 2024, o Peru esteve entre os destinos prioritários sul-americanos das exportações brasileiras de material genético avícola e produtos avícolas. Neste sentido, a proposta do Road Show é justamente fortalecer a cooperação regulatória, promovendo o entendimento mútuo sobre práticas modernas como regionalização, proporcionalidade e transparência nas decisões de importação.

A próxima edição do ROAD SHOW 2025 acontecerá na África do Sul. O seminário em Lima será promovido pelas marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, com o apoio institucional do Governo Federal do Brasil, por meio dos ministérios da Agricultura e Pecuária, das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, da ApexBrasil e da Embaixada do Brasil no Peru.

Mais informações sobre o evento e as próximas etapas do Road Show estão disponíveis nos canais oficiais da ABPA.

Ação de imagem – Nos dias seguintes ao Roadshow, a ABPA marcará presença na Expoalimentaria 2025, evento que ocorrerá entre os dias 24 e 26 de setembro, no Centro de Exposiciones Jockey, em Lima.

Em sua primeira participação na Expoalimentaria – em parceria com a ApexBrasil – a ABPA levará quatro empresas produtoras e exportadoras de aves e suínos, entre elas, a Dom Porquito, Avenorte, Somave e Bello Alimentos.

Em meio a uma das maiores feiras de alimentos da América do Sul, a ABPA viabilizará encontros de negócios e promoverá as marcas setoriais das cadeias exportadoras de carnes de aves, de suínos, de patos, ovos e de genética avícola.

“Complementando os bons resultados esperados após o Roadshow, a participação na Expoalimentaria deverá fortalecer a posição brasileira como fornecedora confiável de proteínas para o mercado peruano, consolidando nossas relações com este que é um dos mercados mais relevantes das Américas”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 

 

 

Webinar debate práticas de manejo de suínos selvagens nos Estados Unidos e na América do Sul

São Paulo, 12 de setembro de 2025 – O o Comitê Veterinário Permanente do Cone Sul (CVP), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (MAPA) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) promoverão no próximo 15 de setembro, das 15h às 17h30, o webinar “Práticas de Manejo de Suínos Selvagens nos Estados Unidos e na América do Sul”.

O evento reunirá especialistas do Brasil, Estados Unidos e Paraguai para debater estratégias de vigilância, monitoramento e manejo de suínos asselvajados, tema relevante para a defesa sanitária, a sustentabilidade da produção e a saúde única (One Health).

A programação contará com a participação de Michael Marlow (USDA/APHIS/Wildlife Service), que abordará “Suínos asselvajados nas Américas: um pouco de coisa boa, mais coisas ruins e muita coisa feia”. Também participarão Lia Coswig (DSA/SDA/MAPA) e Virgínia Santiago (Embrapa Suínos e Aves), com a apresentação “Vigilância e monitoramento sanitário de suínos asselvajados: importância em defesa sanitária animal e Uma Só Saúde no Brasil”.

Representando o Paraguai, Fernando Pérez e Gustavo Gonzáles (Senacsa) apresentarão “Avanços e experiência na vigilância sanitária de suínos asselvajados e cruzamentos com javalis no Paraguai: um trabalho conjunto do Senacsa, Mades e ACP”.

A iniciativa integra esforços regionais de cooperação técnica e científica, com foco na mitigação de riscos sanitários que possam impactar a produção pecuária, a biodiversidade e a segurança alimentar.

Inscrições estão disponíveis pelo link: https://us06web.zoom.us/webinar/register/WN_HAwuhvFQQjK3gVvwPNOtEQ

Gripe aviária: Diálogo global inédito discute ameaça crescente

Foz do Iguaçu (PR), 9 de setembro de 2025 – Em uma resposta inédita à rápida disseminação global da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), especialistas e representantes de diversos setores – avicultura, saúde pública, ciência e políticas públicas – se reúnem no Brasil para o primeiro diálogo global multissetorial sobre o tema. O objetivo é articular uma resposta coordenada à ameaça crescente à saúde animal, humana e à sustentabilidade dos meios de vida agrícolas.

Conhecida popularmente como gripe aviária, a doença é altamente contagiosa e afeta principalmente aves. O vírus pertence à família da Influenza Tipo A, conhecida pela capacidade de sofrer mutações com rapidez.

Desde 2020, a IAAP tem se espalhado por diversos continentes, dizimando plantéis, afetando a biodiversidade, o comércio internacional e a segurança alimentar — além de acender um alerta global sobre o risco de uma nova pandemia humana. O vírus que circula atualmente está muito disseminado e representa uma grave ameaça pandêmica, alertam os especialistas. A influenza aviária já se espalhou para 83 espécies de mamíferos, incluindo bovinos leiteiros e animais silvestres, representando um risco em constante evolução, alertam especialistas.

“A influenza aviária deixou de ser uma ameaça esporádica e se tornou um desafio global,” afirmou Beth Bechdol, Diretora-Geral Adjunta da FAO.
“Nenhum país ou setor conseguirá enfrentar esse desafio de forma isolada — e o fracasso não é uma opção. A colaboração prática, baseada na ciência, é essencial para proteger nossos sistemas agroalimentares, os meios de subsistência e a saúde pública.”

Organizado pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o evento “Enfrentando juntos a influenza aviária de alta patogenicidade – Diálogo global entre ciência, políticas públicas e setor privado” reúne cerca de 500 especialistas e tomadores de decisão para promover a colaboração e o investimento multissetorial.

Pela primeira vez, representantes do setor privado — incluindo associações de produtores de aves e prestadores de serviços de saúde animal — participam diretamente de um diálogo global ao lado de lideranças científicas e governamentais. A presença permite compreender melhor os desafios enfrentados pelo setor produtivo, reconhecer os esforços em andamento e destacar soluções práticas já implementadas para combater a doença.

Especialistas da Ásia, África, Europa e Américas, muitos deles membros da rede OFFLU (parceria FAO/OMSA para influenza animal), também estão presentes no evento. “Enfrentar a influenza aviária exige esforço coletivo entre países, setor produtivo, comunidade científica e organismos internacionais,” afirmou Carlos Fávaro, Ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil. “Este desafio deve ser tratado com total transparência — só assim construiremos confiança e garantiremos a segurança alimentar global. Quando a influenza aviária foi detectada em uma granja comercial neste ano, o Brasil mostrou uma diferença decisiva. A resposta rápida e eficaz reforçou a credibilidade e a robustez do nosso sistema sanitário.”

Temas prioritários
O diálogo se baseia na Estratégia Global de Prevenção e Controle da IAAP, lançada recentemente pela FAO em parceria com a OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal). A iniciativa apoia o desenvolvimento e implementação de planos nacionais e regionais, ao mesmo tempo em que fortalece ações globais para reduzir riscos pandêmicos e transfronteiriços.

Durante os três dias de evento, os debates se concentram em quatro eixos principais:

  • Identificação de estratégias eficazes de prevenção e controle, com foco especial em países de baixa renda e sistemas avícolas informais;
  • Promoção de sistemas de alerta precoce, estratégias de vacinação e medidas de biosseguridade;
  • Fortalecimento da coordenação multissetorial com base na abordagem “Uma Só Saúde (One Health)”;
  • Compartilhamento de soluções inovadoras e práticas para diagnóstico, vigilância e resposta a surtos.

“Melhorar a vigilância, reforçar a biosseguridade e utilizar a vacinação de forma apropriada, aliados a um controle rápido, são pilares para conter a doença,” explicou Thanawat Tiensin, veterinário-chefe da FAO e diretor da Divisão de Produção e Saúde Animal.
“Ao mesmo tempo, a transformação sustentável da produção avícola oferece novos caminhos para prevenir perdas e enfrentar doenças. Será necessário um esforço conjunto com o setor privado para reduzir, de forma eficaz e duradoura, o risco da influenza aviária.”

“O debate sobre a influenza aviária exige cooperação internacional e esforço conjunto de todas as nações,” afirmou Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e do Conselho Internacional da Avicultura (IPC).
“É um tema que impacta diretamente os fluxos comerciais e, por consequência, a inflação e a segurança alimentar global. São questões sensíveis que devem ser guiadas pelo conhecimento e pela ciência, e que exigem uma revisão de conceitos e paradigmas.”

Embarques de carne suína aumentam 2,8% em agosto

Receita no período foi 6,7% maior

 

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 121,4 mil toneladas em agosto, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).  O saldo foi 2,8% maior que o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 118,1 mil toneladas.

A receita registrada no período chegou a US$ 294,9 milhões, saldo 6,7% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 276,3 milhões.

No ano (janeiro a agosto), as exportações de carne suína alcançaram 970,3 mil toneladas, saldo 11,5% maior que o total embarcado no ano passado, com 870,2 mil toneladas. Em receita, a alta chega a 23,8%, com US$ 2,334 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, contra US$ 1,885 bilhão em 2024.

“As exportações de carne suína do Brasil ampliaram a diversificação entre os destinos dos embarques, com novos mercados entre os maiores importadores. A maior capilaridade deve proporcionar mais sustentação ao fluxo, projetando manutenção das exportações positivas do setor para este ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Filipinas seguem como principais destinos das exportações, com 33,4 mil toneladas registradas em agosto, saldo 19,5% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.  Em seguida estão o Chile, com 13,3 mil toneladas (+8,3%), China, com 10,3 mil toneladas (-36,3%), Japão, com 8,5 mil toneladas (+5,4%), México, com 7,4 mil toneladas (+30,7%), Hong Kong, com 6 mil toneladas (-36,6%), Vietnã, com 5,9 mil toneladas (42,7%), Singapura, com 5,2 mil toneladas (-33,1%), Uruguai, com 3,7 mil toneladas (+2,4%) e Costa do Marfim, com 3,4 mil toneladas (+164,3%).

Santa Catarina segue como maior exportador de carne suína do Brasil, com 56,9 mil toneladas exportadas em agosto (-9% em relação ao mesmo período do ano passado), seguido por Rio Grande do Sul, com 31,4 mil toneladas (+20,5%), Paraná, com 18,3 mil toneladas (+9,4%), Minas Gerais, com 2,5 mil toneladas (1,5%) e Mato Grosso, com 3,1 mil toneladas (-3,6%).

 

Exportações de ovos crescem 71,9% em agosto

Volume embarcado no ano já supera 32,3 mil toneladas, com alta de 192%

 

São Paulo, 05 de setembro de 2025 – As exportações brasileiras de ovos (incluindo produtos in natura e processados) totalizaram 2.129 toneladas em agosto de 2025, segundo levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 71,9% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram embarcadas 1.239 toneladas.

A receita gerada com os embarques em agosto chegou a US$ 5,729 milhões, desempenho 90,8% superior em relação ao mesmo período de 2024, com US$ 3,003 milhões.

Com este resultado, as exportações acumuladas entre janeiro e agosto alcançaram 32.303 toneladas, número 192,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (11.057 toneladas). A receita no acumulado do ano atingiu US$ 75,295 milhões, incremento de 214,5% em relação aos US$ 23,943 milhões obtidos no mesmo intervalo de 2024.

Em agosto, os principais destinos de exportação foram o Japão, com 578 toneladas (+328,5%), seguido pelos Estados Unidos, com 439 toneladas (+628,9%), México, com 304 toneladas sem comparativos com o ano anterior), Emirados Árabes Unidos, com 182 toneladas (sem embarques no mesmo mês do ano anterior), e Chile, com 172 toneladas (-79,6%).

“Os embarques para os Estados Unidos sofreram os efeitos do tarifaço, com diminuição no fluxo embarcado no mês. Ao mesmo tempo, vemos a retomada de destinos, como os Emirados Árabes Unidos e o fortalecimento para novos importadores, como o México. De qualquer forma, não são esperados efeitos significativos à oferta interna de ovos, já que exportamos menos de 2% de nossa produção”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Exportações de carne de frango crescem 3,9% em agosto

México assume liderança entre os principais destinos dos embarques no mês

São Paulo, 05 de setembro de 2025 – Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (incluindo todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 394,6 mil toneladas em agosto, volume 3,9% maior que o total registrado no mesmo período do ano passado, com 379,8 mil toneladas.

A receita registrada no período chegou a US$ 699,4 milhões, saldo 11,9% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com US$ 793,6 milhões.

No ano (janeiro a agosto), as exportações de carne de frango totalizam 3,394 milhões de toneladas, saldo 1,1% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com 3,432 milhões de toneladas.

A receita acumulada nos oito primeiros meses do ano chegou a US$ 6,308 bilhões, saldo 0,2% menor em relação ao registrado em 2024, com US$ 6,319 bilhões.

“O desempenho do mês de agosto manteve a estabilidade de embarques notada desde a reconquista do status de Livre de Influenza Aviária, pelo Brasil, o que deve se alterar positivamente com as recentes retomadas das importações pelo Chile e a oficialização da reabertura da União Europeia”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Em forte retomada nos embarques, o México – que recentemente recebeu uma ação da ABPA voltada para a preservação do fluxo comercial – liderou pela primeira vez o ranking dos principais destinos de carne de frango, com 37,5 mil toneladas embarcadas em agosto, número 873,3% superior ao registrado no ano passado. Em seguida estão Emirados Árabes Unidos, com 32,5 mil toneladas (-16,9%), Japão, com 30,3 mil toneladas (-22,2%), Arábia Saudita, com 27 mil toneladas (+0,6%), África do Sul, com 25,7 mil toneladas (-8,4%), Filipinas, com 19,7 mil toneladas (+27,2%), Coreia do Sul, com 15,3 mil toneladas (+65,7%), Iraque, com 12,7 mil toneladas (+15,0%), Reino Unido, com 11,3 mil toneladas (+130,2%) e Singapura, com 10,9 mil toneladas (+14%).

Entre os principais estados exportadores, Paraná liderou o mês de agosto com 158,7 mil toneladas exportadas (-1,6%), seguido por Santa Catarina, com 89,7 mil toneladas (+6,5%), Rio Grande do Sul, com 44,1 mil toneladas (16,6%), São Paulo, com 24,5 mil toneladas (+3%) e Goiás, com 21,5 mil toneladas (+20,8%).

Brasil e México reforçam parceria sanitária e comercial em seminário sobre decisões baseadas na OMSA

Segunda edição do ROAD SHOW INTERNACIONAL 2025 da ABPA destaca papel da ciência e da cooperação para segurança alimentar e previsibilidade no comércio

Autoridades brasileiras e mexicanas, lideranças do setor agroalimentar e importadores participaram ontem do seminário “México-Brasil: Proteína Animal – Decisiones basadas en la OMSA para seguridad alimentaria”, segunda edição do ROAD SHOW INTERNACIONAL 2025, promovido na última quinta-feira (28/08) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Realizado no contexto da missão presidencial brasileira à Cidade do México durante a semana passada, o evento integrou a agenda bilateral de promoção do comércio de proteínas com base técnica, pautada pela transparência e alinhada aos padrões internacionais da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

O seminário contou com a presença do Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin, do Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, do Presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, e do Embaixador do Brasil no México, Nedilson Jorge. Participaram ainda representantes da Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SEDAR), do Servicio Nacional de Sanidad, Inocuidad y Calidad Agroalimentaria de México (SENASICA), da COMECARNE, da CAMEBRA e da ANETIF, além de lideranças empresariais mexicanas e associadas à ABPA.

Durante o encontro, foram debatidos temas como regionalização sanitária, o reconhecimento dos estados do Acre, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul como livres de febre aftosa sem vacinação decisões proporcionais, reconhecimento mútuo de status sanitário e segurança alimentar como política pública multilateral, com foco na internalização das diretrizes da OMSA por parte dos países importadores.

“O México é um parceiro estratégico do Brasil, com laços institucionais consolidados e grande potencial para ampliação do comércio de carnes, ovos e genética avícola. Ao discutir decisões sanitárias sob a ótica da OMSA, damos mais previsibilidade ao comércio e mais segurança aos consumidores”, destacou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Em 2024, o México foi o 9º maior destino da carne de frango brasileira, com 191 mil toneladas exportadas e US$ 403 milhões em receita.

O seminário no México sucede a primeira edição do Road Show, realizada nas Filipinas, e antecede novas ações programadas em mercados estratégicos como China, União Europeia, África do Sul, Chile, Malásia, Peru, Canadá e Arábia Saudita.

O ROAD SHOW INTERNACIONAL 2025 integra a programação de ações do projeto setorial desenvolvido pela ABPA e ApexBrasil para a promoção global das marcas Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck.